Como pesquisar sobre água na Internet

Que o tema água vem merecendo a atenção e o alerta de diferentes segmentos sobre a necessidade de sua proteção e valorização não há dúvidas. Centenas de sites, revistas, boletins e listas de discussão são distribuídos diariamente e a Internet é hoje o grande manancial de informações utilizado por adultos e crianças, especialistas, governantes ou donas-de-casa para tirar dúvidas, buscar subsídios ou simplesmente saber um pouco mais sobre ela.

O grande dilema de quem busca a informação é ir direto ao foco da pesquisa descartando as centenas de opções que a palavra água oferece nos mecanismos de busca mais comuns, como o Google ou o UOL.

Para dar uma idéia dessa diversidade fizemos uma pesquisa no UOL, que mostrou 82.027 títulos. Os 10 primeiros relacionaram: um serviço municipal de água e esgoto, duas ONGs, um consórcio de bacias, um serviço de informática, uma empresa de água mineral, uma revista digital e dois sites sobre tratamento de água. Não foi muito diferente o resultado do Google mas a oferta neste portal de busca contabilizou 3,9 milhões de sites onde pode ser encontrada a palavra ÁGUA.

Tornar acessível o maior número de informações sobre água na Internet, construir e fortalecer as parcerias em recursos hídricos entre as nações, organizações e indivíduos; promover a educação e o aberto intercâmbio de informações e conhecimentos técnicos, e melhorar a comunicação, cooperação e compromisso financeiro para com o manejo dos recursos hídricos e solo, no contexto da sustentabilidade ambiental e econômica nas Américas são os objetivos da Rede Interamericana de Recursos Hídricos (RIRH) (http://www.rirh.net, em português). A Rede é formada pela adesão de inúmeras outras redes de informação, de diferentes países e idiomas das Américas.

Um passo importante para tornar a RIRH um verdadeiro centro irradiador – onde os usuários não somente “buscam” dados mas também ajudam na alimentação do banco de informações – é a formação dos Nós regionais. O do Brasil será apresentado, nos próximos dias 20 e 21, em um workshop chamado Uso das ferramentas eletrônicas da RIRH para o intercâmbio de lições aprendidas e experiências exitosas em Gestão Integrada de Recursos Hídricos (GIRH), que será realizado em Brasília, promovido pela Secretaria Nacional de Recursos Hídricos e pelo Escritório de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente da Secretaria Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Os Nós são organizações regionais que assistem todos os participantes da RIRH na distribuição de informação e coordenação de atividades relacionadas à água, em sua área geográfica. Seu banco de dados tem principalmente informações sobre organizações, pessoas envolvidas com a gestão, projetos, publicações, notícias, legislação, eventos e cursos. Mas há outros destaques como o Fórum Nacional de Comitês de Bacia, o CNRH entre outras.

Já está funcionando o Nó Regional do Cone Sul, baseado na Argentina, e que reúne informação sobre recursos hídricos de todos os países do Cone Sul, em língua espanhola: Argentina, Bolívia , Chile, Paraguai e Uruguai.

O Nó Regional do Brasil será responsável não apenas pela reunião de informações sobre recursos hídricos no Brasil, mas também por traduções dos principais assuntos de outros Nós. É o único Nó Regional da RIRH em português.

Estão em criação, ainda:

Nó Regional Pacífico Sul e Amazônia – Baseado no Peru, reunirá informação de todos os países que estão na Bacia Hidrográfica do Rio Amazonas e nas bacias do Pacífico Sul, em língua espanhola: Bolívia, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela.

Nó Regional Caribe – Reunirá informação relativa a recursos hídricos nas ilhas do Caribe.

Nó Regional da América Central – Reunirá informação de recursos hídricos de todos os países da América Central.

O que éa RIRH

A Rede procura ter representação de todos os setores relacionados com água e de todos os países das Américas, seja através da participação voluntária e direta seja através dos Pontos Focais que são os representantes oficiais de cada país junto à OEA.

Por enquanto, ser membro é participar da lista de discussão Dialog-Agua-L ou das listas dos subgrupos temáticos que estão listados no www.rihr.net (em português). Nessas listas de discussão, pode-se trocar experiências, tirar dúvidas, contar sobre algum projeto e até montar projetos em cooperação.

Do Comitê Executivo da Rede fazem parte entidades técnicas como o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), organizações internacionais, como a Unesco, o Pnuma, a OEA, empresas como a Coca- Cola Company, entidades governamentais, como o Ministério do Meio Ambiente e networks como o Latin American Network of River Basin Organizations (RELOC). Como representação dos veículos de comunicação a Aguaonline, através de sua editora Cecy Oliveira, integra esse Comitê.

O público-alvo para quem os dados da Rede se destinam são os pesquisadores de notícias e informações (professores universitários, gerentes de projetos, jornalistas e estudantes, público em geral). Porque a idéia é que o Nó Regional seja um super-google. Mas como ressalta o secretário nacional de Recursos Hídricos, João Bosco Senra, o maior desafio é envolver essas mesmas pessoas para que entrem dados e não somente esperem tudo pronto. “Queremos atingir também crianças e adolescentes: para isso, serão colocados links para material didático, mapas, etc”, adianta.

Ele explica que entre as ferramentas a serem disponibilizadas estão: a Busca avançada, que permite refinar a busca e encontrar mais rapidamente o objeto da pesquisa; o banco de dados relacional, que é uma novidade em termos de banco de dados, de modo que ao encontrar uma informação o usuário acaba por descobrir outras relacionadas a ela e os fóruns virtuais sobre temas relacionados às grandes questões nas Américas e no mundo.

Quando estiver definitivamente implantado os interessados em água poderão navegar pelo Nó Regional Brasil ou usar a Busca Avançada, no menu principal, usando palavras-chave.

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