Captação de água das chuvas para irrigação e utilização nos banheiros, estação de tratamento de esgoto própria e um projeto de arquitetura em harmonia com o meio ambiente. Assim será o novo Colégio Adventista do Embu das Artes, com inauguração marcada para o dia 31 de janeiro de 2005.
O projeto também inclui um sistema para reduzir o calor nas salas de aula e nas dependências administrativas durante o verão. Serão instaladas “brises”, espécie de palhetas colocadas nas laterais das paredes. As “brises” reduzem a incidência dos raios solares, além de melhorar a circulação de ar na parte interna dos prédios, explica o engenheiro Adolfo dos Reis Filho, responsável pela obra.
O sistema, além de ecologicamente correto, contribui para a redução do consumo de energia elétrica, uma vez que dispensa o uso de ar condicionado. O projeto também prevê a utilização da iluminação natural. Para facilitar a manutenção e a limpeza, as salas estão sendo construídas com cantos arredondados.
Um outro diferencial da escola em relação à ecologia é a horta pedagógica e a fazendinha que terá, entre outros animais, cavalos, vacas, pôneis e ovelhas. Essa infra-estrutura facilita o ensino dos princípios ecológicos aos alunos da pré-escola e do ensino fundamental, segundo a Diretora da Escola, Marizane Pires. A unidade funcionará como um centro ecológico de referência para a Rede Adventista.
Antes mesmo de ser concluída, a Escola já é considerada modelo para o setor educacional. Muitos diretores de outras instituições têm visitado a obra, que fica em uma área de 12 mil metros quadrados, cercada de verde por todos os lados.
O Colégio Adventista de Embu das Artes faz parte da Rede de 17 escolas adventistas da Região Sul de São Paulo, onde estudam cerca de dez mil alunos. Em todo o Brasil a Rede conta com 400 escolas de Ensino Fundamental e 118 de Ensino Médio. Nos dois níveis estudam mais de 110 mil alunos. Em todo o mundo são mais de 1,2 milhão de estudantes.
Fonte: Pauta Social
Conheça mais sobre o peixe-boi

O peixe-boi pertence à Ordem Sirênia e é o único mamífero aquático herbívoro. Ele vive na água, mas precisa vir à superfície em intervalos de 2 a 5 minutos para respirar. A espécie marinha (Trichechus manatus) pode medir 4 metros e pesar até 800 quilos!
O peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis) é menor: atinge 2,5 metros e pesa até 300 quilos. Além disso, ele é mais escuro e tem o couro liso. Uma outra diferença em relação a seu parente marinho é que o exemplar da Amazônia não tem unhas nas nadadeiras peitorais. É também o único dos sirênios exclusivo de água doce. O peixe-boi da Amazônia é uma espécie endêmica, ocorrendo apenas nos sistemas do rio Amazonas, no Brasil e do rio Orinoco, no Peru.
O peixe-boi é um animal de vida longa. Estudos revelam que a espécie vive até 50 anos, podendo, em alguns casos, chegar a 60 anos. Ao longo do tempo, o homem tem sido, em grande parte, o responsável pelo encurtamento da vida desse animal. A caça indiscriminada fez do peixe-boi o mamífero aquático mais ameaçado de extinção no Brasil. Além da caça deliberada, outros fatores de extinção são a morte acidental em redes de pesca, o encalhe de filhotes órfãos e a degradação ambiental.
Fonte: www.projetopeixe-boi.com.br
Projeto Peixe-Boi comemora 10 anos
Luís Boaventura
O Projeto Peixe-Boi está comemorando uma década de reintroduções de animais em ambiente natural. Os primeiros foram Astro e Lua, soltos em dezembro de 1994, na praia de Paripueiras, em Alagoas. Depois vieram os animais: Folia, Aldo, Aparecida, Araqueto, Boi Voador, Xuxu, Pipinha, Assú e Nina.
Para comemorar os dez anos da primeira soltura, o Centro Mamíferos Aquáticos/Ibama e a Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA), instituições co-gestoras do Projeto Peixe-Boi, que tem o patrocínio oficial da Petrobras, reintroduziram mais três animais: os filhotes órfãos Tico e Tuca e o jovem Assú, que já havia sido solto em 2003.
Assú deslocou-se por mais de 500 km, até a praia do Forte, na Bahia, e perdeu cerca de 65 kg, passando apenas quatro meses em liberdade.
Para que a adaptação dos animais ao novo ambiente seja um sucesso, os peixes-bois precisam passar sete dias numa espécie de curral, é um cativeiro em ambiente natural construído dentro do mar. É nesse local que Tico, Tuca e Assú estão se acostumando com a variação das marés e correntes marítimas.
Para que a comunidade também possa ajudar nesta adaptação estão sendo realizadas palestras em escolas da rede pública, em quatro colônias de pesca e distribuição de cartazes e camisetas de colaborador.
De acordo com a IUCN, International Union for the Conservation of the Nature, todas as espécies de sirênios ainda existentes correm riscos de extinção.
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