Tecnologia
Prosseguindo com o tema abordado na semana passada , apresentaremos nesta semana o terceiro tipo de processo de fabricação: tecnologia a mercúrio e outras informações sobre os processos de fabricação de cloro.
Processo por amálgama de mercúrio
Nesse processo o mercúrio age como pólo negativo, e sendo líquido flui da célula, permitindo que a soda e o cloro sejam gerados separadamente. Esse processo foi o mais estudado e atualmente incorpora numerosas tecnologias avançadas que economizam energia e evitam exposição dos funcionários ao metal e prejuízos ao meio ambiente. O uso dessas células no Brasil também é regido pela lei 9976 de 3/7/2000.
Processos mais empregados no Brasil
Nos EUA, o cloro é produzido pelas seguintes tecnologias: 71% pelo processo diafragma, 12% pelo processo mercúrio, 14% pelo processo membrana e 3% por outros processos. Já na Europa Ocidental, 60% da produção de cloro se dá pelo processo mercúrio, 25% pelo processo diafragma, 12% pelo processo membrana e 3% por outros processos, o que mostra que as três tecnologias são amplamente utilizadas em todo o mundo por serem consideradas muito seguras.
No Brasil, 72% do cloro é produzido em células de diafragma, 24% em células de mercúrio e 4% em células de membrana.
Regulamentações para o uso da tecnologia
As tecnologias de produção de cloro e soda (diafragma de amianto, de amálgama de mercúrio e membrana) são regidas pela lei 9976 de 3/7/2000 que dispõe sobre os controles necessários para operá-las. No caso específico de amianto, seu uso é controlado pela lei 9055 de 1/6/95, baseada na Convenção 162 da Organização Internacional do Trabalho, e sua regulamentação (decreto 2350 de 15/10/1997).
Amianto
Governos estaduais e municipais promulgaram leis controlando ou mesmo banindo o uso de amianto, principalmente em pastilhas de freios e artigos de cimento-amianto. A exposição ocupacional ao mercúrio é regida no país pelas Normas Regulamentadoras 7 e 15 da Lei 3214 de 8/6/1978.
É comum a troca de tecnologia?
No exterior, nas fábricas já em funcionamento, são raras as trocas de tecnologia. É uma operação complexa, que não se justifica do ponto de vista econômico, principalmente se as operações já estão sob rígido controle para evitar prejuízos à saúde e ao meio ambiente. Esse é o caso das fábricas
brasileiras e previsto na lei acima mencionada.
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