
Maurício Cohab – Diretor da Trisoft Têxtil.
Beber um copo d’água quando sentimos sede é uma ação constante na vida de qualquer ser humano; independente das diferenças sociais.
Mas, só damos o valor devido a este bem precioso quando não o temos a disposição. Se imaginar uma cena corriqueira: estar longe de casa, debaixo de um sol escaldante, durante horas em uma fila a céu aberto; com certeza pagaria uma verdadeira fortuna por uma garrafinha deste líquido maravilhoso que se esgota em poucos goles.
Passei por uma situação destas na semana passada e me coloquei a pensar sobre o valor monetário de uma reserva esgotável. Quanto custaria lavar a calçada (como infelizmente ainda vejo acontecer muito por ai) com a água daquelas garrafinhas que comprei, em meio ao calor de 34 graus de temperatura?
Em uma conta rápida e arredondada, podemos falar que uma inocente dona de casa, ao limpar a calçada com a mangueira durante 15 minutos, por uma única vez na semana; desperdiça cerca de 1.700 litros de água em um ano. Se formos multiplicar pelo valor que paguei na minha garrafinha de 510 ml, ninguém mais lavaria a calçada!
Porque será que a tendência natural das coisas é seguir na zona de conforto da rotina, ao invés de mudar a atitude e reutilizar a água da máquina de lavar roupas, por exemplo, para limpar a calçada e o quintal?
Sem querer dar bronca (mas, inconscientemente já dando), precisamos mudar por dentro para conseguir respeitar o meio ambiente e as próximas gerações; eu digo: RECICLAR também os pensamentos e a forma de agir é essencial para conseguir exercer atitudes socioambientais valiosas para o planeta!
Poesia para a água
Sou cristalina e fresca,
Salgada e doce.
Todos dependem de mim;
Sou vida.
Existo nas nuvens em forma de gotas,
E quando caio me chamam de chuva.
Existo nos rios, nos lagos, nos mares,
Nas geleiras e até nos lençóis subterrâneos.
Corro nos leitos e pulo de altas quedas;
Banho-o todos os dias e mato sua sede;
Alegro as plantas quando as rego,
E balanço os barcos nos mares.
Você acha que sou farta, por isso me desperdiça.
Você me polui, me maltrata.
Estou morrendo e você nem percebe.
Autora: Kátia – tesouraria@sindae-ba.org.br.
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