Pesticidas vencidos ameaçam 7 milhões na UE

Foto: Rio de Dniester: ameaça de contaminação.

A saúde de pelo menos 7 milhões de habitantes na Moldávia e Ucrânia está seriamente ameaçada por um estoque de pesticidas antigos segundo a Associação International de Pesticidas (IHPA). De acordo com a organização, a União Européia deve agir o mais rapidamente possível para desarmar esta que está sendo considerada a “maior bomba-relógio química da Europa”.

Isso foi relatado no encerramento do 10º Fórum de HCH & Pesticidas do IHPA na República Tcheca. Durante o Congresso foi denunciado que na antiga fábrica de Kalush, no oeste da Ucrânia, há um mais de 10.000 toneladas de hexaclorobenzeno (HCB) fora de uso. É o posicionamento ao longo do Rio de Dniester que torna a situação extremamente perigosa: uma única inundação e as concentrações elevadas de veneno podem poluir o habitat natural de cerca de 7 milhões de pessoas no oeste da Ucrânia e Moldávia.

No total, dezenas de milhões de habitantes na Europa, Ásia Central e da antiga União Soviética estão ameaçadas por pesticidas. Só na Ucrânia existem 4.500 locais de armazenamento com mais de 30.000 toneladas de pesticidas vencidos, uma herança da era soviética. As substâncias tenham sido proibidas desde 2001. Como regra a embalagem só duram de cinco a dez anos. Se nada acontecer nesse tempo, as substâncias podem simplesmente acabar no solo ou na água.

É sobretudo a população rural que está em perigo, relata o IHPA. A OMS estimou que, em 2050, um em cada dois seres humanos morrerá de câncer devido à contaminação nos alimentos, água e o ambiente. Uma parte importante vai ser causada por pesticidas. Também existe a ameaça de grandes perdas financeiras. O escândalo relativamente menor de nitrofeno (2002) da antiga Alemanha Oriental por si só, custou um total de € 500 milhões. A IHPA estima que a estabilização ou a destruição de todo o estoque atual de pesticidas vencidos ascende a €1 bilhão. Na declaração final, a IHPA convida a Comissão Europeia a desenvolver um sólido plano de ação, em estreita cooperação com os Estados-Membros, os países abrangidos pela política europeia de vizinhança e os países da Ásia Central.

Fonte: IHPA.

Quase 1 bilhão ainda não tem acesso à água tratada

Para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio relacionado com saneamento até 2015, 961 milhões de pessoas que vivem em zonas urbanas deverão ter um acesso melhorado ao abastecimento de água e mais de 1 bilhão de pessoas a serviços de esgotamento sanitário.

Proporção de casas conectadas a redes de água em grandes cidades (dentro da residência ou no pátio):

– No mundo: 94%

– África: 43%

– Ásia: 77%

– Europa: 92%

– América Latina e Caribe: 77%

– América do Norte: 100%

– Oceania: 73%

Proporção de residências conectadas ao serviço de esgotamento sanitário em grandes cidades:

– No mundo: 86%

– África: 18%

– Ásia: 45%

– Europa: 92%

– América Latina e Caribe: 35%

– América do Norte: 96%

– Oceania: 15%

Estas cifras estão baseadas em informação obtida para 116 cidades. Em nenhuma região houve uma mostra representativa de grandes cidades. É provável que as cifras de cada região sejam indicativas dos níveis médios de acesso a serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário para as principais cidades dessa região. Se por “serviço adequado de esgotamento sanitário” em grandes cidades se entende como um vaso sanitário conectado a uma rede, esta cifra indica então uma notável falta de instalações adequadas em todas as regiões da África, Ásia, América Latina e Caribe, e Oceania.

Fonte: Avaliação Mundial do Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário em 2000 (OMS/UNICEF, 2000) em 1er Informe “Água para Todos, Água para a Vida” (UNESCO-WWAP, 2003).

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