Desperdiçar água é delito na Venezuela

A queda nos níveis dos principais reservatórios venezuelanos está impondo o racionamento na capital, Caracas e outras cidades importantes devido a uma seca que se estende desde 2001 e que impede a recuperação dos mananciais. Atualmente o racionamento atinge alguns bairros um a dois dias por semana mas poderá se agravar, segundo alertam as autoridades da área de saneamento. Por isso a estatal Hidrocapital, que administra o serviço está ameaçando cortar o fornecimento a quem desperdiçar o produto.

A Companhia Hidrocapital, que atende Caracas e os estados de Miranda e Vargas, cortará o abastecimento a todos os imóveis que desperdicem água ou a utilizem para atividades alheias ao consumo humano, segundo informou a presidente da Hidrocapital, engenheira Jacqueline Faría.

A medida está apoiada no artigo 54 das Normas para a Prestação do Serviço que estabelece que “a empresa poderá ordenar, sem prévio aviso, a suspensão dos serviços por razões de sanidade (…) Ela afirmou que a situação de seca das principais fontes de abastecimento, obriga a Hidrocapital a tomar medidas implacáveis contra as pessoas que negligentemente desperdicem a água, cometendo um delito que reduz a possibilidade de que outros desfrutem deste produto vital causando deterioração da saúde pública.

O artigo 54 também considera a suspensão do serviço, com prévio aviso 48 horas antes do corte, em caso de desperdiçar a água potável por negligência manifesta, por interferir na manutenção e operação dos elementos necessários para a prestação do serviço ou por ligação clandestina quando o serviço tenha sido cortada.

“Todos devemos tomar as medidas pertinentes para que nossas instalações sanitárias funcionam corretamente, para que não se perca uma gota de água potável através das canalizações sem haver sido corretamente utilizada”, disse a presidente da Hidrocapital, que defende a necessidade de tomar uma conscientização de todos para que a comunidade inteira não saia prejudicada.

O paradoxo é que o país está na posição 23 quanto à disponibilidade de água (mais de 48 mil m³/habitante/ano, superior até mesmo à disponibilidade do Brasil. Mas a seca que agora castiga o país é uma das mais rigorosas e já atinge a capital onde a produção caiu de 9.000l/s para 7.400l/s e pode baixar ainda mais se não chover.

Londrina quer retomar serviço

Londrina poderá ter uma empresa pública municipal para tratar da água e esgoto segundo proposta apresentada pelo presidente da Câmara de Vereadores, Orlando Bonilha (PL), e pelo vereador Henrique Barros (PDT) que querem a discussão do assunto aproveitando que o contrato de concessão com a Sanepar encerra no final do ano.

Fundo para pesquisar Guarani

Acaba de ser criado o Fundo Guarani das Universidades para a pesquisa e formação de capacidades como complemento ao Projeto para a Proteção Ambiental e Gestão Sustentável do Sistema Aquífero Guarani (SAG). O fundo contará com recursos de US$ 372.000 provenientes de uma doação da Cooperação dos Países Baixos, “Bank Netherlands Partnership Program” (BNPP), os quais serão desembolsados em um período de 2 anos.

A função principal do Fundo é apoiar as universidades e instituições de pesquisa da região, mediante processo seletivo, em projetos de pesquisa e capacitação acadêmica vinculados a temas relacionados ao Sistema Aquífero.

Maiores informações sobre a convocatória, critérios de seleção, requerimentos e formulários, prazos e contatos encontram-se disponíveis na página: CLIQUE AQUI

Consulte a página para informações gerais a respeito do Projeto: CLIQUE AQUI

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