
Existe uma real possibilidade de extinção para 11.167 espécies de plantas e animais, segundo a Lista de Espécies Ameaçadas da World Conservation Union. Entre estas estão o antílope da Ásia Central e o camelo da China.
A lista é compilada através do trabalho de 7.000 especialistas de todos os países que já constataram o desaparecimento de 811 espécies nos últimos 500 anos, enquanto outras só existem em cativeiros, como zoológicos. Desde 2000 121 espécies foram adicionadas à Lista de espécies ameaçadas e outras cinco já figuram como extintas: um espécie de molusco, duas espécies de hipopótamos, a marta marinha e um tipo de ganso insular.
O grupo vem examinando 18.000 espécies e subespécies em todo o mundo mas os cientistas admitem que esta é apenas uma pequena gota de conhecimento. Segundo eles as estimativas indicam a existência de 14 milhões de espécies, sendo apenas 1,75 milhão documentadas.
Os conservacionistas acreditam que a atual taxa de extinção é de 1.000 a 10.000 vezes mais rápida do que aconteceria sob condições naturais. A primeira razão apontada para o aumento do ritmo é a atividade humana refletida pela expansão das cidades, desflorestamento, agricultura e pesca. “A perda de habitat e degradação afeta 98% das espécies ameaçadas de pássaros, 83% dos mamíferos e 91% das plantas.
A maior parte das áreas ameaçadas estão em planícies e montanhas das florestas úmidas tropicais. Reservas de água doce são extremamente vulneráveis para peixes, répteis, anfíbios e invertebrados em perigo de extinção” afirma os especialistas.
Gente cuidando da água
Colaborou Maria do Carmo Zinato
Ao participar, em Belo Horizonte do lançamento do livro Gente Cuidando das Águas o ministro do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, lembrou que o Hino Nacional é um dos únicos do mundo que tem a natureza como tema principal, no lugar de guerras e que o Brasil é o único país do mundo que tem nome de árvore.
Ele criticou a visão antropocêntrica que marcou o século passado tendo o homem como agente dominador da natureza, como ser mais importante do planeta, relação utilitarista e sem responsabilidade social, com modelos de gestão e econômicos insustentáveis: a hegemonia do homem sobre a natureza e não como um dos seres de um ecossistema.
Destacou também a mudança de percepção com a sociedade começando a viver segundo outros valores e que acaba por influenciar tomadores de decisões que passam a adotar novos paradigmas, gerando ações diferentes da visão antropocêntrica predominante até então.
Segundo ele o entendimento do conceito de ecossistemas, de desenvolvimento sustentável, indica a gestão colegiada e participativa como o caminho a ser seguido. “Não existe gestão eficiente sem autogestão”. O governo comparte sua responsabilidade com a sociedade. Não é mais possível navegar na Internet e desfrutar de toda tecnologia que a globalização coloca à nossa disposição sem se poder nadar no córrego que passa ao lado de casa. Estamos diante de
antagonismos como esses que precisam ser resolvidos” afirmou.
Ao finalizar seu pronunciamento José Carlos Carvalho exortou as pessoas a se encherem de idealismo para que esse novo modelo possa ser construídos. “Precisamos nos encher de esperança – não aquela que entorpece e desvia da ação, mas daquela que robustece a convicção do homem na construção do mundo”.
Fósseis
Em comemoração ao mês da criança, o Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul reabre, no dia 15 de outubro, às 11 horas, a exposição “Fósseis do Brasil: Antes e Depois dos Dinossauros”. Com a exposição, também está programada uma série de oficinas, que serão realizadas às quartas-feiras, no período de 16 de outubro a 13 de novembro, das 9h às 10h e das 14h às 15h.
Significado da paz
Nas palavras do ministro Meio Ambiente está associado a paz, a vida. A devastação da natureza é uma guerra silenciosa que não destrói diretamente o homem, mas suas fontes de vida, seu habitat. Paz é diferente de silêncio de armas. Tem a ver com correção de injustiças, com proteção ambiental, com direito de realizar-se como pessoa, com respeito às diferenças. Valores imateriais devem ser resgatados.
As políticas públicas precisam ser baseadas nos valores fundamentais da humanidade. Precisamos “dar sentido e dimensão à nossa vida no Planeta”. Na Rio+10, parecia que humanidade era um conceito abstrato. Entretanto, é preciso que o homem seja agente ativo da História que depende do que cada cidadão pode fazer por si, para melhorar a vida no Planeta, sem esperar que alguém mais, algum governo, alguma autoridade, faça por ele/ela.
Ecologia na Metrópole
Dando seqüência ao Fórum “O Brasil em Busca de Seu Ativo Ambiental”, o Seminário Ecologia Urbana acontecerá no próximo dia 21 de outubro, das 9h às 17h, no Salão Nobre da FIESP/CIESP (Av. Paulista, 1313 – São Paulo – SP).
O programa será composto das seguintes palestras:
Urbanismo e Indústria no Estado de São Paulo (Ângelo Albiero Filho, diretor titular do Departamento de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentado da FIESP/CIESP);
Ecologia na Metrópole (Miriam Duailibi, coordenadora do Instituto Ecoar para a Cidadania);
Planejamento da Cidade – O Plano Diretor (Vereador Nabil Bonduki, relator do Plano Diretor de São Paulo);
Programa Municipal de Qualidade Ambiental (Ruy Góes Leite de Barros, assessor da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de São Paulo);
Florestas Urbanas e Sua Função Socioambiental (Christiane Godoy, engenheira florestal e ex-coordenadora do Programa Municipal de Educação Ambiental de Ribeirão Pires, e Eduardo Quartim, engenheiro florestal e coordenador de projetos florestais e de educação ambiental).
A abertura do evento será feita por Romildo Campelo, diretor adjunto do Departamento de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da FIESP/CIESP. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail: ativoambiental@advbfbm.org.br. Valor: R$ 290,00 (descontos para estudantes e participantes dos eventos anteriores).
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