
Segundo maior bioma (conjunto de seres vivos) do Brasil e da América do Sul, os Cerrados abrangem aproximadamente um quarto do território brasileiro, com mais de 2 milhões de km², estende-se por 13 unidades da Federação: Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rondônia, São Paulo e Tocantins, destacando-se pela sua biodiversidade.
É uma região rica em espécies vegetais e animais. Em cada hectare de cerrado, podem ser encontradas até 400 espécies diferentes de plantas. São conhecidas, até o momento, 1.575 espécies animais no cerrado, formando o segundo maior conjunto animal do planeta. O cerrado possui solos antigos, profundos e bem drenados, nutricialmente ácidos e de baixa fertilidade, com altos níveis de ferro e alumínio. O clima é estacional, com duas estações bem definidas: seca e úmida, com precipitação média anual de 1.500mm e grandes variações intrarregionais.
A origem da vegetação do cerrado é ainda assunto discutido entre os especialistas. Especula-se que a estacionalidade climática, a pobreza nutricional do solo, e a ocorrência de fogo sejam os determinantes primários da vegetação.
O cerrado é o berço dos rios que formam as principais bacias hidrográficas do continente sul-americano: nele nascem as Bacias dos Rios Paraná, Paranaíba, Paraguai, e São Francisco e parte dos afluentes do lado direito da Bacia Amazônica.
A ocupação do cerrado iniciou-se no século XVIII, com a abertura e o assentamento de povoados para exploração de ouro e pedras preciosas. Com a exaustão das minas, a região passou a ser explorada para criação extensiva de gado. A ocupação mais intensiva iniciou-se na década de 1930, através da ligação ferroviária entre São Paulo e Anápolis, passando pelo triângulo mineiro, mas o fator que influenciou de forma marcante para que o cerrado fosse visto como uma fronteira agrícola foi a construção de Brasília, no final da década de 1950, e a nova malha rodoviária construída, interligando a nova capital aos demais estados.
Fonte: www.chapadaodoceu.go.gov.br
Parque da Chapada dos Veadeiros
Localizado no Estado de Goiás, a 250 Km de Brasília e 500 Km de Goiânia, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros pertence a uma das mais belas maravilhas encontradas no coração do Brasil – A Chapada dos Veadeiros – o ponto de maior luminosidade visto da órbita da Terra, segundo pesquisa da NASA, devido à quantidade de cristais de quartzo que afloram do solo, além de inúmeros outros metais e minérios. Criado em 11 de Janeiro de 1961 pelo Decreto no. 49.875 / 61, e ocupando área de 65.515 hectares, apresenta a seus visitantes um clima tropical quente semi-úmido, com temperatura média anual de 24 a 26 graus centígrados, variando entre o mínimo de 4 a 8 graus centígrados e o máximo entre 40 e 42 graus centígrados. Com altitudes de 600 ms a 1650 ms, corresponde ao pedi-plano mais alto do Brasil Central. No ponto mais alto do Parque encontra-se a Serra de Santana.
Rio Preto
O principal rio que drena o Parque Nacional dos Veadeiros é o Rio Preto, afluente do Rio Tocantins. Ao longo do seu percurso podemos encontrar várias cachoeiras, entre elas o Salto do Rio Preto, com 120 ms de altura, a base do salto, com 80 ms, e as Cariocas. Igualmente de grande beleza despontam os Canyons, paredões de até 40 ms de altura e vãos de até 300 ms.
Cristais de rocha afloram do solo entre a bela flora com variada vegetação do cerrado, composta por matas ciliares, campos cerrados, cerrados abertos típicos, como também por florestas de galeria, onde podem ser encontradas mais de 25 espécies de orquídeas, além de outras como o Pau d’Arco Roxo, a Copaíba, a Aroeira, a Tamanqueira, o Jerivá, os Buritis e o Babaçu.
A rica fauna da região abriga espécies ameaçadas de extinção como o Veado Campeiro, o Cervo do Pantanal, a Onça Pintada e o Lobo Guará, além de outras como a Ema, a Seriema, o Tapeti, o Tatu Canastra, o Tamanduá Bandeira, a Capivara, a Anta, o Tucano de Bico Verde, o Urubu Rei e o Urubu Preto.
Unidade: Parque Nacional das Emas/GO
Objetivos da Unidade
Proteger amostra representativa do bioma cerrado, bem como proteger habitat da fauna endêmica e conservar diversas nascentes dos rios Jacuba e Formoso, afluentes do Parnaíba da bacia do Paraná.
Decreto e data de criação
Foi criado pelo Decreto No. 49.874 de 11.01.196. A criação do parque se deu na época do então presidente Juscelino Kubistchek em terras, em sua maior parte, devolutas do estado de Goiás, abrangendo pequena parte do estado do Mato Grosso. Seu nome é devido ao grande número de emas que ali se encontram.
Localização
O Parque é limítrofe de um grande complexo de sítios arqueológicos, situados no vale do rio Verdinho e Corrente. Não consta bibliografia da presença indígena na unidade, mas em seu entorno, sabe-se da presença dos índios Caiapós.
Possui uma área de 133.063 ha. Está localizado no extremo sudeste do estado de Goiás, no município de Mineiros. O acesso é feito através das BR-364, GO-32 e GO-51. Fica a 700 km de distância de Brasília e possui campo de pouso para aeronaves de pequeno porte.
O Parque possui uma diversidade paisagística muito grande e uma fauna silvestre de fácil visualização para os visitantes. A época melhor para visitação é na estação quente e não muito chuvosa.
Conta com uma fauna muito abundante, como: emas, siriemas, perdizes, codornas, curicata e arara canindé. Abriga ainda algumas espécies ameaçadas de extinção, sendo: veado-campeiro, cervo-do-pantanal, tamanduá bandeira, lobo-guará, onça parda, tucano-açu, mutum, jaguatirica etc.
Queimadas
As queimada são um dos principais problemas da unidade, sendo a maioria provocada principalmente pelo homem, seja para abrigar novas frentes agrícolas, para obtenção de forragem fresca ou ainda por palitos de fósforo acesos jogados no chão e quedas de balões durante as festas juninas.

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