Pesquisa inédita classificará áreas úmidas de MT

O Pantanal Mato-grossense passará por uma minuciosa classificação. O trabalho, que fará um estudo para identificar todas as áreas úmidas do Estado, é inédito no país e será feito por técnicos das universidades federal e estadual de Mato Grosso. A decisão saiu dos debates realizados numa das oficinas do 1o Fórum de Meio Ambiente e Sustentabilidade, a de “Política Ambiental para o Pantanal”, nesta sexta-feira (05.08).

Produtores rurais, pesquisadores, profissionais de turismo e técnicos dos órgãos públicos ambientais que participam da oficina definiram a ação como a primeira prioridade do grupo e querem rapidez no processo. “As pessoas não sabem fazer essa identificação, no Cerrado existem buritis, por exemplo, e é uma área úmida que muitos desconhecem. Precisamos definir onde deve ser preservado, por isso é necessária uma classificação dessas áreas”, afirmou a coordenadora dos trabalhos, Carolina Joana da Silva.

Ela explica que há necessidade de definir o que pode e não pode ser feito no Pantanal, que é basicamente composto por áreas úmidas. “Hoje, as legislações são confusas e as pessoas se sentem livres para agirem conforme lhe convém, por isso a importância de classificação dessas áreas”, salientou. De acordo com a coordenadora, já existe uma base de dados que facilitará a classificação. O que deve ser feito a partir de agora é a sistematização e organização as informações, um trabalho que pode ser concluído até o final desse ano.

A partir dessa classificação, outras ações poderão ser desenvolvidas, como é o caso da criação de um “selo verde” para valorizar o gado pantaneiro. “A partir da preservação do meio ambiente, da certeza da inexistência do trabalho escravo na pecuária, por exemplo, podemos criar um selo que irá valorizar muito o gado da região do Pantanal”, explicou. Mas esse é um projeto que, segundo Carolina, demandará mais tempo e investimento e deve começar somente após a classificação das áreas úmidas do Estado.

Fonte: Redação/Secom-MT

Discovery vê devastação do espaço

A comandante Eileen Collins disse que os astronautas Discovery viram do espaço uma destruição ambiental generalizada naTerra e advertiu que é preciso um maior cuidado para proteger os recursos naturais.

’’É possível ver como está a erosão e os desmatamentos que estão muito avançados em algumas partes do mundo’’, disse Collins em uma conversación com autoridades japonesas em Toquio, da qual participou o primeiro ministro Junichiro Koizumi.

’’Como astronautas, gostaríamos de ver as pessoas cuidando da Terra e restituindo os recursos que foram utilizados’’, disse Collins,

Cocaína no Rio Pó

Dados da pesquisa feita por um Instituto italiano indicam que a cada dia são consumidas mais de 40 mil doses só no Vale do principal rio da Itália. Segundo o Prof. Silvio Garattini, diretor do Instituto Mario Negri de Pesquisas Farmacológicas de Milão, a pesquisa revelou que a cada dia são consumidas cerca de 40.000 doses de cocaína no vale do Po. Essa conclusão está baseada na análise da urina detectada nas águas do maior rio italiano. As estimativas oficiais para a região tinham como admissão um número de consumidores que não ultrapassava 15.000 pessoas.

A identificação da cocaína foi feita através da análise da Benzoilecgonina, substância eliminada na urina dos consumidores da droga, nas águas residuais. A convicção dos pesquisadores se baseia no fato de que a Benzoilecgonina é um subproduto do metabolismo humano e não pode ser produzido mediante outros meios.

Os resultados apontaram que o rio Pó, com cinco milhões de pessoas que vivem em suas imediações, arrastava diariamente pelo menos quatro quilos de cocaína.

O estudo do Instituto Mario Negri, foi realizado em colaboração com a Università dell’Insubria (VA) e publicado na revista científica “Environmental Health: A Global Access Science Source” (consulta: www.ehjournal.net.

O método poderá auxiliar no monitoramento do uso de substâncias ilícitas pela população, em âmbito local e em tempo real, preservando o anonimato dos indivíduos.

Fonte: www.marionegri.it

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