Amyra El Khalili – Presidente da ONG CTA – Consultants, Traders and Advisors e coordenadora do Projeto BECE – Brazilian Environmental Commodities Exchange – foi indicada pela feminista Rachel Moreno, pacifista de origem judia fundadora do Movimento Mulheres pela P@Z! e do Projeto Portas Abertas: Dois Estados para Dois (apoio da Revista Caros Amigos), para concorrer ao Prêmio Nobel da Paz em 2005.
O objetivo da proposta é honrar seu trabalho e lhe dar reconhecimento internacional. Para tanto, o trabalho das 1.000 mulheres será publicado através de textos, fitas, ilustrações, biografias, filmes, etc. Assim, as inúmeras estratégias estabelecidas pelas mulheres para a paz serão apresentadas de diversas formas dando um impulso decisivo nas pesquisas futuras sobre conflitos e políticas de paz. A paz é mais do que a ausência de violência. A paz tem muitos aspectos , ela é abrangente e se sustenta sobre a base da segurança humana.
Esta pode ser ameaçada por múltiplos fatores, seja pelo desrespeito aos direitos humanos, pelo esbanjamento de recursos naturais, pelo alistamento de crianças como soldados, pela pobreza, por rivalidades étnicas, pela discriminação de mulheres, pela distribuição de renda injusta, pela exclusão dos cuidados médicos, pela maneira como o dote é administrado, etc. As mulheres que se empenham pela paz estão ativas onde quer que a segurança humana esteja ameaçada, na luta por:
Proteção dos direitos humanos e das mulheres;
Diminuição da pobreza;
Manutenção de um meio ambiente sadio;
Comprometimento contra a violência e a discriminação;
Formulação de estruturas econômicas mais justas;
Acesso a recursos;
Mediação entre grupos rivais;
Educação e saúde;
Análise dos mecanismos que ameaçam a paz;
Testemunho de violações aos direitos humanos e de tortura;
Ação contra armas (de pequeno porte).
Esse conceito de paz engloba a Política, a Economia, a Cultura, a Justiça, o campo Social e a Ecologia. Os principais critérios para as mulheres pela paz são:
Cada mulher emprega/promove meios ativos e não violentos para a solução de conflitos;
Seu trabalho é de longa duração e sustentável;
Ela é um exemplo, agindo com coragem, moral e responsabilidade;
Seu trabalho é exemplar e digno de imitação;
Suas atividades são pela causa da paz e não para ganhos políticos e/ou pessoais;
Seu trabalho é transparente e baseado na tolerância.
Devem ser feitas indicações de mulheres individualmente. Organizações ou grupos podem ser indicados somente como exceções e quando o caso for bem fundamentado. Não serão aceitas auto-candidaturas. O formulário preenchido deve ser encaminhado ate 30 de abril de 2004 para: claramilmulheres@rnaves.com.br
Ano Estadual das Águas
Diversas entidades públicas, privadas e de representação da sociedade estão participando das primeiras discussões para organização das atividades do Ano Estadual da Água no Rio Grande do Sul, cujo decreto de criação deverá ser assinado pelo governador Germano Rigotto nas próximas semanas.
Segundo um dos defensores da proposta de instituição do Ano Estadual da Água, em comemoração aos 10 anos da Lei Estadual de Recursos Hídricos, engenheiro sanitarista Luiz Antonio Tim Grassi, coordenador do Comitê de Recursos Hídricos da seção gaúcha da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES-RS) as atividades deverão ter como foco a conscientização sobre a importância da natureza em todas as fases do ciclo hidrológico e na proteção dos corpos hídricos enquanto componentes ambientais.
Entre as linhas de atuação que marcarão o desenvolvimento do Ano Estadual da Água estão a da Comunicação, Educação, manifestações artístico-culturais, sociais, comunitárias, religiosas e ações parlamentares e governamentais.
O grupo inicial é constituído pelos seguintes participantes: Luiz Antonio Tim Grassi (ABES-RS), Cecy Oliveira (Aguaonline), Eva Vilma De Lucca (DRH-Sema), Susana Dartora (Assembléia Legislativa), André Tablonski (Famurgs), Alpha Rosa Teixeira (entidades), Ada Piccoli (comitês de bacias).
Petróleo, meio ambiente & imprensa
O que acontece quando se reúne petróleo e meio ambiente em uma mesma pauta? Será que a associação destes dois temas só pode ocorrer em coberturas de grandes tragédias ambientais? Por que petróleo e meio ambiente parecem temas tão antagônicos? O que as empresas de petróleo fazem em prol do meio ambiente? Tais ações são mostradas pela mídia? Estas e outras questões foram discutidas no Fórum Internacional de Petróleo, Meio Ambiente e Imprensa realizado de 2 a 4 de março na sede da FIEB (Federação das Indústrias da Bahia), em Salvador.
Água na escola
Será realizado na cidade de Cachoeiro do Itapemirim (ES) de 22 a 24 de março o 1 Workshop da Água na Escola – Educação e Vida. O evento inclui panfletagem nos sinais da Pça Jerônimo Monteiro, com apresentação da Banda da Escola Municipal Anacleto Ramos, abertura do evento, com benção da Água pelo bispo, Dom Frei Célio. A parte de conteúdos prevê a análise dos temas: A “água” no currículo escolar dos cursos de licenciatura , com os professores Vilma Dardengo – São Camilo-ES, Graça Freire – São Camilo-ES, Orestes Gonçalves – USP, Wilson Passeto – Água e Cidade para um público formado por coordenadores dos Cursos de Licenciatura, diretores das Escolas participantes do Workshop e professores convidados.
No dia 23 o tema será : A água e as empresas, com Dr. Wilson Passeto – Água e Cidade, Dr. Orestes Gonçalves – USPDr. Mario Amaro e/ou Dr. Antonio Carlos – Citágua, Prof José Bessa Barros – São Camilo-ES, o curso para Gestores da Água seguindo-se, visita aos à ETA e ETE (Citágua). No dia 24 o tema será Água e agricultura, com palestra e mesa-redonda para prefeitos e secretários Municipais de Agricultura, e produtores rurais.
ABAS abre prazo para trabalhos
Especialistas no tema águas subterrâneas já podem inscrever trabalhos para o XIII Congresso Brasileiro de Águas Subterrâneas, que acontece em Cuiabá (MT), entre os dias 19 e 22 de outubro. O tema do congresso, promovido pela Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), este ano, é “A Gestão Integrada e Dinâmica dos Aqüíferos: Eficiência e Agronegócio”, e incluirá debates sobre o uso sustentável das águas subterrâneas, gestão e ferramentas de gestão dos recursos hídricos subterrâneos, tecnologias de construção, operação e manutenção de poços tubulares, qualidade das águas subterrâneas.
Os trabalhos enviados e selecionados pelo Comitê Científico serão apresentados em Sessões Técnicas, realizadas durante o congresso. Antes da entrega do trabalho, cuja data-limite vai até o dia 30 de junho de 2004, é preciso escolher entre duas formas de apresentação: painel ou oral. Todos serão publicados na íntegra, independentemente de sua apresentação.
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