Senador defende preservação da água

Miranda:problemas sociais ameaçam reservas.

Em pronunciamento no plenário do Senado, na semana passada, o senador Mauro Miranda (PMDB-GO) alertou para a necessidade de políticas de preservação dos mananciais de água doce no Brasil. Ele argumentou que o fato de o Brasil ser um país privilegiado em relação a essa riqueza – possui 16% das reservas mundiais – não garante total tranqüilidade, “porque nossa imprevidência pode colocar tudo a perder”.

O parlamentar lembrou que os problemas sociais, culturais e econômicos do Brasil constituem ameaças graves às reservas de água. A criação da Agência Nacional de Águas (ANA), que, juntamente com o Conselho Nacional de Recursos Hídricos, está incumbida da gestão integrada das águas brasileiras, representa passo significativo para a necessária mudança de nossa mentalidade em relação ao valor do líquido, mas é somente o primeiro passo, advertiu.

Para garantir uma gestão equilibrada das reservas de água doce no país, é preciso implementar os chamados Comitês de Bacias, que cuidarão dos problemas específicos de cada região hidrográfica, propondo soluções específicas para cada uma, declarou Mauro Miranda.

Em relação ao seu estado, Goiás, afirmou que, ao lado de ser privilegiado em relação ao suprimento de água, sendo origem de três das 12 bacias hidrográficas do país – Tocantins, São Francisco e Paraná –, é campeão do desperdício de água. Agência Senado

Desperdício

Segundo o senador em Goiás há um enorme contingente de pessoas na miséria que representa um fator de ameaça à salubridade dos recursos hídricos. “Por outro lado, gente das áreas urbanas bem atendida por serviços públicos, com esgoto e água tratada, costuma não ter pena de desperdiçar o recurso com banhos demorados, lavagem de varandas e automóveis com mangueiras d´água”, afirmou. Para Mauro Miranda, esse quadro aponta para a necessidade urgente de implementar a administração racional dos recursos hídricos brasileiros, pois os privilégios conferidos ao país pela natureza não podem mais continuar a servir de justificativa para a imprevidência e o desperdício, sob pena o país ter seu futuro comprometido.

Leave a Reply

Your email address will not be published.