A poucas semanas da instalação da Cúpula sobre Desenvolvimento Sustentável – a Rio+10 – mais importante evento ambiental mundial da década – são desalentadores os sinais de que oresultado da reunião possa trazer alívio ao mundo e conforto para os bilhões de seres humanos que sofrem com escassez e os deficientes serviços de saneamento na maioria das noções do mundo. E especialmente naquelas em que essa carência significa um imposto representado pelas milhares de crianças que não chegam a completar um ano de idade. E cuja morte prematura é devida em mais de 80% às doenças originadas do consumo de água contaminada e da convivência com águas residuárias e esgoto correndo a céu aberto.
Como ressaltam vários especialistas os chamados “países desenvolvidos” se recusam a assumir compromissos que possam se consubstanciar em ações efetivas e metas concretas que permitam melhorar a situação dos “sem-água” do mundo. Como, aliás, têm feito, sistematicamente, quando se trata de olhar o mundo como uma nave em que todos nós estamos embarcados.
Tal postura se assemelha à das avestruzes, que gostam de enterrar a cabeça na areia. Será que eles têm a ilusão de que serão poupados de catástrofes provocadas pela instabilidade ambiental, como secas, enchentes, avalanches, aumento do nível dos oceanos, para ficar naquelas mais dramáticas?
Será que os sinais alertas, como verões escaldantes, falta ou excesso de chuvas, nevascas e tempestades não têm sido suficientes?
Estarão estes países à espera do Day After ambiental?
Boa leitura!
Cecy Oliveira – editora
A vez dos Leitores
Água da chuva I
Parabéns às pessoas que desenvolveram este sistema para capturar águas de chuva. Esta captação é extremamente importante para as cidades urbanizadas, bem como as áreas rurais pois como tudo está transformado pelo homem, a natureza segue seu caminho, tentando adaptar-se às novas condições de relevos e infiltração pluviométrica. Fico a imaginar os benefícios que seriam gerados ao meio ambiente se todas as habitações ou construções humanas fossem dotadas de reservatórios para captação e utilização dessas águas para uso próprio local. Benefício esse certamente também econômico para os usuários desses sistemas.
Wagner – kultan@ig.com.br
Água da chuva II
Eu gostaria de saber como esse aparelho consegue medir 15% de chuva para deixar passar, que mecanismo faz essa contagem é no inicio da chuva ou ao longo dela? E se existe algum filtro para limpeza da água coletada, mas que faça a limpeza de poeira e poluição que se acumulam nos telhados.
Guilherme de Albuquerque – zof@mailbr.com.br
Resposta ao leitor:
O conjunto Elfer mede continuamente o fluxo de água captado do telhado. Quando esse fluxo estiver livre do material particulado, o equipamento desviará para o reservatório de água para reuso. Para cada região e característica do telhado, corresponderá um volume para o dispositivo desviar o fluxo. Os protótipos estão funcionando bem e pretendemos estabelecer parceria com firmas ou pessoas interessadas nesse processo de economia de água potável. Grato pelo seu interesse. Elton
Transposição de águas
Parabenizo o trabalho da Águaonline, já que, quando passei a atuar no mercado de água há um ano e oito meses (com aparelhos para tratamento com a certificação da ISO 9001), pude observar muitas coisas só via em algumas reportagens, mas pensava que na prática não era tão sério. Dentro de um raciocínio lógico, realmente esta reportagem e uma “previsão” correta sobre a valorização da água em todo o mundo. Gostaria de receber, se possível, algo mais profundo sobre o tema em questão com alguns meios para eu me comunicar com empresas/orgãos que já estão transportando água de um lugar para o outro.
Pablo Hermsdorff Toledo – pablo-che@bol.com.br
Bacia do Danúbio
Sugiro que sejam publicadas reportagens sobre exemplos bem sucedidos de despoluição de rios Europeus, Tâmisa, Sena etc. Serviriam para nós leitores, políticos, empresários tomar uma maior consciência sobre o assunto poluição/despoluição. Obrigado.
Samuel – salacastro@ig.com.br
Fraldas ecológicas
Dentro dos conceitos que conheço, Ecologia é uma ciência que estuda o comportamento dos seres vivos em seus habitat. Logo está errado escrever ou pensar em fraldas ecológicas, trilhas ecológicas, frango ecológico…. Por favor achem outro nome para estas tais fraldas, em nome da Ciência. Pensem nisto e até breve.
Luiz Fernando Tatsch – ltatsch@viavale.com.br
Nota da redação:
Você tem razão Luiz Fernando. O emprego do termo não é correto. Pedimos desculpas aos leitores.
Recursos hídricos
Eu, juntamente com mais 44 companheiros (as), monitorados pela Profa. MS Cátia Zuffo (mailto:zuffo@enter-net.com.br), estamos fazendo um curso de extensão, titulado como Projeto Difusão Tecnológica em Recursos Hídricos – DIFrh, da Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica – FCTH, com apoio do Comitê Técnico de Recursos Hídricos da MCT – CT-HIDRO, formado pela ANA, MMA, SNRH, CNPq e outros, com objetivo de capacitar componentes de comitês de bacias hidrográficas, e aqui em Rondônia, sendo apoiado pela UNIR – Universidade Federal de Rondônia, e do Grupo Acqua Viva, dentre outros.
O curso está sendo ministrado em 6 módulos e, como primeiro exercício, estamos desenvolvendo um pré-projeto de levantamento de uma das microbacias do estado/capital, onde pretendemos levantar os múltiplos usos da água, seus usuários, área de influência, etc, como instrumentos para sua gestão. Na realidade a intenção é a formação de multiplicadores da idéia de gestão, e do crescimento da consciência de cidadania. Os dois primeiros módulos foram ministrados pelo Prof. Dr. Paulo Augusto Romera e Silva, que também é o Coordenador do Projeto, no período de 18 a 21 de junho de 2002. Acredito que seria de grande valia que os participantes deste nosso grupo (curso) também fossem assinantes da Águaonline, e vos pergunto: como poderia ser feito para que todos se inscrevessem?
Gabriel José Oliveira de Souza – Centro de Proteção Ambiental – CPA
gabriel-jos@eln.gov.br
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