A ONG Greenpeace divulgou comunicado lamentando a falta de compromisso dos delegados reunidos na Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável com relação a uma proposta sustentável para a geração de energia. “A negociação sobre energia, encerrada no final da tarde do dia 02/09, evidencia o fracasso da Conferência e coloca em cheque o futuro das próximas gerações”.
Segundo a entidade a proposta apresentada pelo governo brasileiro, que sugeria uma meta de 10% de energia vinda de fontes renováveis até 2010, foi bloqueada pelos Estados Unidos, Japão e pelos países ligados à indústria de petróleo. Apesar do Brasil ter lutado até o fim pela aprovação de sua proposta, o conteúdo acordado hoje pelos governos não propõe metas nem prazos de implementação para projetos ligados ao setor de energia. Além disso, o texto inclui projetos envolvendo grandes hidroelétricas, transferência de tecnologias baseadas em combustíveis fósseis para países em desenvolvimento e não exclui ou proíbe a utilização de energia nuclear.
“Este texto é o mais evidente ícone contra a sustentabilidade”, disse Marcelo Furtado, representante do Greenpeace em Joanesburgo. “A aprovação desse texto significa que os governos de todo o mundo falharam em garantir um futuro limpo e sustentável para as próximas gerações. Além disso, falharam também em assegurar que os dois bilhões de pessoas que atualmente vivem sem eletricidade tenham acesso à energia limpa e renovável”, completou ele.
Migalhas
A coalizão de ONGs ECO-Equity (formada pelo Greenpeace, ANDEP, Oxfam, Amigos da Terra, WWF, Danish 92 Groups e Consumidores Internacionais) entende que a negociação sobre energia pode apontar para o fracasso da Rio+10. “Só temos
migalhas a comemorar”, lamentou Furtado.
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