Campanha ensina como substituir sacolas plásticas

São Paulo, 12 de janeiro de 2012 – Os supermercadistas associados à Associação Paulista dos Supermercados (APAS) no Estado estão mobilizados com a campanha Vamos Tirar o Planeta do Sufoco e investem em ações para chamar a atenção de seus consumidores habituais para o dia 25 de janeiro, data em que deixarão de ser entregues as sacolas descartáveis. “Quase 100% dos 1.200 associados já confirmaram a adesão à campanha. Além disso, a campanha foi lançada oficialmente em 120 municípios em todo o estado, com o apoio formal do poder público”, afirma João Sanzovo, diretor de Sustentabilidade da APAS.

Desde o início de janeiro, os supermercadistas começaram a expor nas suas lojas banners e cartazes informando os objetivos da campanha. “Somos contra a cultura do descarte. Queremos promover a conscientização da população sobre a importância do uso de sacolas reutilizáveis”, acrescenta Sanzovo.

A data de 25 de janeiro – dia do aniversário da cidade de São Paulo – foi estabelecida por meio de um Termo de Cooperação assinado com o Governo do Estado de São Paulo em maio de 2011. Desde então, representantes da APAS tem percorrido o estado para angariar o apoio de prefeitos e autoridades locais. No dia 15 de dezembro, a APAS recebeu o apoio formal da prefeitura de São Paulo e, no mesmo dia, foi confirmada a adesão das três grandes redes – Grupo Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart -, contribuindo para que mais de 1,7 bilhão de sacolas descartáveis deixem de ser distribuídas em suas 600 lojas no Estado de São Paulo.

Outro apoio fundamental veio da rede Sonda, com 24 lojas na grande São Paulo. No total, os supermercadistas associados à APAS somam 2.600 lojas em todo o Estado.

Como alternativa aos clientes, os supermercados irão oferecer, a preço de custo, sacolas biodegradáveis compostáveis e sacolas reutilizáveis, além de incentivar outras formas de transporte. Os supermercados respondem pelo abastecimento de 85% da população brasileira e constituem um palco privilegiado para fomentar o debate em torno do consumo consciente e da preservação ambiental.

Opinião do leitor

Sinceramente acho que é preguiça de intensificar campanhas de educação ambiental em supermercados, escolas etc. quanto ao correto descarte da sacola plástica. Estes empresários precisam entender o ciclo de vida das sacolas plásticas ou promovam a logística reversa.

Será que nestas que o Supermercado vende a alto preço eu vou colocar carne, pão, detergente, QBOA, produtos congelados tudo junto ? E da coleta de lixo vamos ter que comprar sacos pretos para colocar restos de comida, embalagens de leite, latas, cocô de cachorro tudo junto ?

Como ficam as campanhas de separação de lixo que em algumas cidades como Curitiba ainda funcionam com centros de triagem ?

As recicladoras de sacolas como ficam ? Empregos indiretos ?

Achei que o Secretário de Meio Ambiente de S.Paulo tivesse visão futurista e soubesse como resolver o problema de maneira ambientalmente correta e segura. Somos a favor da continuidade das sacolas plástica que ajudam na separação do lixo etc.. As sacolas não voam sozinha, não vão parar no bueiro sozinha. Alguém joga. Daí a intensividade das campanhas de educação ambiental.

Uma incoerência proibir sacolas plástica no Supermercado e nas praias e pedágios são distribuídos para “limpar” a praia.

Eugenio -geovidanaterra@gmail.com

Exemplo tem que vir de casa

A educação ambiental é a questão mais importante do momento, diz Eduardo Jorge, secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo. Ele apoia a Campanha Vamos Tirar o Planeta do Sufoco para a substituição das sacolas descartáveis nos supermercados e dá o exemplo em casa: utiliza ecobags há mais de 30 anos.

“A sacola ainda é a mesma. Eu a utilizo em feiras e supermercados. A prática era comum há alguns anos, mas a aparente praticidade das sacolas descartáveis fez com que muitas pessoas esquecessem esse uso”, afirma o secretário mostrando a sacola que adquiriu quando os supermercados ainda não distribuíam embalagens descartáveis para o transporte das compras.

“Temos que recuperar o hábito e repensar nossas ações. O descarte irracional de sacolas traz grandes impactos negativos na natureza”, alerta. A conscientização, para ele, é imprescindível, já que as práticas estão enraizadas na cultura. “Somente com muita informação as ações serão efetivas”, aconselha.

Para o secretário, dialogando e explicando como cada um pode contribuir com a preservação do meio ambiente a população despertará para uma cultura sustentável. “A sociedade tem uma tendência para o bem, e certamente quer um futuro melhor para as futuras gerações. Uma pequena atitude como essa gera um grande resultado. Não é fácil, mas é possível, e é isso que temos que reafirmar para todos nós, consumidores”, disse.

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