Energia solar trata água em terras indígenas

Texto e fotos: Herbert Marcus

Assessoria de Comunicação da Caesa

O Governo do Amapá, em convênio com a Funasa, e através da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) está investindo R$ 297 mil na instalação de micro-estações, com bombas acionadas por energia solar e equipamento simplificado de cloração, que permitirão um tratamento eficaz da água captada em poços amazonas e artesianos para atendimento a 511 índios Waiãpi do Amapari.

Os cerca dos 180 quilômetros de estrada asfaltada pela Br-156 até Pedra Branca do Amapari são tranqüilos. A viagem só começa a ter um gosto de aventura quando se entra na Br-210, a Perimetral Norte.

Sonho antigo do Regime Militar, a Perimetral, iniciada em 1973, fazia parte da estratégia do Integrar para não Entregar, e a floresta foi rasgada a ferro e fogo.

O sonho terminou em 1976, a 30 quilômetros no interior da hoje Terra Indígena Waiãpi, uma área de 601.017 hectares demarcada em 1996 pelo Decreto 1775, situada a cerca de 370 quilômetros de Macapá, na região oeste do Estado do Amapá, não muito longe da Serra do Navio, onde a multinacional norte-americana Bethlehen Steel, aqui chamada Icomi, explorou até o último veio das jazidas de manganês, deixando tão somente uma estrada de de ferro de 200 quilômetros sucateada e muitos problemas sócio-ambientais.

Construindo na selva

Em alguns trechos da Perimetral, a Ranger passa com dificuldades, a estrada estreita-se, erodida dos dois lados pela chuva e pelas águas dos igarapés represados. A natureza reivindica o espaço tomado pelos homens. Aqui e ali a mata amazônica recua, expulsa pelo fogo das queimadas. Sem manutenção, o que resta da Perimetral Norte pode desaparecer na enxurrada do próximo inverno. Mas agora é verão, e o sol escaldante favorece a voracidade das queimadas e a poeira densa que se levanta da estrada de terra e piçarra.

Ao longo da Perimetral, alinham-se algumas das 14 aldeias permanentes da reserva. Em toda a área existem dezenas de acampamentos temporários.

Os Waiãpi são um povo nômade de língua Tupi que vivem da caça, da pesca e da agricultura de subsistência. Ao chegar à Aramirã, aldeia principal da Terra Indígena Waiãpi, onde a Funai mantém um posto indígena, surpreende>-nos o português fluente falado por alguns jovens, melhor do que o português praticado em algumas periferias de grandes cidades.

A escola mantida ali pelo Governo do Amapá é uma das razões para tal desempenho. O verão e a presença da Funasa também explicam a ausência de mosquitos e carapanãs. À noite, agentes de saúde defumam toda a área em volta da aldeia. Há anos que não se constata nenhum caso de malária.

O baixo nível das águas é a dificuldade maior enfrentada pelas empresas responsáveis pelos trabalhos nas aldeias ao longo do Onça. Somam-se a isso, as inúmeras árvores caídas sobre o rio.

Após levantamento da situação, os engenheiros decidiram iniciar as obras primeiro nas aldeias situadas ao longo da Perimetral, devendo finalizá-las antes da chegada das chuvas. Já as aldeias às margens do rio Onça terão que esperar a chegada do inverno, momento em que a elevação do nível das águas permitirá a passagem das “voadeiras” com o material de construção.

Perdas

De 28 de fevereiro a 1º de março, como parte do Programa de Modernização do Setor Saneamento – PMSS II, a Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano da Presidência da República – Sedu, realizará em Salvador, o Encontro Técnico sobre Redução e Controle de Perdas de Água em Sistemas de Abastecimento de Água.

O objetivo é formar um Grupo Nacional de Discussão Permanente sobre Perdas, conforme a proposta durante o Seminário sobre Programas de Redução de Perdas de Água em Sistemas de Abastecimento de Água em países da América Latina, realizado em outubro passado em Fortaleza, pelo PMSS.

O Encontro terá a presença do consultor e pesquisador inglês Allam Lambert, que coordena o tema perdas de água para a International Water Association – IWA, entidade que formulou uma metodologia para a avaliação de perdas de água que contempla balanço hídrico, terminologias e indicadores padronizados para serem utilizados na comparação internacional de desempenho.

Durante o Encontro também haverá Painel sobre macromedição e controle de perdas. Para obter informações ou fazer inscrições foi disponibilizado o telefone (0**61) 315-5329 e o fax (0**61) 322-7223, além do e-mail: sribeiro@ipea.gov.br

Pesquisa

A empresa de abastecimento de água de Estocolmo (Suécia) está realizando em conjunto com o Habitat, da ONU uma pesquisa para avaliar o nível de informação dos escolares sobre a água na Suécia e nos demais países. Como parte desse levantamento a chefe do setor de Relações Públicas, Brita Forssberg, está solicitando a ajuda das companhias e serviços municipais de água do Brasil para que respondam o questionário abaixo e enviem ao seguinte e-mail:

Brita.Forssberg@stockholmvatten.se

1. Which classes/ages do you receive for study visits?

2. How is the programme in general?

3. How much time do you use for a “normal” study visit?

4. Do you use information material? Please give examples if possible.

5. What is the purpose of the visits?

6. Since when does your water company/authority receive visiting young students?

7. Do you have a special water classroom? Where?

8. Do you show/make water experiments during the visits? Please give examples if possible.

Leave a Reply

Your email address will not be published.