Eficiência da Desinfecção com Cloro
No tratamento de água, a inativação de microrganismos aumenta à medida que o tempo de exposição e a concentração do agente de desinfecção aumentam (binômio tempo de contato e concentração do produto).
Uma medida amplamente utilizada para avaliar a eficiência de desinfecção está baseada no produto obtido entre a concentração do agente de desinfecção e o tempo de contato deste com a água que está sendo submetida ao processo de desinfecção, de modo a resultar em uma determinada taxa de inativação.
O parâmetro resultante deste produto é conhecido como parâmetro CT, onde:
C = concentração do agente de desinfecção (mg/L)
T = tempo de contato entre o agente de desinfecção e a água (minutos)
De modo geral, o aumento da dificuldade para a inativação de microrganismos patogênicos, com cloro ou hipoclorito, segue a seguinte ordem (EPA, 1999 a):
Bactérias < vírus < protozoários
Na tabela 1 são apresentados alguns valores do parâmetro CT necessários para a inativação dos principais microrganismos encontrados na água, para o cloro e para as cloraminas.
Tabela 1 – Valores de CT para a Inativação de Microrganismos Específicos, para uma Eficiência de 99% a 5ºC
a – Os hipocloritos também podem ser considerados
b – 99% de inativação a 25ºC
c – 90 % de inativação a 25ºC.
Fonte: WHO – Seminar Pack for Drinking Water Quality
Tabela 2 – Valores de CT para Inativação de Vírus com Cloro, para valores de pH entre 6 e 9
Fonte: EPA (1999 b)
Tabela 3 – Valores de CT para a Inativação de Cistos de Giardia com Cloro, para pH 7 e dosagem ≤ 0,4 mg/L
Fonte: EPA (1999 b)
Bioindicadores
Para monitorar a eficiência da desinfecção da água foi adotado o conceito de bioindicadores, considerando os coliformes fecais e a E. coli, como parâmetros sanitários para a água.
No entanto, estudos recentes comprovaram que a ausência desses indicadores não garante a segurança microbiológica, pois os métodos convencionais de desinfecção apresentam limitações para a inativação de alguns tipos de protozoários como a Giardia lamblia e o Criptosporídeo parvum. (HAAS, 1999; HUNT & MARIÑAS, 1997). Nestes casos há a necessidade de se aprimorar outras operações, como a filtração por exemplo.
Estudos detalhados
Estudos mais detalhados, desenvolvidos pela Agência Americana de Proteção Ambiental, apresentam os valores de CT para a inativação de alguns tipos de microrganismos, em função da temperatura da água e da taxa de inativação desejada (EPA, 1999 b).
Nas tabelas 2 e 3 são apresentados os valores de CT em função da temperatura, para a inativação de vírus e cistos de giardia.
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