Nesta edição o espaço de Opinião se veste de arte e reproduz uma poesia enviada pelo leitor Ricardo Hagge – rehagge@ig.com.br e que homenageia o nosso Rio São Francisco.
E, por extensão, queremos homenagear todos os rios, pequenos ou grandes, desse Brasil, dessas Américas, enfim, do mundo todo. Rios bem tratados ( raramente) e mal-tratados (quase sempre ). Serpenteando entre montanhas, escondidos em fundos de vales ou deslumbrantes refletindo o pôr ou nascer do sol de cidades grandes e pequenas.
Nascestes “novo”…
Velho chico.
Rio São Francisco, o grande rio. Chico…
às vezes até Chicão
rio da integração,
quantas vezes caudaloso,
quantas vezes garboso,
quanta sede mataste,
E quando guloso…
quantas vidas levaste.
quanta fome pôde aplacar…
Velho Chico…
impávido,
tu podes até te gabar,
de um dia ter sido “um rio”
rio, São Francisco…
Chicão…
Velho Chico
rio da integração.
Já disseram até
Chicão sem Deus…
do adeus…
Aquele que bate até no meio do mar.
Rio da cruz para romeiros…
rio da luz para tropeiros…
rio da Serra para mineiros.
Agora agoniza, está prá se acabar.
Ao menos uns podem lembrar…
lavadeiras em suas margens,
vistas como paisagens,
só de passagem, só de viagem…
só de lembrança…
E ainda resta uma esperança…
mesmo que de criança.
Que um dia, Chico, os homens, de ti.
Vão lembrar.
Boa leitura! –
Cecy Oliveira – editora
A Vez dos Leitores
Fonte de pesquisa
É a primeira vez que escrevo para vocês, o que já não era sem tempo, pois tal site, é de grande valia para mim e para vários colegas, fonte de pesquisa constante. Quem vive no mundo da causa da água, não pode ficar sem conectar ao Aguaonline. Felicito todos por este excelente trabalho e continuem assim.
Danielle Lopes – daniellelopes@escola24horas.com.br
Pesquisa 2
Estou adorando receber as edições da revista. Eu queria saber se tem alguma matéria sobre “cidade e Natureza” ou seja, relação entre as duas. Porque eu tenho que fazer um trabalho sobre esse assunto.
Angélica
Leis ambientais
“Na justificativa o parlamentar diz que “embora o Brasil disponha de um corpo de leis avançadas em termos de proteção ambiental, não consegue transformar os objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente em realidade. Os escassos recursos destinados ao setor são, sem dúvida, a principal causa do problema”.
A União pela Vida, ONG sócio-ambiental de Porto Alegre-RS, concorda parcialmente com esta afirmação. As leis brasileiras são dúbias, tipo “tudo é proibido, mas se o órgão liberar, não há problema”. A Lei Orgânica de Porto Alegre, por exemplo, estipula que “é proibido cortar árvores”. Bem, a cobertura vegetal da cidade tem diminuído sensivelmente nos últimos anos – só na Av. Dom Pedro II estão sendo cortadas mais de 500 árvores, muitas delas cinqüentenárias, para dar lugar ao alargamento da dita avenida. A lei não ajuda, a mentalidade (imediatismo, Lei de Gérson…) também não; a falta de recursos, em nossa opinião, só viria em terceiro lugar como “causa do problema”.
ONG União pela Vida – upv_brasil@yahoo.de
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