A Conferência Nacional do Meio Ambiente tinha tudo para ser um grande espetáculo. Uma demonstração de união e amor por uma causa (ou várias delas). Um exemplo de mobilização e organização dentro da multiplicidade. Tinha tudo para ficar na história.
Muito mais pelo que conseguiu em termos de convocar vontades e consciências, do que pela chance das moções se tornarem ações.
Muito mais pelo que pôde reunir de diversidades: geográficas, raciais, etárias do que pela efetividade a ser obtida, em curto prazo, das sugestões relacionadas nos grupos de trabalho.
Muito mais pelo que possibilitou em termos de trocas de idéias, estabelecimentos de parcerias do que pelas longas horas de debates, muitas vezes improdutivos, como as mais de seis dedicadas a analisar o regulamento.
Mas ela falhou muito foi no exemplo que poderia ter dado.
Quem como eu assistiu, entre perplexa e incrédula, as pessoas jogando lixo no chão sem a menor vergonha, ficou um gosto muito amargo. Maior ainda ao ouvir os apelos, em vão, feitos no microfone, para que esse gesto não se repetisse.
Como é possível que ambientalistas pratiquem aquilo que criticam na sociedade?
Qual a autoridade moral que vamos ter para exigir dos governos atenção ao ambiente, à flora, à fauna, às ações de saneamento ambiental, se não somos capazes de nos educarmos a nós próprios?
Qual a explicação para esse gesto ter partido de pessoas que deveriam ter na ponta da língua essa lição básica?
Como é possível que na hora de agir sejam iguais a todos os que vêm dispondo da natureza como sua lixeira particular?
Como queremos ensinar aos outros o que ainda não fomos capazes de aprender?
Essa, sem dúvida, foi uma experiência amarga que ensinou que este caminho é muito longo. Que tem razão mesmo é o leitor que nos enviou essa mensagem:
“Quando a gente pensa que tem todas as respostas vem a vida e muda todas as perguntas”.
Boa leitura!
Cecy Oliveira – editora
A Vez dos Leitores
Como publicar livro?
Estou há 18 meses escrevendo um livro para ser livro texto de uma disciplina Gestão da Água, que criei na minha especialização em Metod. de Ensino Superior com ênfase em novas tecnologias. Neste período não fiz contato com editoras e agora, me vejo em uma situação de completa desinformação. Como fazer contato e enviar o material? Vocês poderiam me ajudar?
Márcia Macedo
Lixo na Internet
Parabéns pela corajosa opinião. Estou de pleno acordo.Já vivemos a era da internet há mais de 15 anos! Se não me engano. E ainda não temos regulamentado no Código Civil os crimes na internet. Urge tomar esta providência. Acho que o assunto merece mais um artigo de sua parte. Está na hora de surgir uma internet séria.
Massao
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