
Os diversos especialistas que participaram dos dois dias de debates do Encontro de Jornalistas e Comunicadores Ambientais – realizado na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, nos dias 08 e 09 de novembro concordaram em que é preciso estreitar os laços entre os técnicos das diversas áreas do conhecimento – sejam eles engenheiros, biólogos, juristas, economistas ou outros – e a área de Comunicação para que a população possa ser melhor informada sobre a gestão das águas.
Entre esses especialistas a coordenadora do Projeto do Aquífero Guarani pela Argentina, María Josefa Fioritti, era das mais preocupadas com o reforço do diálogo com os jornalistas reconhecendo que muitas vezes os termos utilizados pelos técnicos dificultam o entendimento e são um empecilho à boa divulgação de projetos.
Também a professora e doutora Nana Medina, da Fundação Universitária Ibero-americana, destacou a participação relevante dos comunicadores em uma sociedade democrática que busca consolidar alternativas de desenvolvimento ao propor para a imprensa o papel de contribuir com a sensibilização das pessoas frente aos desafios ambientais; possibilitar a formação de opinião pública informada e crítica; conformar o imaginário social para as mudanças necessárias; e divulgar a importância dos novos valores éticos.
Do lado dos comunicadores o jornalista Sergio Jellinek, da Aliança para os Comunicadores para o Desenvolvimento Sustentável (COM+), falou sobre a proposta da COM+ de contribuir para um futuro no qual as sociedades avancem e fortaleçam os pilares do desenvolvimento sustentável. Em sua opinião essa pilares são:
# desenvolvimento econômico,
# desenvolvimento social e
# conservação do meio ambiente em nível local , regional e global.
Segundo Jellinek mais de 60% dos cidadãos nos países em desenvolvimento têm a percepção de que os temas ambientais (poluição, etc) são decisivos em suas agendas. E os especialistas e a opinião pública
tanto nos países ricos como nos pobres buscam soluções práticas acima das ideologias .
A visão dos comunicadores
Outro especialista da área de Comunicação a participar dos debates foi o jornalista Hernán Sorhuet, do jornal El País, de Montevidéu. Para ele o jornalismo ambiental é o gênero jornalístico mais amplo e complexo que existe pois abrange o científico, social, político, económico, cultural, e acima de tudo o ético
Mas adverte que com relação à Educação Ambiental, a missão dos jornalista é INFORMAR; não educar (mesmo que seu desempenho gere efeito educativo, ou a chamada educação informal.
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