
Uma série de documentos internos que pertenceriam à União Européia e que fomentam a privatização dos serviços públicos principalmente na área de saneamento (água e esgoto) foram trazidos à tona por ONGs européias. Elas denunciaram a intenção do bloco de levar demanda à Organização Mundial do Comércio nesse sentido. O alarma soou quando, conforme acusam os militantes, documentos que mostrariam a proposta da UE de exigir a privatização de serviços como os de correios, bancos e outras áreas foram supostamente vazados à opinião pública. Outra acusação feita é de que o bloco de nações européias que vivem sob o regime do euro pretende aprovar resolução que proibiria a regulação de investimentos estrangeiros, principalmente pelos países em desenvolvimento. As acusações foram rechaçadas pelos representantes da União Européia.
A notícia foi destaque na imprensa européia na última semana porque o bloco prepara suas petições que devem ser encaminhadas à OMC até junho, numa tentativa de liberalizar ainda mais o comércio mundial. A defesa desse pleito favoreceria as companhias francesas que dominam o mercado mundial de operadoras de serviços de água e esgoto.
Levar a questão da privatização ou não dos serviços de saneamento para a OMC causa temor nas entidades ambientalistas que vêem nessa proposta o risco de que a água passe a ser considerada como uma mercadoria, sujeita às leis de um comércio perverso, dominado pela nações mais ricas.
Compras ambientais
A Comissão para a Cooperação Ambiental (CCA) da América do Norte celebrará se reúne esta semana na Filadélfia para tratar sobre compra de bens e serviços ambientais, com a participação de funcionários de governo, representantes dos setores empresarial e financeiro e especialistas em meio ambiente. A proposta da reunião é trocar idéias sobre as diversas formas de apoio à compra de bens e serviços verdes. Uma das alternativas é obter a adesão de governos, indústrias e instituições para a aquisição de artigos ecologicamente corretos, como papel reciclado, iluminação com uso eficiente de energia, veículos com baixas emissões, café sustentável e energia renovável. Essa atividades podem estimular a demanda e propiciar economia de escala de modo que as empresas pequenas e os consumidores se beneficiem da redução de preços.
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