Alemães e UnB vão estudar água do DF

A Universidade de Brasília firmará uma cooperação técnica com instituições alemãs e do Distrito Federal para desenvolver pesquisas e elaborar um modelo de gestão dos recursos hídricos do DF. No estudo, os envolvidos levarão em conta diferentes cenários, incluindo eventuais mudanças climáticas para o Centro-Oeste brasileiro, que poderão ocorrer nos próximos 30 anos.

O projeto, batizado de Água – DF, será lançado oficialmente no dia 10 de março, durante seminário para intercâmbio dos pesquisadores envolvidos, na sede da Caesb, em Águas Claras. A iniciativa representa a continuidade da parceria científica entre a UnB e a companhia de saneamento de Brasília.

Recentemente, pesquisadores do Instituto de Geociências e do Centro de Pesquisas do Meio Ambiente da Alemanha (UFZ, na sigla em alemão) fizeram um levantamento geofísico às margens do Parque Nacional, na região do aterro sanitário, e um trabalho de campo em áreas rurais do Entorno. A pesquisa teve como finalidade testar os equipamentos técnicos alemães e verificar se há contaminação de água subterrânea.

Segundo Detlef Walde, professor do Instituto de Geociências (IG) e coordenador do projeto, para que a população do DF e Entorno não sofra com falta de água no futuro, há três opções: encontrar novas fontes de abastecimento, implementar tecnologias de tratamento ou economizar esse recurso natural. “Ainda temos bastante água, mas o crescimento da região pode criar problemas nos próximos cinco anos”, diz.

A iniciativa vai envolver alunos de graduação e pós-graduação dos cursos de Geologia, Geofísica, Engenharia Civil e Biologia, entre outros. Segundo o professor do IG Augusto Pires, coordenador do Programa de Pós-graduação em Geociências Aplicadas, o Água – DF será o maior projeto que a universidade vai desenvolver no segmento de recursos hídricos. “É um projeto estruturante e multidisciplinar. Vai dotar a UnB de infraestrutura de pesquisa de ponta vinculada à questão da água”, diz.

De acordo com Pires, o projeto possui importância econômica e social, já que o crescimento populacional, industrial e de serviços da região exige mais consumo de água. “O Planalto Central é uma área carente de recursos hídricos”, afirma.

Secretaria de Comunicação da UnB.

Linhas de pesquisa

– Mudanças climáticas no planalto central do Brasil

– Ocupação e uso da terra no Distrito Federal

– Ciclo hidrológico no Distrito Federal

– Formação sedimentar, transporte de sedimentos e interação com a água

– Qualidade da água

– Água potável, tratamento e distribuição

– Esgotos e tratamento de águas residuais

– Criação de banco de dados central para armazenar informações sobre recursos hídricos do DF

– Sistema de gestão integrada dos recursos hídricos e capacitação profissional

Parceiros

– Universidade de Brasília

– Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb)

– Instituto Nacional de Metereologia (Inmet)

– Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

– Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap)

– Centro de Pesquisa do Meio Ambiente (UFZ)

– Universidade Técnica de Dresden

– Universidade BW München

– Universidade Karlsruhe

– Sachsen Wasser (empresa de saneamento de Leipzig).

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