Agência FAPESP
Com o passar dos anos, o problema de como guardar ou processar o lixo nuclear gerado em várias partes do mundo está cada vez maior. Dessa vez é o Reino Unido que atravessa esse dilema.
Segundo a revista New Scientist, a empresa British Nuclear Fuels (BNFL) decidiu transportar 1,8 mil toneladas de urânio contaminado para serem processadas na Ásia Central. A viagem ainda depende da aprovação das autoridades para ocorrer.
A BNFL, dona do lixo nuclear, decidiu levar o material para Kara Balta, uma grande mineradora a 60 quilômetros de Bishkek, capital do Quirguistão. O urânio, a ser transportado por um navio de bandeira alemã, será misturado com grafite. Depois de tratado com ácido e separado novamente, o urânio seguirá de volta para a Grã-Bretanha. Ou seja, o lixo, segundo os dirigentes da BNFL, será reutilizado. O grafite contaminado ficará depositado nas instalações da mineradora quirguiz.
O urânio está sendo embalado para a viagem e estocado em Preston, no noroeste da Inglaterra. O lixo nuclear é fruto do funcionamento, que já dura 50 anos, de um dos primeiros reatores instalados no Reino Unido. O dejeto foi considerado muito tóxico para ficar armazenado no solo, como ocorre com alguns outros tipos de resíduos nucleares.
Conforme a New Scientist, até mesmo o primeiro-ministro do Quirguistão, Nikolai Tanayev, desaprovou esse projeto, mas uma comissão de especialistas de seu próprio governo teria dado o aval para que o plano não fosse interrompido.
Reciclagem de pára-brisas
Preocupada com as questões ambientais, a Abravauto (Associação Brasileira de Vidros Automotivos) está alertando seus associados e a população sobre a importância do processo de reciclagem de pára-brisas. Além do alerta, a associação prevê também, para o próximo mês, parcerias que viabilizem o reaproveitamento dos vidros utilizados por seus associados.
Segundo estudos realizados no setor, todo o mês são trocados, no Brasil, cerca de 120 mil pára-brisas. E esse número deve aumentar, já que a frota mundial está em franco crescimento. Só no ano passado, entraram em circulação mais de 60 milhões de veículos.
Diante deste cenário, a reciclagem do vidro, um material praticamente indestrutível, é de fundamental importância. “Como a natureza não se encarrega de eliminar o vidro, se continuarmos despejando seus restos em aterros sanitários, estaremos condenando a natureza de forma definitiva”, afirma Antonio Ruiz, presidente da Abravauto.
Além do vidro, outro componente do pára-brisa pode ser reciclado. Trata-se do PVB, plástico que é aplicado na camada entre as duas lâminas de vidro, e que leva aproximadamente 500 anos para ser eliminado da natureza.
No projeto em andamento na Abravauto, o vidro moído será entregue a fabricantes de vasos, pratos, copos e garrafas. Já o plástico ganhará nova vida sob a forma de tapetes, capas de fios elétricos, mangueiras, entre outros.
Águas Doces
Gestão de Águas Doces é um livro recém lançado que trata de toda a problemática em torno da gestão dos recursos hídricos no Brasil.
Tendo como pano de fundo a situação nacional os estados-membros da Federação e a União passaram, então, a discutir e fundamentar seus respectivos arcabouços jurídico-legais sobre recursos hídricos e a redefinir suas políticas para o Setor, em ritmos diferenciados, tendo como princípios básicos o gerenciamento por bacia hidrográfica, a água como bem econômico, a descentralização, a integração e a participação dos usuários no processo de gestão de recursos hídricos.
Diante de tal processo, a realidade nacional é estudada pacientemente nesta publicação por profissionais de
formações e vinculações institucionais as mais variadas.
Os autores, reunidos por Carlos José Saldanha Machado, procuram oferecer algumas soluções e expor claramente e de modo racional o sentido dos problemas e as possibilidades para resolvê-los, sem renunciar, naturalmente, a desenvolver um exame crítico e a adotar uma posição.
Preço: R$ 76,00
Informações: vendas@editorainterciencia.com.br

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