Beija-flor raro encontrado na Bahia

Depois de 20 anos de monitoramento, dois exemplares raros de beija-flor foram encontrados no último mês de agosto no extremo-sul da Bahia, numa reserva florestal de 1,8 mil hectares de propriedade da empresa Aracruz Celulose. As aves, cuja localização só agora foi anunciada, são da espécie Glaucis dohrnii, conhecida popularmente como balança-rabo-canela, considerada por especialistas como o mais raro dos colibris da Mata Atlântica.

Ela está incluida nas listas de espécies ameaçadas de extinção do Ibama- Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e de entidades internacionais como a Birdlife International e a IUCN- União Internacional para a Conservação da Natureza.

Os pássaros foram localizados durante monitoramento da avifauna local que a empresa realiza em conjunto com a organização-não governamental Funatra -Fundação Pró-Natureza, cujos trabalhos foram iniciados em 1981 e intensificados a partir de 1993. “Apesar da espécie ser endêmica da região, nunca tinha sido registrada nos levantamentos de campo promovidos pelos biólogos da empresa em parceria com biólogos da Funatra”, conta Auro Campi de Almeida, engenheiro agrônomo e coordenador de Planejamento Ambiental da Aracruz.

Ele informa que o Glaucis dohrnii foi localizado pela última vez em 1989, na Reserva de Porto Seguro. ”Encontrar as aves foi extremamente importante porque há pouca informação da biologia e hábitos da espécie, já que a literatura existente é vaga e restrita”, destaca. Agora, a empresa concluirá um projeto de estudo da espécie que será enviado para o Cemave- Centro Nacional de Pesquisas para Conservação de Aves Silvestres, do Ibama, em Brasília. Isso permitirá o anilhamento (anéis métalicos de identificação) dos exemplares que forem encontrados, já que os beija-flores foram soltos após catalogados.

A localidade da ocorrência dos pássaros é considerada nova para essa espécie de beija-flor. O ornitólogo do Museu Nacional, Marcos Raposo, disse que em geral a ave tem uma distribuição pontual, com espécies exclusivas de vales e outras de caatinga, sendo estas específicas do extremo-sul da Bahia.

Segundo ele, a G. dhornii só ocorre no Brasil, entre todas as 332 espécies de beija-flor existente nas Américas e é conhecida também como “brilho de fogo”, sendo bastante procurada para comércio ilegal de colecionadores internacionais. Desse total, 78 espécies são brasileiras. O biólogo Ailton Carneiro, do Cemave, confirma que a espécie é rara e ameaçada de extinção.

Fonte: Agência Brasil

Ibama lança rali ambiental

Um inédito Rali ambiental em uma trilha de riquíssima biodiversidade e extraordinária beleza cênica será realizado pelo Ibama de Mato Grosso em parceria com o Várzea Grande Motor Clube (Clube dos Jipeiros Mato-grossense) para conscientizar a população a conservar a natureza.

A equipe vencedora será a mais veloz no plantio de mudas de três espécies nativas do Cerrado: ingá, ipê, angico, aroeira, e caju, em locais previamente determinados.

O tempo máximo será de 3 minutos por muda plantada, num total de 1.000. As covas serão abertas em áreas degradadas e de preservação permanente. A taxa de inscrição para cada um dos 100 participantes previstos pela organização do evento – aberta nesta quinta nos supermercados Modelo, é de cinco cestas básicas para distribuição às comunidades carentes da região da trilha de cerca de 600 quilômetros.

Com largada em Cuiabá, dia 15 de novembro, e retorno no final do dia 16, o rali envolvendo 50 veículos e 50 motos deverá percorrer em 6h/dia os municípios de Rosário Oeste, Nobres, Chapada dos Guimarães, Santo Antonio de Leverger, e Acorizal, no Pantanal Mato-grossense.

Maiores informações: Jacob Kuffner (65) 99569557, ABCpress: (65) 99983430/99815390/96041761, ou no site: www.jornalexpress.com.br/poeira

Identificação

O trabalho desenvolvido pela Aracruz Celulose já identificou 428 espécies de aves em suas áreas florestais, entre elas 18 constam da lista do Ibama de ameaçadas de extinção, como o papagaio chuá, a araponga, o curió e os sabiás castanho, da praia e da mata. As aves dependem para sobreviver dos recursos oferecidos pelas florestas nativas e dos plantios de eucalipto e seu sub-bosque. Para este ano, a empresa destinou US$ 20,5 milhões para a área ambiental, sendo US$ 3,6 milhões para projetos em atividade e US$ 16,9 milhões para compra de equipamentos e infra-estrutura.

O G. dhornii tem 12 centímetros de comprimento, o bico quase reto, mandíbula esbranquiçada, com todas as retrizes (penas da cauda das aves que orienta o vôo) de cor bronze metálico uniforme, tendo as laterais (quatro de cada lado) a ponta branca, as partes superiores bronzíneo-esverdeadas, partes inferiores canela, zona superciliar e malar branca e área ocular negra. A espécie é originalmente restrita às matas primárias de feições amazônicas, hoje residuais, do norte do Espírito Santo e do sul da Bahia, mata hoje quase totalmente destruída.

Rali Nacional

A proposta é que as outras representações estaduais do Ibama tenham a mesma iniciativa culminando na realização do Rali Ambiental nacional, informou o gerente executivo do Ibama/MT, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, que oficializou, o lançamento do evento em cerimônia na sede do Instituto, com as presenças dos patrocinadores: Várzea Grande Motor Clube (Clube dos Jipeiros/MT – que promove a corrida), secretaria estadual de Turismo, supermercados Modelo (fornecedores das cestas básicas), Federação Mato-grossense de Automobilismo, Floresteca e Flora Cuiabana (fornecedores das mil mudas: 500 cada), Tauro Motors (responsável pelo apoio logístico da prova).

Roteiro do rali

As mudas serão plantadas em três pontos definidos pelo Ibama: Acorizal, Cachoeira da Martinha, e Engenho Velho, onde serão entregues previamente as cestas básicas.

O ponto zero de largada do Rali será na Av. da Antártica, Bairro Fábrica da Antártica, às 7h do dia 15 de novembro. A chegada está prevista para as 16h em Cachoeira da Martinha onde os participantes acamparão até a manhã seguinte para iniciar o retorno a Cuiabá. O tempo de corrida será cronometrado por peritos da Federação Mato-grossense de Automobilismo e do Ibama.

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