
Como solucionar o sistema atual de coleta, limpeza e gestão de bueiros e bocas de lobo nas cidades brasileiras?
O sistema atual é ineficiente, gera entupimentos, mau cheiro, é de difícil gestão e acarreta problemas sérios para a população, como poluição dos rios, enchentes, doenças.
O empresário Carlos Chiaradia, diretor da Ecco Sustentável, encontrou uma solução eficaz para o problema, que já está sendo implantada como testes iniciais, em algumas subprefeituras da capital paulista e interior do Estado.
Trata-se de um sistema inédito e eficiente para atender a essa demanda. Ele é é composto por dois produtos, um completando o outro. Ecco Filtro, um filtro confeccionado em material termoplastico com capacidade para 300 litros, com a função de reter os residuos, impedindo o envio destes aos rios, além de evitar o entupimento de bueiros.
Outra lógica: Ecco Gestor, um software interligado ao portal Ecco Sustentável para identificar e gerenciar, em tempo real, a situação dos bueiros e bocas de lobo.
Um dispositivo está em desenvolvimento para informar automaticamente ao datacenter da empresa quando um bueiro atingir 80% de sua capacidade, o que disparará automaticamente uma ordem para limpeza do mesmo.
O Ecco Gestor é de grande utilidade pública, pois gerencia com eficiência todos os materiais retidos e retirados dos bueiros, controlando o envio para reciclagem, o que torna a solução Sustentável.
“O teste foi excelente e se mostrou eficiente em toda a problemática vigente. Conseguimos fazer a coleta tempo recorde, um trabalho que em média demorava meia hora levou menos de cinco minutos”, comemora o empresário.
Cenário atual: Atualmente, cada subprefeitura tem em média 15 mil bueiros e bocas-de-lobo para administrar e um gasto médio mensal de R$ 150 mil. No Brasil há três tipos mais comuns de bueiros: caixa com grelha, boca de lobo e o sistema combinado. Parte desse lixo polui os córregos e rios, causando enchentes, transtornos à população e ao trânsito – comprometendo imóveis e até perda de vidas. Conforme preconiza a PNRS, Lei 12.305, as administrações municipais são responsáveis por impedir que o lixo – que normalmente segue junto com as águas de chuva para os bueiros – deixe de ser enviado para as vias pluviais.
CAERN adota autogestão na zona rural do RGN
45 comunidades rurais do Rio Grande do Norte implantaram o modelo de autogestão de operação e manutenção da distribuição de água. Segundo dados da Assessoria de Saneamento Rural da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), outras 42 localidades estão em processo de instalação desse sistema.
O modelo de autogestão de abastecimento de água é basicamente a operação e manutenção desse sistema pela própria comunidade, através de Contrato de Prestação de Serviços entre a Caern e a Associação de Moradores. Por meio de uma reunião, entre técnicos da Assessoria de Saneamento Rural e a diretoria da associação de moradores do povoado, é exposto o modelo detalhadamente e possíveis dúvidas são esclarecidas.
A associação dos moradores também deve assumir certas responsabilidades. São elas: pagar mensalmente a concessionária que fornece água, operar e manter o sistema de rede de distribuição, cortar o fornecimento dos consumidores que não efetuarem o pagamento devido, fiscalizar e tomar providências para possíveis irregularidades e consultar previamente a concessionária para que seja verificada a viabilidade técnica de qualquer expansão na rede.
Leave a Reply