
A CAB Guaratinguetá, empresa responsável pela operação do sistema de esgotamento sanitário do município, lança no dia 23 a campanha Gordura Não Cabe no Esgoto. O objetivo é fazer com que a população deixe de despejar na rede a gordura usada e assim acabar com problemas de entupimento, rompimentos nas redes de coleta e refluxo de esgoto para as residências. Além desses transtornos, o óleo descartado no esgoto também impermeabiliza o leito dos rios, provocando enchentes.
A campanha, que conta com apoio da SAEG, da Associação Comercial e da APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) local, terá início às 10h. Partindo da Praça Conselheiro Rodrigues Alves — em frente do restaurante Ponto Chic — a CAB Guarantinguetá vai distribuir a bares, lanchonetes e restaurantes do Centro galões plásticos de cinco litros e funis para que eles armazenem a gordura da semana. “Toda segunda-feira, nós passaremos para retirar o galão cheio e deixar um vazio”, diz Sueli Oliveira, gerente-geral da CAB Guaratinguetá. “Esse material será destinado à Cooperativa Amigos do Lixo, que irá vender este óleo e reverter a renda em prol da entidade”, complementa.
Os galões também podem ser entregues na sede da APAE, à Rua Fernão Dias, número 100 — Vila Paraíba, de segunda à sexta, das 10h às 15h. No primeiro momento, a campanha se dará junto aos estabelecimentos comerciais, mas também poderá ser estendida a residências de todo o município.
A Cooperativa Amigos do Lixo irá revender a gordura coletada semanalmente pela CAB Guaratinguetá para a usina de reciclagem, que usará o material para a produção de biodiesel, um combustível ecologicamente sustentável.
A campanha Gordura não cabe no esgoto conta com o apoio da Associação Comercial, que vai trabalhar para conscientizar seus associados sobre a importância da ação na manutenção da rede coletora em bom estado e para preservação do meio ambiente.
Prefeitura de São Paulo dá à Sabesp a concessão do serviço de água e esgoto
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, acaba de sancionar o Projeto de Lei 558/08, que concede à Sabesp o direito de explorar os serviços de abastecimento de água e saneamento na capital paulista pelos próximos 30 anos, prorrogáveis por mais 30.
O projeto já havia sido aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal, no último dia 3. A nova legislação regulamenta o que já é realizado há 36 anos, desde a fundação da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. Além disso, o texto estipula contrapartidas e garantias que a Sabesp oferecerá à cidade.
Hoje, a capital tem 100% de atendimento da população com água potável, 97% com coleta de esgoto e 73% do volume de esgoto gerado é tratado. A meta da Sabesp no município de São Paulo é universalizar os serviços, alcançando 100% de coleta e tratamento, até 2018.
A Sabesp é uma das poucas empresas de saneamento no mundo que tem o porte e o conhecimento técnico necessários para atender uma cidade com a importância e a complexidade de São Paulo. A operação deste município tem como complicadores a escassez hídrica da Região Metropolitana de São Paulo e as ocupações em áreas de maior dificuldade para instalação de redes, típicas de grandes metrópoles de países em desenvolvimento.
A escassez de recursos hídricos é evidente: cada um dos 20 milhões de habitantes da Grande São Paulo têm à disposição apenas 201 mil litros por ano, quando a ONU recomenda 2,5 milhões de litros. Essa água que abastece a Região Metropolitana, incluindo a capital, vem de longe, de oito sistemas produtores: Cantareira, Baixo Cotia, Alto Cotia, Guarapiranga, Ribeirão da Estiva, Rio Claro, Rio Grande e Alto Tietê.
Este último passa atualmente por obras de ampliação em uma de suas estações de tratamento de água – a Taiaçupeba -, o que elevará sua produção de 10 mil litros por segundo por dia para 15 mil litros por segundo por dia.
Em 2008, foram investidos pela Sabesp na capital R$ 606 milhões, contra R$ 438 milhões no ano anterior. A previsão é que, nos próximos 30 anos, sejam investidos R$ 500 milhões ao ano, totalizando R$ 15 bilhões ao longo da concessão.
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