Prosab sob risco de descontinuidade

A possibilidade de interrupção das pesquisas em Saneamento que desde 1996 vêm reunindo mais de 500 pesquisadores em torno do Programa de Pesquisas em Saneamento Básico (Prosab) foi o principal tema em debate na reunião do Comitê de Ensino e Pesquisa da ABES, em Vitória, durante as atividades do VI Simpósio Ítalobrasileiro (VI Sibesa). As mudanças introduzidas na gestão dos recursos financeiros que vinham mantendo as redes e a perspectivas de que as prioridades venham a ser outras está deixando apreensivos os especialistas.

Segundo o coordenador da rede de pesquisas de esgoto, professor Ricardo Franci Gonçalves professor adjunto da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), os fundos para pesquisas foram para o CT Hidro, cujas prioridades, segundo as primeiras informações, serão outras. Outra dificuldade, é que não há representação do Saneamento no grupo de dita as diretrizes para a pesquisa.

“O que lamentamos é que o modelo desenvolvido pelo Prosab é vencedor e os seus resultados já beneficiam mais de 5 milhões de brasileiros. Além disso começam a ser repassados a países Costa Rica, Emirados Árabes, Tailândia e Camboja”. Ele lembra que o mais importante é que foi desenvolvida uma nova cultura em que a pesquisa é cooperativa, em lugar de ser competitiva.

Os números são mais do que eloquentes, lembram os pesquisadores, ao citarem o acervo de 31 projetos em esgoto, 12 em água e 15 sobre aproveitamento de lodo de ETAs e ETEs, este último um tema que ganha cada vez mais importância por representar um problema ambiental que precisa ser equacionado.

Ao final do encontro os pesquisadores divulgaram um manifesto reivindicando a continuidade dos projetos.

Água e saneamento

Estas foram as principais metas propostas aprovadas na Rio+10 sobre água e saneamento:

Reduzir à metade daqui a 2015 a proporção de seres humanos que não podem ter acesso à água potável ou comprá-la, conforme o objetivo enunciado na

Declaração do milênio de desenvolvimento e a proporção de seres humanos que não têm acesso aos meios de saneamento decentes.

Lançar um programa de ação com uma assistência financeira e técnica com vistas a reduzir à metade daqui a 2015 a proporção das pessoas que não têm acesso à água potável ou não podem comprá-la.

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