
Aparas e refugo são as matérias-primas utilizadas pela empresa Orsa Celulose, Papel e Embalagens que tem em Paulínia (SP) a maior fábrica de papéis reciclados da América Latina, com capacidade para produzir, anualmente, 132 mil toneladas de reciclados e 60 mil toneladas de embalagens. A fábrica está instalada em área de 360 mil metros quadrados e os materiais são coletados nas ruas ou provenientes das sobras das demais unidades da empresa, evitando a derrubada de 3 milhões de árvores/ano.
Esse refugo, depois de passar por processos de filtragem, lavagem, produção industrial em equipamentos especializados, retorna ao mercado na forma de papel e embalagens. Os resíduos provenientes desses banhos também são tratados em quatro lagoas antes de retornarem aos rios da região.
“Nada é desperdiçado dentro na empresa”, salienta Sergio Amoroso, presidente do Grupo Orsa. Dentre os vários projetos, do Programa Comunidade e Meio Ambiente, visando envolver as comunidades para a questão do meio ambiente, um deles recebeu, no ano passado, o Prêmio Ação pela Água, na categoria educação ambiental: o programa “Reciclando na Escola”, implantado em Paulínia, foi escolhido pelo Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, entre 46 trabalhos inscritos.
Reciclando na Escola envolve diretamente 12 mil alunos, matriculados em 35 escolas do município de Paulínia. “Estamos buscando a transformação das condições sociais e a conseqüente geração de uma sociedade mais equilibrada e saudável, investindo no desenvolvimento humano, respeitando e interagindo com o meio ambiente”, justifica Sergio Amoroso. Periodicamente, um grupo de 30 funcionários voluntários realiza palestras em várias escolas, enfatizando a importância da reciclagem para o meio ambiente.
A etapa seguinte é a instalação nas escolas, sem custo, de caçambas para coleta de materiais a serem reciclados (papel, plástico e alumínio). Todo o material recolhido nas escolas é levado até a fábrica onde é pesado e revertido em pontos, que dão direito a prêmios para a escola. Os papéis e papelões recolhidos nas escolas seguem para reciclagem enquanto os materiais de alumínio e plástico são recolhidos por empresas privadas e parceiras.
Embrapa
Desenvolver práticas de manejo que possibilitem uma agricultura sustentável em solos tropicais ácidos na África e na América Latina é objetivo de pesquisadores de 12 países que vão se reunir, em Brasília, entre os dias 11 e 15 de março, na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O Encontro, que começou em novembro de 1999 e terá duração de cinco anos, faz parte do projeto “Desenvolvimento de práticas de manejo para sistemas de produção agrícolas sustentável nos solos ácidos tropicais através do uso de técnicas nucleares e relacionadas”, promovido pela Agência Internacional de Energia Atômica e FAO, órgãos das Nações Unidas.
Sete países estão envolvidos diretamente: Brasil, Nigéria, Cuba, Burkina Faso, Benin, México e Venezuela. Mas o trabalho conta ainda com o apoio de cientistas dos Estados Unidos, Alemanha, Austrália, Quênia e Áustria. Os resultados preliminares das pesquisas realizadas no Brasil indicam que os benefícios dos sistema de plantio direto na proteção do solo contra a erosão e na melhoria da fertilidade são otimizados com a maior diversidade de culturas na rotação e com a utilização de leguminosas como adubos verdes. Como exemplo podem ser citados os cereais cultivados após o uso da leguminosa conhecida como ervilhaca (vicia sativa). Com esta prática, culturas como milho, sorgo e trigo poderiam manter seus rendimentos sem a necessidade de aplicação de adubos fertilizantes. Além disso, nos sistemas de plantio direto, a adubação verde está contribuindo para aumentar a reserva de carbono no solo, propiciando a redução do efeito-estufa.
Cartilhas
O Banco do Nordeste está lançando 13 cartilhas ambientais para os clientes do microcrédito que abordam atividades como fabricação de móveis, abate de animais, serviços de alimentação, produtos de limpeza.
A edição das cartilhas faz parte do Programa Ambiental do CrediAmigo, que inclui atividades de capacitação visando a despertar a consciência ambiental junto ao público do Programa, considerando essa variável necessária à sustentabilidade dos empreendimentos, numa visão de longo prazo.
Segundo dados da Confederação Nacional de Indústrias – CNI, 65% das empresas não têm nenhum controle ambiental, 30% submetem os trabalhadores a riscos devido a condições ambientais inadequadas e 54% não manejam adequadamente os resíduos sólidos produzidos.
Rio das Ostras
A Petrobras, através da UN-BC, assinou convênio com Rio das Ostras, com vistas à regulamentação da gestão e uso dos recursos naturais situados na área de preservação ambiental da Lagoa de Iriry.
O convênio destina recursos da ordem de R$ 132 mil, com duração prevista de 90 dias. Durante o período serão desenvolvidas pesquisas e trabalhos técnicos voltados ao plano de manejo da Lagoa de Iriry, possibilitando o estudo e conservação de um patrimônio natural da região, onde se situa a maior bacia petrolífera do Brasil.
A Lagoa de Iriry foi decretada como Área de Preservação Ambiental através do Decreto Municipal 028 de 27 de julho de 2000, pois é parte do ecossistema de lagoas costeiras do norte fluminense, bem de uso comum e essencial à sadia qualidade de vida.
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