Entre os dias 15 e 16 de março, especialistas e profissionais de empresas, governo e instituições de pesquisa se reunirão em Campinas (SP), durante o Inova FV – Workshop Inovação para o Estabelecimento do Setor de Energia Solar Fotovoltaica no Brasil.
Promovido pelo Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe) da Universidade de Campinas (Unicamp) e pela International Energy Iniciative (IEI), com o apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o evento tem como objetivo discutir e contribuir para o fortalecimento da agenda de ações coordenadas para o setor de energia solar, nos âmbitos tecnológico, regulatório, de infraestrutura física, capacitação profissional, mercado e investimentos, em articulação com os diversos atores privados e de governo. As inscrições são gratuitas.
Durante os dois dias de discussão, também será debatida e validada uma agenda de ações para a criação de uma política industrial voltada para a indústria de equipamentos fotovoltaicos no País, ao mesmo tempo em que será discutido o potencial do mercado de energias alternativas e das indústrias de silícios grau solar no Brasil.
Segundo o coordenador do Inova FV, Gilberto De Martino Jannuzzi, da Unicamp, entre os resultados esperados, “busca-se criar um mercado que integre toda a cadeia produtiva, e contribuir para a formulação de políticas públicas para o setor no País pelos órgãos de governo competentes”, explicou.
Para o especialista da ABDI, apoiadora do evento, Cássio Marx Rabello, a discussão acontece em um bom momento. “Em consonância com as diretrizes da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), pretendemos lançar luz a uma questão bastante cara ao Brasil, que é o estímulo à inovação e ao uso das novas tecnologias pelas nossas indústrias”, analisou. Cássio Marx contribuirá com o painel Propostas para a construção de uma política industrial para o desenvolvimento da indústria de equipamentos fotovoltaicos no Brasil.
Ações estratégicas
Diante da condição estratégica do assunto, o Ministério de Minas e Energia (MME) criou o Grupo de Trabalho de Geração Distribuída com Sistemas Fotovoltaicos (GT-GDSF), com o intuito de elaborar uma proposta de política para uso da geração fotovoltaica conectada à rede elétrica, em especial em edificações urbanas, como fator de otimização de gestão da demanda de energia e de promoção ambiental do País, em curto, médio e longo prazos. O Ministério da Ciência e Tecnologia, por sua vez, encomendou um estudo ao Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) visando formular políticas de incentivos à fonte fotovoltaica.
A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) também mapeia, junto às empresas, as demandas para subsidiar uma política industrial para o desenvolvimento da indústria fotovoltaica brasileira. E, em paralelo, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) estuda a criação de um programa especial para a energia solar fotovoltaica. A iniciativa discute o panorama de recursos e lacunas existentes nas universidades e centros de pesquisa no Estado de São Paulo.
Informações pelo telefone (19) 9792 2928 ou pelo e-mail:
inovafv@nipeunicamp.org.br.
Bolsa para pós-graduação na Espanha

Agência FAPESP – A Associação Universitária Ibero-americana de Pós-graduação (AUIP) abriu inscrições para bolsas de mobilidade entre universidades associadas da Andaluzia, na Espanha, e países latino-americanos.
O candidato ao auxílio deverá optar por uma das duas opções oferecidas. O primeiro tipo de bolsa é para a cobertura da viagem até o país selecionado em uma quantia máxima de 1.400 euros.
Já a segunda opção de bolsa é destinada aos que podem arcar com os custos do translado internacional. Neste caso, será concedido no máximo 1.000 euros, para gastos de permanência.
O auxílio é destinado a professores e pesquisadores, gestores e estudantes de programas de pós-graduação. A elegibilidade à bolsa depende de diversos fatores, entre eles que a permanência no país destinado deverá ser superior a uma semana e o início da viagem antes de 31 de janeiro de 2012.
O prazo para solicitação da bolsa vai até 29 de setembro.
Mais informações: www.auip.org.
Repórter Eco mostra parceria para coleta das sobras de remédios
Uma rede de supermercados, um laboratório farmacêutico nacional e a prefeitura de São Paulo se uniram para fazer um projeto piloto, que pode vir a ser ampliado para várias cidades do país. A capital paulista responde por 16% das vendas a varejo na área farmacêutica.
O Repórter Eco deste domingo (06/03), com exibição na TV Cultura, às 18h, mostra uma alternativa para o destino correto desses remédios.
A artesã Suzete Guinati se vê na mesma situação de muitos brasileiros: “A gente usa remédios para dor de cabeça, mal- estar, estas coisas. Quando precisa tomar um antibiótico é onde tem o desperdício, porque você compra mais do que precisa perdendo a validade”. É importante ressaltar que a embalagem que teve contato com o medicamento também é considerada um resíduo perigoso. Assim, foram colocadas urnas em pontos da cidade, para o depósito de remédios em desuso, ampolas, seringas e frascos de vidro e plástico.
A ideia do projeto é evitar a contaminação do solo e da água por substâncias químicas e se antecipar à chegada de uma possível lei para o descarte desse tipo de material, que ainda não existe no Brasil. Considerada uma carga perigosa, o medicamento recebe tratamento térmico, normalmente ele é incinerado.
Informações sobre os postos de coletas estão nos sites:
www.tvcultura.com.br/reportereco ou www.eurofarma.com.br.

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