Corais caribenhos sob ameaça da poluição

Uma doença que destrói uma espécie de coral caribenho foi rastreada até se encontrar que a origem é uma bactéria encontrada nas fezes humanas. Em alguns recifes da Flórida, Estados Unidos, até 95% dos corais elkhorn (chifre de alce) estão desaparecendo pela doença conhecida como “varíola branca”. Esta espécie era a mais comum de todo o Caribe, mas agora está sendo proposta a sua inclusão na lista de espécies em perigo de extinção.

A descoberta, publicada na revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, aponta a poluição causada por águas residuais como a causa potencial desta doença. Esta pode ser a primeira vez que se encontram sinais de que uma bactéria humana está vinculada a uma enfermidade nos corais.

O problema é particularmente grave nos Cayos da Flórida, onde os esgotos domésticos são tratados em campos sépticos e não recebem tratamento extensivo para matar as bactérias. A “varíola branca” se apresenta como pequenos pontos brancos nos corais e destrói o tecido vivo dos mesmos. Em média, a doença se alastra 2,5 cm² ao dia nos corais afetados.

Entretanto ainda não há provas conclusivas de que a origem da bactéria sejam os esgotos domésticos. O doutor John Bythell, do Departamento de Ciências Marinhas da Universidade de Newcastle, Inglaterra, afirmou que era a primeira vez que uma bactéria encontrada em seres humanos era associada a uma doença coralina.

Ele não descartou a hipótese de que a bactéria poderia estar atacando corais já debilitados por outras causas. Entre essas podem estar a mudança de temperaturea da água do mar, ou excesso de pesca, o que faz aumentar a presença de algas na região. O excesso de algas sufoca as formações coralinas.

Fonte: Ayaba.com.

Crédito das fotos:

Andrew Bruckner, NMFS HQ – Office of Protected Resources

University of Georgia

Craig Quirolo: http://www.reefrelief.org/Image_archive/

Agenda 21 na escola Anglo

Um belo exemplo de engajamento com os propósito da Agenda 21 está sendo dado pelo estudantes da cidade de Bariri, do Centro de Educação Básica, escola do Sistema Anglo de Ensino. Contando com a orientação dos professores, eles desenvolveram, durante o ano passado, um projeto baseado em cinco dos 14 subtemas propostos na agenda: água, gerenciamento do solo, qualidade do ar, resíduos sólidos e arborização urbana.

Por dois meses, o corpo docente da escola estudou a fundo as medidas propostas na agenda, recebendo o apoio do Ministério do Meio Ambiente, que forneceu o material necessário para a conclusão dessa etapa inicial. Em seguida, os subtemas foram divididos entre as séries, envolvendo cerca de 250 alunos de todo o Ensino Fundamental ao primeiro ano do Ensino Médio.

“A intenção foi despertar os estudantes sobre a questão ambiental, promovendo posteriormente a conscientização da população e a mobilização dos órgãos públicos”, explica a idealizadora do projeto e diretora do colégio, Luiza Regina Zancopé. Segundo ela, a experiência foi fundamental para enriquecer o conteúdo pedagógico transmitido pela instituição: “Como o material didático utilizado estimula a preservação ambiental desde as primeiras séries, os alunos puderam exercitar o que já vinham aprendendo”, afirma. A parte prática do trabalho aconteceu no decorrer do ano, com a elaboração de estudos e pesquisas detalhadas acerca dos temas escolhidos. Foram analisados o gerenciamento do solo e lixo seletivo, a situação dos rios e do lago artificial que corta a cidade, a emissão de poluentes, entre outros itens não menos importantes.

Em extinção

Pesquisadores da Universidade da Geórgia rastrearam a doença até a bactéria chamada Serratia. marescens, presente com muita freqüência nas fezes humanas e de alguns animais.

O professor James Porter, diretor desta pesquisa, indicou que “o elkhorn era o coral mais comum no Caribe, mas agora está sendo proposta a inscrição na lista de espécies em perigo”.

Novo Departamento

Depois de traçado o perfil da situação do município e apontadas soluções para os problemas em questão, o relatório foi apresentado pelos próprios alunos em sessão extraordinária na Câmara Municipal de Bariri. Segundo o prefeito da cidade, Francisco Leoni Neto, graças ao trabalho da escola, a administração pública começou a implantar sua agenda local. “Os relatórios já estão sendo estudados e, em breve, iniciaremos ações concretas”, garante.

Em conseqüência do projeto, Bariri já ganhou um setor para cuidar dos assuntos relacionados à preservação ambiental – pasta até então inexistente na cidade – e reativou o Conselho Municipal do Meio Ambiente, inativo desde 1986.

Embora o projeto do colégio Anglo Bariri tenha sido concluído, os alunos continuam visitando periodicamente vários pontos da cidade, com a finalidade de fiscalizar e cobrar ações do poder público. A escola também elaborou um jornal com enfoque em questões ambientais, distribuído gratuitamente em toda a região.

Agenda 21

A Agenda 21 foi estabelecida durante a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (UNCED), realizada no Rio de Janeiro, em 1992, e é o resultado de uma série de discussões entre as centenas de chefes de estado que estiveram ali presentes. Ela propõe que os diversos países do mundo tomem medidas para que, neste século, seja garantida a sustentabilidade das atividades humanas e a melhoria da qualidade de vida para as atuais e futuras gerações. Os compromissos com o documento serão reforçados, neste ano, durante a Rio+10, que ocorre entre 26 de agosto e 4 de setembro, na África do Sul. A conferência recebe este nome por acontecer uma década depois da Rio-92.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Sistema Anglo de Ensino

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