Preservar é preciso, mas o que isto significa?!

Renata Vieira Conde

Constantemente o mundo nos coloca na condição de conservadores e nos alerta sobre a importância da preservação… Em princípio sempre pensamos que estamos apenas sendo convidados ou até mesmo convocados a preservar algo comum à nação, como a natureza, por exemplo. Mas, sinceramente, nunca soube ao certo o que deveria ser continuamente preservado nessa vida…

Ao longo de toda minha história ouvi muitos relatos de meus avós e de meus pais sobre como vivenciaram sua juventude. Sempre ouvi muito sobre as tradições familiares, as boas condutas e todo o controle que havia na relação de namorados e namoradas por parte dos pais naquela época. Aliás, até agora, meus familiares foram uns dos que mais me ajudaram a melhor entender o real significado dos verbos preservar e conservar.

Toda vez que me contavam uma de suas histórias do passado, eu sempre podia acompanhar o nítido contraste que se formava em minha mente ao comparar a nossa atual situação com a que meus pais e avós viviam.

É tão incrível como nossa sociedade tem uma tendência enorme à não preservação, quando preservação é um dos assuntos mais discutidos… Talvez você ainda não esteja entendendo o que eu quero dizer, mas certamente entenderá a partir do momento em que compreender que preservação, de um modo geral, deve começar de dentro para fora…

Que princípio de conservação é esse que não sustenta a conservação do respeito à figura humana? Que onda de conservação é essa que não assegura uma certa estabilidade social para todos? Onde está a conservação da paz, da vida?! E a preservação da cidadania e da irmandade?

Isso tudo vem a representar somente o início de uma longa cadeia de motivos pelos quais a preservação vem sendo um tema tão debatido, mas tão pouco executado com eficácia. Quando olhamos e analisamos a condição e a situação humana com relação à preservação da boa convivência e da educação entre as pessoas, nos tornamos mais aptos a compreender ou, até mesmo, a enxergar o porquê de estarmos vivenciando um colapso ambiental tão grande.

Enquanto o homem não aprender a preservar o que é bom e necessário para sua própria vida, será muito difícil haver, de uma forma eficaz, a efetuação em massa da conservação de bens coletivos. É válido lembrar que coletivo não deveria ser encarado como sendo somente a natureza, mas também o meio urbano, que é coletivo a todos, afinal, somos nós quem o construímos e modificamos. Mas será que até mesmo, o que nós mesmos construímos e modificamos, anos após anos, com o suor do nosso trabalho e de nossos impostos, temos mantido de forma preservada e devida?!

Torna-se também, mais que claro, o porquê de ser tão difícil conservar energia neste momento de crise energética enfrentada pelo país; e o porquê de ser tão difícil conservar o ar puro, as águas limpas e a terra livre de agrotóxicos…

Felizmente, o homem perceberá que o dinheiro não é comestível a tempo de resgatar o seu sentimento próprio de cidadania, que aparentemente tem permanecido aprisionado nas garras da extinção.

Felizmente, um dia, o mundo perceberá que preservar é realmente preciso!?

Valores

Regressando tantas vezes ao passado e ao mesmo tempo vivenciando tão intensamente o presente, posso claramente notar que os nossos maiores valores morais já estão em risco de extinção e muitos indivíduos ainda não se deram conta de que o progresso, a evolução e a modernização dos meios, nos desligaram de muitas dessas reais importâncias.

A preservação e a conservação são temas muito comentados, no entanto, o que mais se vê é que, a cada dia, os princípios pessoais e morais, a dignidade, o auto-respeito e o pudor são valores deixados no abandono. Prova disso são as emissoras de televisão que trazem a falta de bom senso para dentro dos lares e, uma juventude em mini vestimentas aos embalos de músicas vazias e sem conteúdo.

Patrimônio e monumentos

Se até mesmo os nossos patrimônios e monumentos históricos não sobrevivem à agressão de alguns membros de nossa sociedade, que ignoram a idade e significado dos mesmos e simplesmente os grafitam por inteiro; é mais que compreensível o motivo pelo qual a nossa floresta Amazônica vive em constante alerta vermelho com o alto índice de desmatamento da região e o desaparecimento de tantas espécies de animais.

Autora

Renata Vieira Conde, 18 anos, estudante do ensino médio foi premiada e homenageada com o 1º lugar no concurso literário Monteiro Lobato e com o 1º lugar geral no concurso de Crônicas e Poesias do Colégio N. S. P. Marista.

renatinha_conde@hotmail.com

Divulgado por:

Rede Internacional de Comunicação CTA-JMA

Pelo Desenvolvimento Limpo de um Novo Mercado Financeiro!

ONG Consultant, Trader and Adviser – Projeto CTA

Sindicato dos Economistas, no Estado de São Paulo

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