Restaurantes de todo o país já podem aderir ao “Gastronomia Responsável”

Qualquer restaurante do país pode aderir ao movimento Gastronomia Responsável, criado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. A iniciativa que começou em Curitiba (PR) agora será expandida nacionalmente. O lançamento oficial dessa ampliação aconteceu durante o Encontro Regional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em Porto de Galinhas (PE).

O objetivo do Gastronomia Responsável é aliar conservação da natureza à gastronomia, indicando que ambas podem estar em equilíbrio. O movimento reúne chefs que oferecem em seus restaurantes pratos que levam em conta o cuidado com o meio ambiente em sua execução, seguindo quatro princípios: uso de ingredientes orgânicos, não-utilização de espécies ameaçadas de extinção, uso de produtos de fornecedores locais para evitar emissão de gás carbônico no transporte, e utilização integral de alimentos para evitar o desperdício.

“Ao envolver chefs de cozinha, o movimento traduz uma atitude responsável do restaurante com relação à natureza. É, portanto, uma forma nova de inserir a temática ambiental na gastronomia, influenciando outros a seguirem o exemplo dos participantes”, explica a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes.

Iniciado na cidade de Curitiba em 2010, o movimento conta com a participação de 33 restaurantes da capital paranaense e tem o chef Celso Freire como curador. “Agora queremos ampliar cada vez mais o movimento, com restaurantes de todo o país colocando em prática os princípios do Gastronomia Responsável”, afirma Nunes.

Para o restaurante aderir ao Gastronomia Responsável, o primeiro passo é enviar um e-mail para contato@fundacaogrupoboticario.org.br, com o título “Gastronomia Responsável”. A partir daí, o chef criará ou adaptará um prato seguindo os quatro princípios do movimento, e enviará a receita para análise da Fundação Grupo Boticário. Em seguida, o responsável pelo restaurante assinará um termo com a Fundação Grupo Boticário em que se compromete a seguir os princípios.

Três restaurantes de Santa Catarina aderiram ao movimento Gastronomia Responsável. São eles o Villa do Porto, em Florianópolis, e as pizzarias da rede Baggio Pizzeria & Focacceria, em Joinville e Blumenau, saíram na frente e são os primeiros a integrar o movimento fora do Paraná.

Para José Antônio Baggio, sócio-proprietário da Baggio Pizzeria & Focacceria (Joinville e Blumenau), o Gastronomia Responsável é uma proposta muito interessante que veio casar com as propostas da empresa. “Nós já trabalhávamos com os alimentos orgânicos e reciclagem do lixo, e o convite em participar deste movimento veio coroar os nossos esforços”, afirma.

Ele destaca que a conservação da natureza é uma necessidade no momento em que vivemos. “Percebemos cada vez mais a importância da conservação e queremos ajudar nesse processo, tanto que já estamos participando com todas as unidades, inclusive de Santa Catarina. Estamos abrindo dois novos restaurantes que também irão participar do Gastronomia Responsável. Esta é uma parceria que vai dar certo!”, destaca.

De acordo com Thiago Fortun, proprietário do Villa do Porto (Florianópolis), é muito importante contribuir para conservação do meio ambiente e de alguma forma ajudar nesta causa que a Fundação Grupo Boticário trabalha com afinco. “É um processo de conscientização e por isso colocamos adesivos informativos e treinamos nossos garçons para falar sobre o movimento e explicar como ele funciona”, explica.

Princípíos

Tecnologia israelense transforma lodo residual em eletricidade

O lodo residual – o sedimento aquoso resultante do tratamento das águas residuais e esgoto – tem vida própria. Muito mais tóxico do que a lama comum, ele precisa ser tratado para só então ser descartado. Mas a startup israelense Global Recycling Projects Ltd. (Ecoarrow) desenvolveu uma solução sustentável e lucrativa que transforma o lodo residual em eletricidade.

Utilizar energia solar para gerar a energia necessária para operar o sistema garante o diferencial de ser verdadeiramente ecológico. Com esse sistema, os processadores de resíduos podem se livrar do lodo de maneira eficiente e fácil, evitando o seu descarte em aterros – uma proposta muito cara – e ainda tornar essa atividade lucrativa, vendendo eletricidade às concessionários locais de serviço público.

A empresa Ecoarrow também desenvolveu um robô que atravessa manchas de lodo das quais nenhum ser humano se aproximaria. O robô tem capacidade extraordinária de bombeamento: até 200 m² por hora e é ativado por controle remoto, o que permite que seja operado a uma distância segura da área de trabalho, protegendo os operadores.

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