O recente episódio de um incêndio em um depósito de agrotóxicos em pleno centro da capital do Paraguai, os possíveis reflexos no que diz respeito à poluição do ar e das águas do Rio Paraguai trazem novamente ao debate a necessidade de regras claras do ponto de vista ambiental.
Diz-se com razão que a natureza não conhece fronteiras e que os limites geográficos foram impostos pelo homem, nem sempre respeitando as conformações naturais. Só agora quando começa a se firmar um política de recursos hídricos os governos pensam em adotar a bacia hidrográfica como unidade de planejamento. Isto significa reconhecer e respeitar os limites naturais.
No caso de países limítrofes, que compartilham as mesmas bacias hidrográficas não é admissível que regras básicas de política amabiental não sejam igualmente compartilhadas. Um exemplo claro no que se relaciona ao bloco dos países do Mercosul já havia ficado claro, no ano passado, quando um vazamento de um duto da Petrobrás pôs em risco a qualidade das águas do Rio Iguaçu ameaçando toda a Bacia do Prata.
Por isso é tão importante que as questões ambientais estejam também no topo no momento em que se reiniciam as discussões sobre o Mercosul. Como disse o especialista da ONG argentina, é preciso que os vizinhos se ajudem e se unam nestes e outros momentos críticos.
Mas é preciso também que, passada a crise, o assunto não vá dormir nos escaninhos da burocracia pois nenhuma política adequada de desenvolvimento pode deixar de lado a questão ambiental.
Boa leitura!
Cecy Oliveira – editora
A Vez dos Leitores
Esgoto de Pirapora
Considero que a prezada jornalista cometeu em seu artigo uma injustiça muito grande com as autoridades, com os políticos e com a população de Guarulhos e do ABC, alegando que são as principais culpadas pela poluição formada em Pirapora.
Cometeu uma injustiça também com o nosso presidente que morou e mora em São Bernardo do Campo, pois visitei dois piscinões construídos pelo DAEE no município e estão bem mantidos. Em seu artigo, a jornalista não mencionou a Capital/SP que é a maior responsável pela poluição no rio Tietê.
Aliás, esse é o tema de audiência pública a ser promovido pelo Dep. Est. Donisete Braga, no próximo mês, na ALESP.
Vai ser discutida nesta audiência pública toda a problemática do saneamento básico da RMSP. Se continuarmos jogando a culpa uns nos outros, aleatoriamente, sem o devido cuidado, jamais atingiremos o objetivo comum. Só vai acirrar os ânimos. Temos que, todos unidos, solucionarmos (amenizarmos) este gravíssimo problema, antes da próxima temporada de chuvas. Entre outros assuntos será discutido que o esgoto da capital é varias vezes superior à das citadas cidades juntas. Para comprovar basta dar uma olhadinha nos piscinões da Capital, por exemplo, o piscinão Águas Espraiadas da capital e se poderá constatar a lamentável situação.
Massao Okazaki, eng. civil – voluntário Sócio-ambiental. E-mail: aguapeguaru@ig.com.br – Membro do Comdema de Jundiaí/SP.
Edição 167 – 17/07/2003 a 23/07/2003
Água engarrafada
Acabei de ler a reportagem sobre a água engarrafada. Como estamos acompanhando o progresso fiquei preocupado…Garrafão também dá problema? Será que estes engarrafadores estão trabalhando corretamente? Como saber se a água é boa?O importante é que você e sua equipe estejam bem e continue nos alertando sobre tudo.
Onésio – Batatais – SP
Espanha e RGS I
Esse é um grande passo que o RS está tomando para garantir a todas as comunidades um programa de saneamento eficaz. Espero que mais estados priorizem essa área.
Halley Dias de Oliveira –
Espanha e RGS II
Interessante oferta do Governo da Espanha para diagnóstico e prognóstico de saneamento básico. Pergunto qual será o nível de participação das comunidades selecionadas para a construção do diagnóstico e interação em opções de soluções. Sem participação e sem pesquisas etnográficas para diagnóstico, não acredito em nenhum benefício para o Brasil.
Já existem centenas feitos por equipes técnicas e por estrangeiros em treinamento em países exóticos. Participação de população começa nos trabalhos de diagnóstico e isso é paradigma que está em pauta.
Inês Zatz – E-mail:zatz@zaz.com.br
Leave a Reply