O pau-brasil (Caesalpinia echinata) é uma árvore de porte médio e crescimento lento da família Leguminosae, encontrada principalmente na Mata Atlântica brasileira. Originária da floresta pluvial Atlântica, tem ocorrência natural desde o Estado do Rio Grande do Norte até o Rio de Janeiro, numa larga faixa de 3 mil quilômetros.
Quando a árvore ficou escassa na região mais próxima do litoral, os índios
percorriam distâncias de até 20 léguas a sua procura. É uma árvore que vive tipicamente em floresta primária densa. A taxa de crescimento do pau-brasil depende de diversos fatores, como a composição do solo, o clima ou a localização geográfica. Atualmente, através de levantamentos científicos, poucos exemplares de pau-brasil nascidos na natureza ocorrem nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia,
Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
O nome científico do pau-brasil é Caesalpinia echinata Lam. Caesalpinia é
uma homenagem ao médico e botânico italiano, Andrea Cesalpino que viveu no
século XVI. Echinata significa em latim “cheio de espinhos”. Lam é a
abreviatura de Lamarck que, em 1789, descreveu a espécie pela primeira vez.
Pau-brasil é também conhecido por ibirapitanga, pau-vermelho, pau-de-pernambuco, arabutã, ibirapitã, muirapiranga, orabutã, pau-rosado e pau-de-tinta. Foi explorado durante 375 anos ininterruptamente, de forma desordenada e selvagem. Em 07 de dezembro de 1978, com a promulgação da Lei 6.607, o pau-brasil tornou-se a Árvore Nacional e o dia 3 de maio a sua data comemorativa.
A Universidade Federal Rural de Pernambuco lançou, em 1972, a primeira campanha de divulgação e preservação da espécie. Foi essa campanha que permitiu que hoje encontremos exemplares da árvore cultivados da Amazônia ao Rio Grande do Sul. São Lourenço da Mata, em Pernambuco, é a capital do pau-brasil. De 19 de abril a 5 de maio eles fazem exposições, distribuem mudas com objetivo de chamar atenção e conscientizar sobre a necessidade do replantio da planta.
Colaboração do leitor: Wellington Eduardo Araújo Rocha
Arcos de violinos
Os arcos de violinos utilizados pelos músicos profissionais são confeccionados, desde o século XVIII, com o cerne do pau-brasil.
Em 1775, foi projetado, em Paris, o primeiro arco de violino, por François Tourte, com a madeira do pau-brasil, que era conhecida por “Fernambouc”, por ser originária de Pernambuco. Ainda se exportam toras de pau-brasil para a Alemanha, França e Estados Unidos para confecção de arcos de violinos. Essas exportações foram da ordem de 50 toneladas/ano, na década de 70.
O aproveitamento de uma tora para confecção de um arco é de apenas 15%. Estima-se em 200 m³/ano o consumo de madeira utilizada na confecção de arcos de violino no mundo. O preço de um arco varia de US$ 50 a 10 mil dólares. A comercialização mundial dos arcos de violino movimenta anualmente cerca de 30 milhões de dólares
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