Estão abertas as inscrições para o Prêmio SuperEcologia 2004, iniciativa da Superinteressante que se tornou a maior referência da área ambiental no país. Os trabalhos concorrem em seis categorias (água, ar, solo, comunidades, fauna e flora) e podem ser inscritos até 15 de março no site:www.superinteressante.com.br ou via correio. As categorias dividem-se, ainda, em três áreas (governos, ONGs e empresas), completando um total de 18 prêmios.
Entre os 18 premiados, um será escolhido como o Grande Prêmio Super e receberá R$ 5 mil. Também será entregue o Prêmio Especial, que irá homenagear uma pessoa ou instituição por toda sua obra. Cada um dos 20 vencedores receberá um troféu durante cerimônia no MAM, no dia 29 de junho. Os vencedores serão tema de reportagens na edição especial da revista que irá circular em julho.
O SuperEcologia é o único prêmio do país que abrange todas as áreas de atuação ambiental. Desde a primeira edição, a comissão julgadora reúne os nomes mais respeitados e consagrados do movimento ambiental, da área acadêmica e do jornalismo especializado.
Em 2003, o Grande Prêmio Super foi para o Programa de Construção de Barraginhas, da Embrapa. O projeto se baseia em uma idéia simples e eficaz: construir miniaçudes ao longo dos sulcos das enxurradas para coletar as águas das chuvas, evitando que elas se percam. Com o desmatamento intensivo, muitas terras em todo o país ficaram compactadas, reduzindo a capacidade de infiltração de água pelo solo. É como se o terreno se tornasse um telhado, onde a água da chuva cai e escorre, causando a famigerada lixiviação – a lavagem dos nutrientes da terra. O resultado foram solos cada vez mais erodidos, secos e improdutivos.
“O que se vê é que, em muitas áreas, a seca não é um problema decorrente de falta d’água, mas sim do seu não aproveitamento”, afirma o engenheiro agrônomo Luciano Cardoval de Barros, coordenador do projeto. É aí que entram as barraginhas. Ao armazenar a água das enxurradas, os miniaçudes permitem que o líquido vá se infiltrando lentamente na terra, provocando o rejuvenescimento dos lençóis subterrâneos e recuperando a umidade dos solos, que voltam a ser cobertos pela vegetação. Além disso, as pessoas ganham uma fonte de água que antes não dispunham, podendo usá-la para irrigação.
Em Minas Novas (MG), onde só em 2002 foram construídas 250 barraginhas, a iniciativa diminuiu o gasto com caminhões pipa, ajudou a mobilizar a população – a decisão por investir as verbas da cidade na construção dos miniaçudes partiu dos próprios agricultores – recuperou os lençóis subterrâneos, rejuvenesceu os solos, aumentou a produção e diminuiu o êxodo rural. “Esse é o nosso tesouro”, diz Telma Blandina Wencelslau, prefeita da cidade. “As pessoas estão adquirindo nova concepção: resguardar e proteger o meio ambiente, e não apenas sugá-lo”, completa.
Feilimp
Entre os dias 26 e 28 de maio, empresários, técnicos e engenheiros do setor de resíduos sólidos (lixo) e limpeza pública poderão participar da terceira edição da FEILIMP – Feira Internacional de Produtos, Equipamentos e Serviços para Resíduos Sólidos e Limpeza Pública, organizada pela Exponor Brasil em parceria com a ABRELPE – Associação Brasileira de Limpeza Pública e Resíduos Especiais.
Mais informações na Exponor Brasil, www.exponor.com.br/feilimp

Qualidade do ar
Tegucigalpa, Tierramérica A Prefeitura de Tegucigalpa instalou quatro cabinas para controlar a qualidade do ar da capital hondurenha, a cidade com mais contaminação atmosférica da América Central.
As quatro cabinas, cujo custo é de meio milhão de dólares, foram instaladas em dezembro nas zonas de mais trânsito veicular e maior emissão de gases. Contam com instrumentos para medir temperatura, umidade, velocidade do vento e condições climáticas.
Segundo um estudo de 2002,elaborado pela Fundação Suíça de Cooperação Swiss Contact, Tegucigalpa, com 1 milhão de habitantes, é a cidade com maior contaminação de gases e maior concentração de partículas
sólidas do istmo.
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