Gene de cevada ajuda a explicar evolução do mar para a terra

O estudo da mutação genética da cevada silvestre que cresce no deserto da Judéia mostrou como a transição das plantas aquáticas para as terrestres criou a vida na terra firme como a conhecemos hoje. O estudo internacional foi baseado numa tese do estudante chinês Guoxiong Chen, orientado pelo prof. Eviatar Nevo, da Haifa University Instituto of Evolution, e concluída em 2000. Após cerca de oito anos de pesquisa, a equipe descobriu um novo gene que contribui para a produção de cutina, que é encontrado em todas as plantas terrestres, mas é inexistente ou presentes em pequenas quantidades em plantas aquáticas. Chen chamou este novo gene Eibi1, em homenagem ao seu supervisor, Nevo, que é apelidado de Eibi.

Chen descobriu uma mutação de cevada silvestre que foi significativamente menor do que a verificada na cevada silvestre normal. Verificou-se que esta mutação provoca um aumento anormal na perda de água por causa de uma interrupção na produção de cutina da planta. A cutina é secretada pelas células da epiderme e é um componente da cutícula da planta, que reduz a perda de água e impede a planta de se desidratar.

“Este é um dos genes que contribuíram para a eventualidade real da vida na terra como a conhecemos hoje. É um elemento chave no processo de adaptação que as plantas aquáticas sofreram a fim de viver em terra”, diz Nevo. “A vida na Terra começou na água e para que as plantas pudessem crescer acima da água para viver na terra, elas tiveram que desenvolver uma membrana de cutícula para protegê-las da evaporação descontrolada e da desidratação”, completa.

A descoberta também é importante para a luta contra a fome no mundo. De acordo com o prof. Nevo, “quando tivermos compreendido plenamente o mecanismo por trás da produção de cutina e descoberto variantes genéticas do gene Eibi1, teremos a capacidade de melhorar a formação da cutícula de espécies de trigo e cevada, de modo a torná-los mais resistentes à perda de água”.

Mais informações através do link:

www.jpost.com.

II Encontro Nacional de Água mostra experiências privadas de saneamento

A transferência de conhecimento e de experiências inovadoras entre as empresas privadas do setor de saneamento estão entre os principais objetivos do 3º ENA – Encontro Nacional das Águas – “Inovação Coorporativa: superando desafios e garantindo a sustentabilidade dos serviços”, que acontece de 24 a 27 de agosto, no Novotel Center Norte, em São Paulo .

Mais de 60 experiências de sucesso no saneamento brasileiro serão demonstradas pela iniciativa privada. Entre os trabalhos estarão contemplados desde o estímulo à pesquisa, gerenciamento de consumo e controle de perdas de água, produção de biogás a partir do esgoto, dessalinização, programas sociais, capacitação profissional, além de outros. Programação completa e mais informações pelo site www.sindcon.com/ena

O evento, que marca os 10 anos do Sindcon (Sindicato Nacional de Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgotos), visa, também em sua terceira edição, firmar um convênio com a Ecóleo (Associação Brasileira para Sensibilização, Coleta e Reciclagem de Resíduos de Óleo Comestível) e Bióleo, programa desenvolvido pelo Instituto PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais), cujo objetivo é reciclar o óleo de cozinha usado para ser transformado em biodiesel e difundi-lo para as concessionárias associadas.

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