América Latina e Caribe atraem investimentos em Energia Limpa

Os 26 países da América Latina e do Caribe são responsáveis ​​por uma parcela crescente do investimento global em energia limpa, conforme os governos da região reforçam o apoio a políticas e as cadeias de abastecimento locais se expandem, de acordo com o Climatescope 2013, recém-lançado relatório do Fundo Multilateral de Investimentos (FUMIN), membro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em parceria com a Bloomberg New Energy Finance (BNEF).

Com pesquisa da BNEF e patrocínio do FUMIN, o Climatescope é um estudo anual, um ranking e uma ferramenta online interativa com foco no mercado de energia limpa. Lançado em 2012, o relatório classifica os países da América Latina e do Caribe conforme sua capacidade de atrair investimentos em energia de baixo carbono. Neste ano, os países foram classificados segundo 39 indicadores categorizados em quatro parâmetros gerais:

(i) “Cenário Favorável”,

(II) “Investimento em Energia Limpa e Clima”,

(III) “Mercado de Baixo Carbono e Cadeias de Valor da Energia Limpa” e (IV) “Atividades de Gerenciamento da Emissão de Gases de Efeito Estufa”.

Ao todo, a região da América Latina e do Caribe capturou 6% do total de US$ 268.7 bilhões investidos mundialmente em energia limpa em 2012 – em 2011, a parcela foi de 5,7%. A energia limpa abrange a energia eólica, a energia solar, a biomassa, os biocombustíveis e as pequenas centrais hidrelétricas, geotérmicas e de geração de outras energias renováveis.

“As políticas específicas para o setor estão se expandindo e se fortalecendo na América Latina e no Caribe, e as informações ​​fornecidas pelo Climatescope estão ajudando a reduzir as lacunas de informação e a catalisar novos investimentos em energia limpa”, disse Nancy Lee, gerente geral do FUMIN. “Os custos cada vez menores para o uso de tecnologias limpas, como as energias solar e eólica, em conjunto com um clima melhor para investimentos mostram que a geração de energia limpa na região agora é verdadeiramente acessível. O FUMIN continuará a apoiar o progresso da América Latina e do Caribe”.

Responsável pela pesquisa do Climatescope, a Bloomberg New Energy Finance acompanhou políticas de energia limpa em toda a América Latina e o Caribe. No final de 2012, a BNEF identificou 110 políticas, contra 80 que existiam ao final de 2011. O Climatescope 2013 também registrou um aumento dramático na diversificação dos destinos de investimento na região.

“O crescimento do investimento em energia limpa fora do Brasil em 2012 foi significativo”, disse Michael Liebreich, diretor executivo da Bloomberg New Energy Finance. “O financiamento total fora do maior país da América Latina aumentou 45% em 2012, contra alta de 17% em 2011, com destaque para as altas taxas de crescimento do Chile, da República Dominicana, do México e do Uruguai, entre outros”.

Ainda assim, o Brasil teve a maior pontuação geral do Climatescope, com a força de sua classificação nos parâmetros de “Mercado de Baixo Carbono e Cadeias de Valor da Energia Limpa” e “Atividades de Gerenciamento da Emissão de Gases de Efeito Estufa”. Este é o segundo ano em que o Brasil fica no primeiro lugar do ranking geral do Climatescope.

O Chile subiu três posições, conquistando a segunda posição do ranking geral, depois que seus investimentos em energia renovável mais do que quadruplicaram, atingindo US$ 2,1 bilhões, entre 2011 e 2012.

A Nicarágua, que tem o segundo menor PIB per capita da região, terminou na terceira colocação do ranking geral, com forte destaque nos parâmetros “Cenário Favorável” e “Investimento em Energia Limpa e Clima”.

A pontuação máxima do Climatescope para uma nação caribenha foi conquistada pela República Dominicana, que viu seus investimentos em energia limpa duplicarem no período, chegando a US$ 645 milhões. Isso ajudou o país a avançar até sete posições no ranking de 2012 – mais do que qualquer outro país do Climatescope.

Com o apoio do Departamento para o Desenvolvimento Internacional (DFID) do Reino Unido e da Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID) dos Estados Unidos, o Climatescope vai ampliar a cobertura do estudo para 78 países e subdivisões nacionais na América Latina, no Caribe, na África e na Ásia. O Climatescope Global tem data de lançamento prevista para o segundo semestre de 2014.

Outras conclusões importantes do Climatescope 2013:

* As propostas para contratos de energia limpa estão em ascensão e prenunciam um maior uso no futuro;

* Oito países têm leis de medição bidirecional de energia, que permitem a autogeradores que devolvam a energia excedente para a rede;

* Os preços da energia no varejo permanecem elevados em toda a região, de maneira geral, oferecendo oportunidades significativas para a implantação das energias renováveis​​;

* A cadeia de valor da energia limpa na região está em expansão, com 35 dentre os 40 segmentos da cadeia em seis setores de energias renováveis ​​agora ocupados;

* Existem 927 projetos de compensação de carbono na região, registrados de acordo com diferentes padrões. Mais da metade dos projetos diz respeito à geração de energia.

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