US$ 5 milhões para conservar água

O grupo HSBC está iniciando uma parceria de US$ 50 milhões com três organizações ambientalistas para apoiar projetos ao redor do mundo. No Brasil, o grupo vai investir US$ 5 milhões no programa de Conservação e Gestão de Água Doce que o WWF-Brasil começa a desenvolver. Em termos globais, a iniciativa do HSBC, que se chama “Investindo na Natureza”, tem os seguintes objetivos:

Despoluir três dos maiores rios do mundo, beneficiando 50 milhões de pessoas;

Ajudar a salvar da extinção 20 mil espécies raras de plantas;

Treinar 200 cientistas e enviar 2 mil voluntários do quadro de funcionários do HSBC para trabalhar em pesquisas de conservação da natureza ao redor do mundo.

No lançamento do “Investindo na Natureza”, há poucas horas, o presidente mundial do grupo HSBC, sir John Bond, disse: “as empresas, assim como os indivíduos, têm responsabilidade pela proteção do planeta. Se não agirmos agora, em 2025 mais de 60% da população mundial poderá sofrer com escassez de água. Estamos diante da ameaça de extinção de milhares de espécies e habitats. Com a rede WWF, o BGCI e a Earthwatch, o ‘Investindo na Natureza’ vai soprar vida nova em rios, proteger espécies ameaçadas, financiar pesquisas e promover a educação ambiental em todo o mundo. Nosso investimento não é simplesmente financeiro, funcionários vão integrar pesquisas de campo e tornarem-se líderes ambientais dentro do grupo HSBC”.

Dos US$ 18,4 milhões que a rede WWF receberá para recuperar 2 milhões de hectares de habitats em áreas úmidas e bacias hidrográficas em quatro países, o Brasil terá US$ 5 milhões. A meta é assegurar o acesso à água potável para milhões de pessoas e proteger peixes e outras espécies de água doce.

A meta do WWF-Brasil é promover uma nova forma de gestão de água doce. Entre as atividades previstas no Programa do WWF-Brasil estão a implementação de modelos de manejo de bacias hidrográficas e o apoio aos Comitês de Bacias que contem com a participação da sociedade. Outra ação prevista é o lançamento de uma campanha com o objetivo de conscientizar e envolver a população nas decisões sobre o uso da água. Haverá ainda ações de educação ambiental junto às comunidades ribeirinhas em bacias hidrográficas prioritárias.

Pesca

Métodos de pesca nocivos, contaminação e aumento da temperatura do oceano ameaçam 88% dos recifes de coral da Asia Sul-oriental, que dão à região ganhos anuais de US$2,4 bilhões, segundo um informe de 35 cientistas. O estudo foi editado pelo Instituto de Recursos Mundiais , sediado em Washington, com o apoio da Rede Internacional de Ação pelos Recifes de Coral e o Centro Mundial de Monitoramento do Pnuma.

Mais de 90% dos recifes do Camboja, China, Filipinas, Singapura, Taiwan e Vietnã estão em perigo assim como que 85% dos da Malásia e Indonésia, segundo o informe.

Protocolo

O Brasil deverá ratificar o Protocolo de Quioto em setembro deste ano, segundo Ronaldo Sardenberg, ministro da Ciência e Tecnologia e chefe da delegação brasileira nas conferências que discutem o documento.

A ratificação faz parte de uma agenda enviada ao presidente Fernando Henrique Cardoso indicando as prioridades do MCT para votação no Congresso.

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