Proposta de Bush pode causar mais poluição

Foi duramente criticada pelos ambientalistas a proposta apresentada na semana passada pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, como alternativa ao que vem sendo proposto pelos demais países como medidas para reduzir a emissão de gases causadores do efeito-estufa, considerados os principais causadores do aquecimento da Terra. Especialistas, como Chris Flavin, do Worldwatch Intitute e Benedict Southworth, do Greenpeace, vêem com temor a possibilidade de que haja um aumento dos gases, principalmente o dióxido de carbono uma vez que os Estados Unidos continuarão a ter uma matriz energética baseada em combustíveis fósseis.

Entre as medidas, que estão sendo encaminhadas à análise do Congresso, com grandes chances de aprovação, estão uma série de incentivos para a redução não obrigatória dos gases. Muitos dos ambientalistas lembram que quando George Bush (pai do atual presidente norte-americano) estava no governo, há 13 anos, também propôs uma redução voluntário de poluentes às empresas e o resultado foi nulo.

Agora a meta, segundo a atual ocupante da Casa Branca é atingir uma redução de 18% nas emissões nos próximos dez anos. Ele alega que se o país ratificar o Protocolo de Quioto isto significará a perda de milhares de postos de trabalho nos Estados Unidos.

Ministros

O III Fórum Mundial de Ministros de Meio Ambiente, que se realizou na semana passada, na cidade de Cartagena (Colômbia), pediu o cumprimento do que foi estabelecido na Cúpula da Terra, há 10 anos. O apelo se dirige principalmente aos países mais industrializados que vêm contribuindo para um piora das condições ambientais do planeta. O evento foi aberto pelo presidente da Colômbia, Andre Pastrana, que exortou os 600 representantes de 120 países, a “avançar em consensos globais”. Ele criticou a globalização que aumenta a distância entre países ricos e pobres e apelou para o cumprimento da Carta da Terra para que possa ser estabelecido um equilíbrio entre o econômico, o social e o ambiental. Pastrana acusou o narcotráfico de causar a devastação de 1 milhão de hectares de florestas e pela contaminação da água pelos subprodutos da fabricação de cocaína.

Iceberg

Um iceberg gigante, com o dobro do tamanho da ilha de Manhattan, em Nova Iorque desprendeu-se da Antártida, nos últimos dias, somando-se a um elevado número de montanhas de gelo que estão à deriva em águas do Pólo Sul, segundo cientistas. Chamado de C-17, o iceberg, de 150 quilômetros quadrados, está no Mar de Ross, uma área situada na parte do continente antártico mais próxima da Nova Zelândia. Os pesquisadores perceberam um aumento no número de icebergs gigantes à deriva no continente, nos últimos anos, o que seria um indício de uma elevação nas temperaturas. Essas temperaturas mais quentes preocupam os cientistas, que temem que sejam um indício do aquecimento global.

No entanto, os cientistas que estudam o tema afirmam que os resultados não esclarecem a questão do aquecimento global, mas seriam indicadores de condições regionais – um possível aquecimento na área antártica que inclui o Mar de Ross, bem como um possível esfriamento em outras partes do continente. Os pesquisadores explicam que apenas estudos realizados a longo prazo e em escala mundial podem confirmar o aquecimento global, suas causas e seus efeitos.

Greenpeace

“A política de clima dos Estados Unidos, anunciada pelo presidente George W. Bush, poderá aumentar em cerca de 36% as emissões de gases- estufa em relação aos objetivos estabelecidos pelo Protocolo de Quioto. De acordo com o Greenpeace, a nova política de clima foi escrita efetivamente pela gigante petrolífera Esso. “A Esso gastou seis vezes mais do que a Enron, companhia norte- americana de comercialização de energia, fazendo lobby no Capitólio, em Washington”, disse o coordenador da campanha de Clima do Greenpeace, Benedict Southworth. “Com este plano, as emissões de CO² vão aumentar ainda mais do que as registradas nos últimos cinco anos. Esta política não ajudará a estabilizar a longo prazo as concentrações de gases que causam o efeito estufa”, afirmou Marijane Lisboa, diretora- executiva do Greenpeace Brasil. Segundo a ONG

a proposta norte-americana relaciona as emissões de CO² com crescimento econômico, alegando que apenas uma recessão econômica prolongada poderá reduzir as emissões de gases-estufa. Dados oficiais dos Estados Unidos apontam crescimento de aproximadamente 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) para a próxima década. O governo Bush também se recusou a estabelecer metas de redução obrigatórias para a indústria, substituindo-as por “incentivos e iniciativas voluntárias” para encorajar a diminuição da poluição. “A Esso continua agindo de forma egoísta a fim de manipular a política climática. Mas, o movimento ambientalista e os governos responsáveis de todo o mundo vão reagir contra essa manobra”, completou Marijane.

Ecoturismo

No Ano Internacional do Ecoturismo as estimativas das operadoras de agências de viagens apontam um crescimento do turismo ecológico de mais de 10% ao ano. O setor, que deu os primeiros passos há mais de dez anos, emprega mais de 50 mil pessoas em 5.000 entidades no País. Os dados são do Instituto Brasileiro de Ecoturismo (IEB). A pesquisa aponta ainda que há cerca de 2 milhões de ecoturistas por ano, 90% deles brasileiros e que São Paulo é o principal polo emissor de ecoturistas no Brasil, seguidos por Curitiba e Rio de Janeiro.

Rock in Rio

Segundo o Jornal do Brasil a próxima edição do Rock in Rio, programada para janeiro de 2003, deve incluir entre seus projetos benefícios ambientais. Segundo o idealizador do evento, o publicitário Roberto Medina, o meio ambiente será o centro das atenções.

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