Lodo de esgoto está sendo usado como fertilizante no litoral do Paraná

Foto: Sanepar

A Sanepar vai desenvolver mudas de plantas de restinga no Viveiro do Parque Estadual Rio da Onça, em Matinhos (PR), usando como fertilizante o lodo de esgoto gerado nas estações de tratamento do litoral. É parte do Programa Restinga Viva, lançado pela empresa na quarta-feira, (27/01). As aproximadamente 50 toneladas de lodo de esgoto gerado nas estações de tratamento instaladas nos municípios do litoral serão incorporadas à compostagem com restos de coco, bagaço de cana-de-açúcar e poda de árvore e de grama.

“Esse substrato será estudado e, simultaneamente, aplicado na produção de mudas do ecossistema de restinga”, explica a diretora de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Maria Arlete Rosa. As mudas da restinga, posteriormente, serão transplantadas para a orla marítima, com o objetivo de recuperar o ecossistema. Segundo a diretora, o “projeto é piloto e deverá se expandir para os demais municípios da orla litorânea do Paraná.

Sanepar assume tratamento de resíduos em Apucarana

Com a assinatura do Contrato de Programa entre a Prefeitura de Apucarana, e a Sanepar, a companhia de saneamento assumiu a execução dos serviços de tratamento e destinação final dos resíduos sólidos urbanos daquela cidade. Este é o primeiro Contrato de Programa assinado pela Sanepar dentro da nova lei de saneamento, a 11.445, que define as políticas para o saneamento básico no País e prevê a substituição dos Contratos de Concessão pelos Contratos de Programa.

Segundo o presidente da Sanepar, Stênio Jacob, “este contrato é um marco importante, pois firma uma nova forma de atuação entre a Sanepar e as prefeituras. Com metas definidas, quem ganha é a população.” O Contrato de Programa com Apucarana é válido por 30 anos.

Para fazer adequações e a recuperação do aterro existente em Apucarana, a Sanepar prevê investir R$ 1,3 milhão. Nos próximos meses, será feito o diagnóstico do aterro, que, sabe-se, tem problemas ambientais. A previsão é que em 90 dias a Sanepar inicie a gestão do local. Quanto aos eventuais passivos, a empresa deve assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

Atualmente a produção de lixo em Apucarana é de 2.200 toneladas por mês. Hoje, o município tem um aterro controlado, com problemas ambientais. No médio prazo, a expectativa da Sanepar é transformar o aterro em referência ambiental, como o de Cianorte, já operado pela empresa.

Entre as adequações a serem feitas está a implantação de gel membrana e dos sistemas de drenagem, captação de gases e tratamento de efluentes.

A Sanepar e a Prefeitura fizeram ampla negociação para definir a gestão do aterro sanitário. As discussões tiveram a participação da população em audiências públicas. Depois disso, a Câmara aprovou a Lei Municipal 186/09 que autoriza o Executivo a firmar convênio com o Governo do Estado para a gestão associada do tratamento e destinação final de seus resíduos sólidos.

O convênio foi assinado no final de dezembro de 2009. De acordo com a legislação atual, a Sanepar executa a gestão dos resíduos sólidos em nome do Governo do Estado.

Cianorte – Desde 2002 a Sanepar faz a coleta e dá destinação final aos resíduos sólidos de Cianorte. Antes da gestão da Sanepar, o aterro chegou a ser multado pelo IAP, por má operação. Hoje é considerado referência para todo o Estado, sendo visitado por escolas, técnicos e prefeitos.

Na operação do aterro, os resíduos são dispostos em células impermeabilizadas e todo o líquido coletado dessas células é tratado e os gases produzidos pelo lixo são queimados. A Sanepar firmou contrato com a CEF no valor de R$ 1 milhão para que o gás produzido pelo lixo de Cianorte passe a gerar energia elétrica e, futuramente, créditos de carbono.

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