
O autor do banner, reproduzido ao lado, é Luciano André de Araújo, 24 anos, formado em 2003/2 pela PUCRS no curso de Publicidade e Propaganda. Atua como diretor de arte em uma agência de publicidade.
Ele conta que essa idéia partiu da vontade de desenvolver uma maneira de conscientizar os amigos e conhecidos.E exemplifica: “na minha casa nínguem separava o lixo porque havia uma cesta só, Qual seria a maneira de passar essa mensagem? Como trabalho com comunicação, tento aliar esse meu conhecimento técnico para divulgar de maneira simples dicas de como ajudar o meio ambiente. No caso que eu citei, a solução foi colocar outro cesto de lixo ao lado do que já existia, em cada um deles havia uma etiqueta dizendo ítens destinados ao lixo seco e ítens destinados ao lixo orgânico”.
Ele cita outras necessidades, como economizar e reaproveitar água sem perder o conforto, evitar desperdício de energia elétrica, etc, tudo traz benefícios para o bolso e para a natureza. O projeto busca mobilizar as pessoas para que mudem, de maneira simples, suas ações cotidianas de utilização da água para ações mais saudáveis ao meio ambiente. Para isso será construído o blog “Ambientalize-se” que tratará do assunto, além de outras ações de preservação.
O site será um veículo para discussões e sugestões que têm como fim mobilizar as pessoas na luta pelo meio ambiente. O projeto contará com o envio semanal dicas por email que ensinarão como preservar a água e o meio ambiente entre outras ações práticas.
E dá o recado final: “a alma do projeto é garantir futuro concreto para o nosso meio ambiente, um futuro de natureza mais preservada, águas limpas e disponíveis para a humanidade. Não podemos deixar que a esse futuro escorra por entre nossos dedos”.
Cultivando Água Boa é destaque no Dia Mundial da Água
O programa Cultivando Água Boa, da Itaipu Binacional, foi apresentado , como uma experiência bem-sucedida de conservação dos recursos hídricos durante o SOS H2O, evento das Nações Unidas que celebra no Brasil o Dia Mundial da Água.
Órgãos de governo gestores dos recursos hídricos, grandes consumidores e organizações do terceiro setor expuseram em Foz do Iguaçu os resultados e avanços de práticas voltadas à preservação da água.
Com um conjunto de 70 projetos e 108 ações socioambientais voltados ao desenvolvimento sustentável, o Cultivando Água Boa consiste na preservação de rios, do solo e da vida na bacia hidrográfica do Paraná III, que compreende 29 microbacias afluentes do lago da usina.
Para o representante da agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), José Tubino, o Cultivando Água Boa é uma revolução para a bacia hidrográfica do Paraná III. “O programa funciona democraticamente pois ouve os anseios das pessoas e, assim, consegue obter resultados com mais rapidez. Quem ganha com isso é o meio ambiente”, afirmou Tubino.
A área de atuação do programa abrange 28 cidades da região Oeste do Paraná e o município de Mundo Novo (MS). Sua metodologia está baseada no PDCA (sigla em inglês que corresponde a planejar, fazer, checar e agir), e envolve parceiros locais, dentro do conceito de co-responsabilidade.
“O Cultivando Água Boa é a construção de um novo jeito de ser, de viver e de consumir, dentro de uma visão holística de mundo”, disse o diretor de Coordenação da Itaipu, Nelton Friedrich.
Toneladas de lixo no Sinos

Mais de 10 mil garrafas plásticas, 300 garrafas de vidro, isopor, lâmpadas, televisores e até uma carcaça de um computador. Este foi o resultado da operação de coleta de lixo no Rio dos Sinos feita por voluntários que totalizou 484 sacos de resíduos.
“Essas barreiras que instalamos retêm 80% do lixo de 25 municípios, que vêm desde a nascente. Isto é só uma parte do lixo jogado no último mês” lamenta o presidente da ONG Instituto Martim Pescador, Henrique Prieto, que coordenou a atividades
“Temos consciência de que essas atividades não são a solução para o rio. Mas o impacto dessas imagens têm impacto e as pessoas se dão conta de que não podem jogar lixo e objetos nos rios ou nos arroios ” diz o ambientalista,
Dança dos climas
Agência FAPESP
Se o aquecimento global prosseguir no mesmo ritmo, muitos dos diferentes climas do planeta poderão desaparecer, dando lugar a climas atualmente inexistentes, com aumento do risco de extinções e outros eventos ecológicos, segundo estudo realizado por grupos de pesquisadores norte-americanos que acaba de ser divulgado,
A equipe liderada por John Williams, do Departamento de Geografia da Universidade de Wisconsin, procurou estimar o risco de aparecimento ou desaparecimento de climas até o ano de 2100, utilizando modelos globais e projeções de emissões de gases-estufa divulgadas em fevereiro pelo Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês).
Os pesquisadores concluíram que, tanto em cenários de baixas emissões quanto nas piores projeções, muitas regiões poderiam ser submetidas a mudanças na escala dos biomas.
As regiões tropicais e subtropicais poderão ganhar climas nunca registrados, com mudanças mais radicais nas florestas tropicais da Amazônia e da Indonésia. Áreas como o sudeste dos Estados Unidos e a península Arábica também seriam afetadas.
De acordo com o estudo, os climas atuais podem desaparecer completamente nas montanhas tropicais e regiões polares, como os Andes peruanos e colombianos, a Sibéria e o sul da Austrália. No pior cenário, até 48% da superfície do planeta ficaria com novos climas. No melhor cenário, as projeções são de 20%.
As regiões que enfrentariam completo desaparecimento do clima atual correspondem às que foram recentemente identificadas como áreas prioritárias para conservação da biodiversidade. Com isso, as soluções habituais de conservação poderiam fracassar na tentativa de proteger a biodiversidade desses locais.
Os modelos obtidos indicaram que a Amazônia é uma área que corre riscos especiais, podendo perder vastas áreas de florestas e ficando submetida a incêndios freqüentes. “O potencial para surpresas ecológicas nos trópicos aumenta a urgência dos atuais esforços de conservação”, afirma o estudo.
O artigo Projected distributions of novel and disappearing climates by 2100 AD, de John W. Williams e outros, pode ser lido por assinantes da Pnas em www.pnas.org.

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