
A perspectiva de adoção de privatização nos serviços públicos de água, esgoto e lixo da cidade canadense de Toronto provocou uma onda de greves que deixaram a cidade inundada por montanhas de lixo e detritos. A origem da decisão de privatizar esses serviços foram as promessas de campanha do atual prefeito Mel Lastman de congelar e/ou reduzir os impostos municipais o que gerou uma crise fiscal sem precedentes. A alternativa encontrada foi abrir concessões privadas para tentar aumentar a arrecadação.
A reação foi comandada pela CUPE (sigla em inglês para a Central dos Trabalhadores em Serviços Públicos) que sustentou uma paralisação de 15 dias e ordenou a volta ao trabalho mediante a abertura de negociações. A greve atingiu também a área de parques e piscinas públicas de Toronto.
Com mais de 2,5 milhões de habitantes Toronto é a maior cidade canadense e foi uma das primeiras municipalidades situadas em países desenvolvidos a abrigar manifestações contra concessões privadas de serviços de saneamento.
Um dos principais temores dos trabalhadores dos serviços públicos de Toronto é que possam ser demitidos com a privatização uma vez que possuem estabilidade após dez anos de serviço, ao contrário do que acontece com os que atuam em empresas privadas.
Tecnologia francesa no Amapá
A Caesa – Companhia de Saneamento do Amapá – acaba de inaugurar uma estação de tratamento de água baseada na retrofiltração lenta que incorpora tecnologia francesa adquirida de uma cooperação com a vizinha Guiana Francesa.
O modelo foi desenvolvido pelos engenheiros franceses, Laurent Probst , Stephane Boelan e Thierry Coulon, preocupados com a condição sócio-econômica e de saúde das populações mais pobres e pela busca de novos métodos e técnicas de tratamento da água, compatíveis com os princípios de sustentabilidade. A estação de tratamento que se auto-regula naturalmente, demanda um mínimo de intervenção humana e dispensa qualquer produto químico. Laurent Probst, engenheiro em Tecnologia do Centro Internacional da Água, um dos que concebeu o sistema, garante que a mini-estação, além de fornecer água com qualidade conforme aos padrões exigidos pela Organização Mundial da Saúde, requer um investimento bem inferior ao de uma estação de tratamento clássica, sendo uma forma de tratamento ideal para os vilarejos e cidades ribeirinhas da Amazônia.
Laurent esteve Macapá para repassar conhecimentos sobre o novo método de tratamento da água a técnicos e engenheiros da Caesa, no quadro da Cooperação Transfronteiriça entre a Agência de Desenvolvimento do Amapá, ADAP, Companhia de Água e Esgoto do Amapá, CAESA, pelo lado brasileiro e o Conselho Regional da Guiana e o Centro Internacional da Água, NANCIE, pelo lado francês. A parceria entre os dois governos, prevê o intercâmbio técnico e a transferência de tecnologia no setor do saneamento básico.
Ao longo desses três últimos anos, engenheiros de ambos os países já se encontraram diversas vezes na Guiana Francesa e em Macapá para trocar experiências, em particular sobre diferentes técnicas de esgotamento sanitário e tratamento de água adequados ao contexto amazônico. No ano passado, cinco engenheiros da CAESA estiveram em Saint Jean du Maroni para acompanhar a primeira experiência realizada na Amazônia com retrofiltração biológica lenta. O projeto é financiado pelo Ministério das Relações Exteriores da França e pelo Governo do Amapá.
A experiência brasileira

Tecnologia Sabesp
Um grupo de representantes de Itapetinga, na Bahia, visitou a Unidade de Negócio Vale do Ribeira da Sabesp para conhecer o Aqualog. Um sistema para automação das estações de tratamento de água. A idéia dos interessados é utilizar o Aqualog numa estação do município, responsável
pela produção de 240 litros de água por segundo.
O Aqualog é um conjunto formado por softwares, computadores,
controladores lógicos programáveis e periféricos que possibilitam a
operação dos Sistemas Produtores de Água e de Tratamento de Esgotos
Sanitários de maneira totalmente automatizada e desassistida localmente.
O Sistema Produtor de Água trabalha automatizado, desde a captação, a
adução, o tratamento e todas as suas fases, até lavagens de filtros,
bombeamentos e reservação.
Mesmo havendo alterações bruscas na qualidade da água bruta, o sistema ajusta automaticamente a Estação de Tratamento de Água de forma a atender eficazmente aos parâmetros pré estabelecidos para cloro, flúor, PH e turbidez. Também conheceram o sistema, durante o mês de julho, representantes das empresas de saneamento da Paraíba e de Caxias do Sul.
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