
A perda de florestas tropicais, formações coralinas e outras áreas naturais de acordo com um estudo publicado no jornal Science. De acordo com as estimativas dos cientistas que produziram o trabalho as reservas naturais possibilitam uma espécie de PIB equivalente a US$ 4 trilhões por ano, mais do que todos os produtos e serviços gerados pelos países desenvolvidos.
Uma das alternativas apontadas é buscar novas formas de inserir a natureza nos mercados, através de taxas e créditos para conservação, preços elevados para emitir certificados para produtos ambientalmente corretos e pagamentos diretos para comunidades que residem em áreas naturais altamente significativas para o planeta.
O Dr. Andrew Balmford, do Departamento de Zoologia da Universidade de Cambridge e os co-autores do estudo descrevem os custos econômicos da exploração dos habitats naturais para uso humano.
Tendo como pano de fundo cinco diferentes ecossistemas, entre os quais as florestas tropicais da Malásia, arrasadas pela exploração da madeira, e os banhados canadenses, drenados para agricultura, os pesquisadores concluem que essas áreas seriam muito mais produtivas se tivessem permanecido em seu estado natural.
“Reservas naturais exercem uma variedade de funções e não há como substituí-las”, observam os cientistas, citando entre estas, a proteção contra tempestades e enchentes, absorção do carbono, locais para turismo, regulação do clima, polinização de colheitas, etc. A perda completa dessas funções corresponde a uma desvalorização econômica de pelo menos 50% para essa áreas.
O valor da natureza
Vale a pena rever alguns trechos da matéria publicada na edição número 7 da Águaonline, em maio de 2000:
“O uso insustentável dos recursos é um de nossos problemas mais urgentes”
“Uma segunda revolução industrial está em marcha e nela o que vale não são as barras de ouro ou os barris de petróleo. O capital dessa nova forma de produzir são as florestas, os mares, os lagos, a flora e a fauna. São os recursos naturais que começam a ganhar valor à medida em que os próprios empresários se dão conta de que não podem ser fabricados e nem substituídos.
O mentor dessas idéias é o físico e consultor ambiental norte-americano Amory Lovins, que esteve na última quinta-feira em Porto Alegre e conversou com a equipe da Águaonline sobre seu livro O Capital Natural – Criando Uma Nova Revolução Industrial, lançado esta semana no Brasil.
Considerado uma das personalidades do século nos Estados Unidos Lovins, que ganhou fama pregando economia de energia, dedica uma boa parte de seu livro a ressaltar a importância de que seja adotada uma nova forma de se ver a água. Ele defende “um caminho suave (soft path)” em substituição a uma “abordagem dura (hard path)”, como vem sendo feito até aqui e onde o abuso e o desperdício estão acabando com as fontes de abastecimento.
“Os governos, os serviços públicos e os próprios usuários estão fazendo com a água o mesmo que fizeram com a energia: esgotando os mananciais, usando água tratada para tudo, aumentando os sistemas de abastecimento, em lugar de torná-los mais produtivos, e falhando na proteção e no aproveitamento dos serviços que os ecossistemas vêm prestando ao homem durante séculos” diz Lovins.
Ele explica que a chave do caminho suave é usar a tecnologia e o gerenciamento dos sistemas de modo a se ter o mesmo serviço – ou até ter uma performance melhor – com menos água e geralmente com menos gasto e com menor infra-estrutura.
Derrame de óleo
Rio Grande, Brasil, 7 de agosto /PRNewswire/ — Um derramamento de óleo ocorrido na costa da América do Sul, que já matou 16 pingüins, continua a causar danos à medida que sua fonte intriga cientistas e autoridades. O Centro de Reabilitação de Animais-marinhos (CRAM) no Brasil avaliou, cuidou e lavou dezenas de pingüins com a ajuda do Fundo Internacional para o Bem-estar Animal.
Há duas semanas, o CRAM começou a receber relatórios informando que pingüins Magellanic cobertos com óleo estavam aparecendo nas costas marítimas do Brasil e do Uruguai. Este fato provocou uma resposta imediata por parte do CRAM, do Centro Internacional de Pesquisa para a Recuperação de Pássaros (IBRRC – International Bird
Rescue Research Center) e da equipe de ajuda à emergências (ER) do IFAW para recuperar e reabilitar estes animais.
“O IFAW tem o prazer de fornecer os equipamentos e o conhecimento necessários para ajudar estes pingüins”, disse Cindy Milburn, Diretora do Programa de animais em crise e com problemas do IFAW. “Precisamos fazer uma investigação mais profunda sobre estes derramamentos crônicos, que apenas continuarão a prejudicar a vida animal da América do Sul. Trata-se de uma área sensível do mundo que deve ser protegida, e estamos ansiosos para trabalhar juntamente com organizações locais e governamentais para saber mais informações sobre estes “misteriosos” derramamentos”, acrescentou Cindy Milburn.
Capitalismo natural
Estes são os quatro princípios do capitalismo natural segundo Lovins:
1 – Aumentar a eficiência no uso dos recursos naturais pelo menos em quatro vezes e finalmente em 100 vezes. É muito mais do que eco-eficiência.
2 – Eliminação do conceito de lixo pela adoção dos padrões, processos e materiais biológicos. Não apenas gastar menos ou colocar um lixo menos denso na lixeira. É não ter lixeira. A natureza não produz lixo. O que é resíduo de um serve de comida para outros.
3 – Trocar a estrutura da economia mudando o foco do material e da fabricação de produtos para a criação da corrente de utilidade (espécie de leasing: entrega e coleta após o uso para reciclagem e reaproveitamento da matéria-prima).
4 – Reverter a destruição planetária investindo no capital natural e restaurando os ecossistemas
Para ver a reportagem completa consulte a edição número 7 a partir do ícone: edições anteriores, a partir da capa da edição atual.
Contaminação
Existem no Brasil de 4 a 6 mil áreas contaminadas por resíduos de produtos industriais ou de atividades produtivas e por problemas relacionados com a extração de minérios e uso de agrotóxicos, mas oficialmente a Fundação Nacional da Saúde tem notificação de apenas 250 delas. A declaração foi feita pelo coordenador-geral de Vigilância Ambiental da Saúde do Centro Epidemiológico da Funasa, Guilherme Franco Netto, ao participar de uma reunião para debater medidas de acompanhamento dos efeitos da contaminação por césio-137, em Goiás.
Segundo ele, são necessárias medidas de monitoramento e exigências como a de que a população não fique exposta aos locais contaminados. “Vamos rever o que foi o acidente com o Césio-137, além de orientar critérios para o acompanhamento adequado da saúde da população goiana, uma vez que a literatura científica mostra que nos casos de acidentes nucleares não existe apenas o efeito imediato. Há também os de longo prazo, principalmente relacionados ao câncer”, destacou.
(Agência Brasil)
IFAW
Todos os anos, pingüins cobertos com óleo aparecem nas praias ao longo da rota de migração entre a Argentina e o Brasil. Estima-se que 42.000 pingüins morrem todos os anos apenas na Argentina em virtude da poluição crônica de óleo. Por causa de fundos limitados, apenas cerca de 350 animais são recuperados todos os anos.
No momento, 95 pingüins estão sendo limpos e alimentados no CRAM e outros 120 em uma instalação no Uruguai. Dos 16 pingüins já mortos, 15 estavam na fase juvenil. O IFAW forneceu congeladores para armazenar peixe e equipamentos médicos e vitaminas necessários para a reabilitação, além de especialistas presentes no local para auxiliar com a recuperação.
Para obter mais informações, visite o website: www.ifaw.org

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