Não Abandonemos as Zonas Áridas é tema do Dia Mundial do Meio Ambiente

Tradução: Maria do Carmo Zinato

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi estabelecido pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1972, por ocasião da abertura da Conferência de Estocolmo sobre o Meio Ambiente Humano. Outra resolução, adotada pela Assembléia Geral no mesmo dia, levou à criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Essa data é celebrada de diversas formas, como desfiles nas ruas, passeios de bicicleta, concertos ao ar livre, concursos de monografias ou posters, plantio de árvores, promoção de reciclagem, campanhas de limpeza ou outras atividades. Os chefes de Estado, primeiros ministros e ministros do Meio Ambiente fazem declarações e se comprometem a cuidar da Terra, são feitos compromissos mais sérios que levam à criação de estruturas governamentais permanentes, dedicadas ao gerenciamento e ao planejamento econômico. Isto também acaba por criar uma oportunidade para a assinatura ou ratificação de convenções ambientais internacionais.

O tema selecionado para o Dia Mundial do Meio Ambiente de 2006 (DMMA 2006) é Desertos e Desertificação e o lema Não Abandones as zonas áridas! Esse slogan enfatiza a importância de se protegerem as terras áridas, que cobrem mais de 40% da superfície do planeta. Este ecossistema é lar de um terço da população mundial, a mais vulnerável de todas. As celebrações principais do DMMA 2006 acontecerão na Argélia, sendo a cidade de Argel a anfitriã deste dia especial.

De modo geral, a agenda das Nações Unidas pretende dar uma cara humana aos temas ambientais, motivando as pessoas a converterem-se em agentes de desenvolvimento sustentável e eqüitativo. Também pretende promover o entendimento de que as comunidades são um detonador das mudanças de atitude com relação aos temas ambientais. Busca-se uma sociedade que pretenda que todas as nações e pessoas desfrutem de um futuro mais próspero e seguro.

Em sua mensagem para o DMMA 2006, o presidente da República Democrática e Popular da Argélia, H. E. Abdelaziz Bouteflika, fala do Continente Africano que tem grandes extensões de desertos e zonas áridas, sendo o mais afetado e vulnerável com relação às devastadoras conseqüências da alarmante degradação das terras férteis. “As secas persistentes e cíclicas, os freqüentes desastres naturais, a pobreza, a migração e outros aspectos dramáticos do subdesenvolvimento têm tido múltiplas conseqüências, impossíveis de se limitar a estreitos contextos e espaços nacionais ou regionais, pois atravessam fronteiras políticas e naturais dos Estados Nações. A Nova Aliança para o Desenvolvimento da África (NEPAD), iniciativa africana única e inovadora, da qual a Argélia é promotor-chave, constitui uma resposta decidida e responsável aos grandes desafios que este continente enfrenta atualmente.”

Impactos do desenvolvimento incipiente

Os principais objetivos da África no que se refere ao meio ambiente, para enfrentar os impactos do desenvolvimento incipiente neste continente são: combater a desertificação, conservar e desenvolver de maneira integrada e racional as zonas áridas, semi-áridas, montanhosas e de florestas; preservar os recursos hídricos e reduzir os índices de pobreza.

Continua: “Em 2005, em San Francisco, com o lema “Cidades verdes: planejar para o planeta!”, fomos convidados a adotar acordos para a criação de uma rede de cidades que lutam para alcançar um desenvolvimento urbano sustentável. Neste ano, convidamos a todos a adotar a Carta Mundial sobre os Desertos e o Combate contra a Desertificação, para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente e o encerramento do Ano Internacional dos Desertos e da Desertificação.

Assim, esperamos contribuir para o cumprimento de algumas das Metas de Desenvolvimento do Milênio”.

Fonte: http://www.pnuma.org.

Leave a Reply

Your email address will not be published.