
É popularmente conhecida como Tartaruga de Couro devido à sua carapaça, de coloração preta, ser parecida com couro. Pode chegar a ter 257cm de comprimento e pesar mais de 900 kg. Está mais adaptada às águas frias devido à sua derme grossa e oleosa. Como resultado, é a mais amplamente distribuída; há registros em altas latitudes onde as temperaturas da água oscilam entre 10º C e 20º C.
Esta espécie se aproxima da costa somente durante a temporada de reprodução. Também consegue descer a grandes profundidades e está bem adaptada aos mergulhos profundos. É uma tartaruga carnívora, se alimentando basicamente de águas-vivas e de sua fauna acompanhante. Por causa desta alimentação, freqüentemente confunde sacos plásticos ou celofane com águas-vivas e corre o risco de morrer por indigestão.
No Brasil está em situação muito delicada, poucos exemplares chegam ao litoral do Espírito Santo para efetuar a postura.
As fêmeas normalmente desovam de 4 a 6 vezes por temporada, com 61 a 126 ovos por ninho. Normalmente mais da metade do ninho consiste de ovos pequenos e sem gema (não férteis). A incubação varia de 50 a 78 dias e a temperatura “ótima” é por volta de 29º C.
Ameaças

Doenças e parasitas: Fibropapilomatose cutânea, uma doença das Tartarugas Verdes, é um tumor que pode causar sua morte indiretamente; tartarugas que têm a visão bloqueada pelos tumores não conseguem se alimentar corretamente; estudos sobre a origem desta doença estão sendo realizados. Espiroquidíase resulta em anemia e enterite. fazendo com que as tartarugas morram ou se tornem mais suscetíveis a se estressarem. Infecções bacterianas ou por fungos em ovos pode ser a maior causa de mortalidade.
Outras tartarugas desovando: Quando há muitas fêmeas desovando em um mesmo local, várias delas podem fazer seu ninho sobre outro podendo quebrar os ovos ou impedir que os filhotes consigam chegar à superfície.
Vegetação: É a menor causa de mortalidade natural, raízes de plantas podem invadir os ninhos das tartarugas e causar mortes. As plantas podem também prender as tartarugas; filhotes podem ficar emaranhados quando estão indo para o mar e fêmeas desovantes podem ficar fatalmente presas na vegetação da praia.
Estresse térmico
Hipotermia em tartarugas marinhas pode causar um estado de coma e resultar em morte. As de menor tamanho estão mais suscetíveis à hipotermia.
Ameças das atividades humanas
Aumento da presença humana: Isto pode causar a interrupção da fêmea desovante, em qualquer estágio do processo de desova. Estes distúrbios na praia podem fazer com que a fêmea abandone esta praia, atrase a postura dos ovos e selecione uma praia ruim para a desova. Há também o risco de atropelamento, tanto de filhotes quanto das fêmeas, por veiculos.
Predadores
Seus ovos e embriões são comidos por caranguejos, porcos e lagartos. Já os filhotes são predados por mamíferos, aves, peixes e lulas. Juvenis e adultos são atacados por tubarões e baleias Orca (Orcinus orca).
Geralmente não há pesca comercial para esta tartaruga, mas em alguns lugares sua carne é usada como isca na pesca de tubarões.
Caça e coleta
Antigamente era comum matar as tartarugas marinhas para se consumir a carne e usar o casco para fazer armações de óculos, pentes e enfeites. Geralmente elas eram apanhadas quando subiam à praia para desovar. Os ovos eram retirados para alimentação da comunidade de pescadores. Hoje a caça e a coleta de ovos estão proibidos por lei.
Iluminação artificial
Luzes artificiais de prédios, veículos, ruas e outros podem causar a desorientação dos filhotes de tartarugas, pois estes se guiam pela claridade para chegar até o mar. O resultado disso é geralmente fatal, fazendo com que os filhotes andem para o lado oposto do mar.
Poluição: A poluição das águas por elementos orgânicos e inorgânicos interfere na locomoção e alimentação e prejudica o ciclo de vida desses animais.
Redes de pesca:
A pesca às tartarugas marinhas é proibida por lei federal, mas freqüentemente elas se emalham acidentalmente nos diversos tipos de artefatos de pesca, e sem conseguir respirar, acabam desmaiando. Os pescadores achavam que já estivessem mortas e jogavam-nas de volta para a água, provocando assim sua morte por afogamento. Com o trabalho do Projeto TAMAR estes pescadores aprenderam a reanimar as tartarugas.
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