Mundo reflete sobre as questões ambientais

O interesse mundial pela Cúpula da Terra estaá surpreendendo positivamente o secretário-geral do evento, Nitin Desai. Ele informa que há mais de 15.000 ONGs registradas, 5.000 delegações de governos e mais de 2.000 representações de meios de comunicação.

Desai considera que este interesse está ligado ao genuíno desejo de mudanças e pela visão de que a Cúpula pode direcionar o desenvolvimento mundial por caminhos melhores.

“As pessoas vêem a Cúpula como uma oportunidade para encaminhar a solução para alguns dos maiores problemas da humanidade: a pobreza e o stress ambiental” disse Desai.

O Centro de Convenções Sandton tem capacidade para 10 mil pessoas o que vai limitar o acesso ao local onde vão se concentrar os principais debates. Cerca de 600 eventos paralelos vão se desenvolver durante o período destinado à Cúpula, incluindo o Fórum Global da Sociedade Civil. A estimativa do governo da África do Sul é de que mais de 60 mil pessoas estarão diretamente envolvidas nas atividades.

Biodiversidade à brasileira

O que é diversidade biológica?

Diversidade biológica, ou biodiversidade, refere-se à variedade de vida no planeta, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, hábitats e ecossistemas formados pelos organismos.

Biodiversidade é uma das propriedades fundamentais da natureza, responsável pelo equilíbrio e estabilidade dos ecossistemas, e fonte de imenso potencial de uso econômico. A biodiversidade é a base das atividades agrícolas, pecuárias, pesqueiras e florestais e, também, a base para a estratégica indústria da biotecnologia.

Curitiba reproduz planta rara

Foto: Alexandre Mazzo/SMCS (21539-31)

A Mimosa strobiliflora Burkart, planta da família Mimosaceae, estava habituada a nascer, dar frutos e sementes em uma área pequena, de 100 por 150 metros quadrados, às margens do rio Iguaçu. Agora ela está florescendo fora de sua região, no Jardim Botânico de Curitiba.

A equipe de pesquisadores do Museu Botânico Municipal coletou, em 12 de junho do ano passado, oito mudas do arbusto que pertence a uma espécie raríssima. Ela só havia sido coletada uma única vez, 87 anos atrás, em 12 de junho de 1914, por um botânico sueco chamado P. Dusén.

O local de origem da Mimosa, segundo os técnicos responsáveis pela coleta, está comprometido pela plantação de Pinus, que se alastra cada vez mais e ameaça as outras vegetações. Multiplicar e distribuir a espécie foi a maneira encontrada por eles para evitar sua extinção. Como se trata de uma planta endêmica (encontrada em área restrita), estão sendo feitos estudos para sua reintrodução em outro ambiente.

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