
Grupos ambientalistas e de cidadãos de todo o mundo realizaram demonstrações e protestos contra a incineração de resíduos reclamando aos governos que detenham a adoção desta tecnologia contaminante e adotem soluções reais para a crise dos resíduos para assinalar a data de 18 de junho, considerado o Dia Mundial contra a Incineração de Resíduos. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, os incineradores são responsáveis por 69% das emissões mundiais de dioxinas.
As emissões da incineração e as cinzas tóxicas têm sido vinculadas à contaminação do ambiente, dos alimentos e do leite materno em todo o mundo. As dioxinas são substâncias extremamente tóxicas que se acumulam nas gorduras e podem provocar malformações congênitas, problemas reprodutivos, danos no sistema imunológico e câncer.
“A Argentina assinou este acordo para eliminar as dioxinas mas continua permitindo a instalação de incineradores, e as empresas se aproveitam do desemprego para conseguir a permissão das autoridades”, reclama Gladys Enciso, da Associação Civil Moronense e secretária da Coalizão Anti-incineração.
“A Província de Santa Fé é uma das preferidas pela indústria da incineração que já tentou instalar numerosas usinas que foram detidas pela mobilização popular”, disse Jorge Nallino, do Centro Ecologista “Renascer” . “A última destas propostas está ainda sendo analisada pelas autoridades e prevê a construção de um mega incinerador de resíduos urbanos e industriais na localidade de Fray Luis Beltrán, mas esperamos que a decisão final priorize o ambiente e a saúde humana” declarou.
Os ambientalistas lembram que em fevereiro deste ano a cidade de Buenos Aires proibiu a incineração de resíduos patogênicos por decisão unânime do Legislativo. Outras localidades como Villa Constitución e Coronel Bogado (Santa Fé) recentemente proibiram a instalação destas usinas. A expectativa é de que nos próximos meses o Congresso argentino comece o processo de ratificação do Convênio de Estocolmo assinado em maio de 2001.
Para mais informações sobre este tema contatar: Gladys Enciso (15-4577-7576), Jorge Nallino (03400-470450)
ONGs querem moratória na Argentina
Na Argentina as organizações da Coalizão Cidadã Anti-Incineração (1) enviaram uma carta ao Engº. Carlos Merenson, Secretário de Meio Ambiente, reivindicando uma mudança nas políticas atuais que ainda impulsionam esta tecnologia e pelo fato de que as usinas existentes no país não são controladas em suas emissões mais contaminantes.
As organizações querem uma moratória na instalação de novos incineradores no país e um plano de fechamento dos existentes.
Os protestos se realizaram em quase 50 países ao mesmo tempo em que iniciava a 6ª reunião de Negociação do Convênio de Estocolmo sobre Contaminantes Orgânicos Persistentes, em Genebra. Este Convênio, do qual a Argentina é signatária, obriga os governos à eliminação de 12 das substâncias tóxicas mais persistentes do planeta.
O Convênio também identifica a todos os incineradores de resíduos, incluídos os fornos de cimenteiras que queimam resíduos perigosos como “combustível alternativo”, entre as principais fontes de dioxinas e recomenda o emprego de tecnologias alternativas para evitar a emissão destes tóxicos.
Anti-incineração
(1) A Coalizão Cidadã Anti-incineração foi criada em 1995 e reúne ONGs ambientalistas e de cidadãos da Argentina que são afetados pelos problemas derivados da incineração de lixo em sua localidade e vêm se mobilizando para barrar a instalação de novas usinas. A entidade é membro da GAIA, Aliança Global contra a Incineração – www.no-burn.org – que agrupa centenas de organizações de todo o mundo que lutam contra a tecnologia de incineração.
Pops
O tratado já foi ratificado por 11 países e tem por objetivo a eliminação de substâncias tóxicas que incluem os PCBs, dioxinas, furanos e pesticidas como hexaclorobenzeno, mirex, toxafeno, DDT, heptacloro, clordano, aldrin, eldrin e dieldrin.
Uso racional da água
A Sabesp está implantando o Programa de Uso Racional da Água (PURA) na Unidade Tatuapé da Febem e no Hospital do Servidor Público Estadual. O Programa prevê modernização das instalações hidráulicas, troca de aparelhos tradicionais por outros mais econômicos, detecção e correção de vazamentos de água, entre outras ações. A adoção de medidas simples – como a troca do courinho da torneira que está pingando – pode representar a economia de mais de um metro cúbico por mês. Gotejando, uma torneira chega a um desperdício de 46 litros por dia. Isto é, 1.380 litros por mês ou uma caixa de água.
No Hospital do Servidor Público Estadual, mais de 10 mil pessoas freqüentam o local diariamente. Esta população encontrará cartazes e folhetos sobre o uso racional. Essas ações fazem parte do trabalho de conscientização desenvolvido dentro do PURA. Através dessas peças publicitárias e de palestras, os envolvidos aprendem que a água é um recurso escasso que pode vir a faltar. Alterando hábitos simples, como fechar a torneira ao escovar os dentes, o cidadão ajuda o Planeta e essas instituições economizam na conta de água.
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