
Contaminantes presentes na água que flui dos rios podem ser retirados com o uso de uma filtração natural de baixo custo. Pesquisadores da Johns Hopkins concluíram que um sistema de filtração no solo, ao longo dos rios, pode remover micróbios e matéria orgânica enquanto o fluxo o percorre. O resultado é uma vertente de água mais limpa que é bombeada para a superfície através de poços localizados a curta distância do rio.
Josh Weiss, um doutorando do Departamento de Geografia e Engenharia de Meio Ambiente, apresentou os mais recentes resultadosda pesquisa em Filaélfia, no 228 encontro da Sociedade Americana de Química. Ele relatou que os dispositivos se mostraram altamente eficientes para reduzir a presença de bactérias e vírus. As análises mostraram sinais encorajadores, embora não definitivos, de que essa técnica pode retirar Giardia e Cryptosporidium, dois microorganismos que causam sérias doenças do aparelho digestivo.
Os últimos resultados confirmam a validade deste sistema de filtração disse Weiss. “Nossas pesquisas indicam que o sistema pode remover naturalmente patógenos e matéria orgânica que pode causar problemas à saúde, incluindo alguns micróbios que são capazes de sobreviver nos sistemas convencionais de desinfecção. Se nós refletirmos sobre quanto custa construir sistema de tratamento para transformar a água do rio em potável podemos avaliar o quanto isto pode ser benéfico.”
Nos inúmeros trabalhos técnicos apresentados em publicações especializadas Weiss, Bouwer e seus colegas têm relatado o quanto esse tipo de filtração ajuda a remover matéria orgânica.
Em seu estado natural esse material não causa problemas à saúde mas quando essa água é submetida a tratamentos com produtos químico, como o cloro, pode se transformar em material cancerígeno, chamado de subproduto da desinfecção. “Por essa razão,é uma boa idéia remover o máximo possível desta matéria orgânica antes de ser feito o tratamento com produtos químicos”, disse Bouwer. “Nossas pesquisas indicam que utilizando este procedimento é possível reduzir o número desses subprodutos perigosos na água tratada”.
Bouwer acrescenta: “Este processo não elimina a necessidade de tratamento para a água. Mas ele barateia o custo do tratamento e reduz os riscos da mistura do cloro com a matéria orgânica que pode produzir carcinogênicos”.
Os pesquisadores estudaram o sistema através de vários poços construídos de distâncias variadas — de 3 a 27 metros — de três rios. Após um período de dias ou algumas semanas a água do rio é retirada através destes poços. Enquanto “viaja” através dos sedimentos a água é exposta a processos físicos, químicos e biológicos que ajudam a remover as impurezas, disseram os pesquisadores.
No laboratório do campus os pesquisadores estão tentando apreender mais sobre esse processo natural de filtração. Eles acreditam que as características do solo e fatores ambientais, como os presentes ao longo do curso do rio também podem influenciar o processo de filtração. Weiss, que está preparando sua tese de doutorado sobre o processo, diz que a técnica pode não ser apropriada em algumas áreas, como o Oeste dos Estados Unidos, onde os rios literalmente secam no verão. Mas em comunidades que dependenm dos rios durante todo o ano para seu suprimento de água ele espera que a alternativa se torne bastante comum nos próximos anos.
Fonte: Johns Hopkins University
Segue impasse com Águas Argentinas
Segundo o jornal Clarin, de Buenos Aires, a empresa Aguas Argentinas le apresentou ao governo de Nestor Kirchner, uma proposta do como pretende que seja a renegociação de seu contrato de concessão dos sistemas de água e esgoto de Buenos Aires.
No documento se descarta o que os funcionários da administração Kirchner pensavam que seria um novo modelo de como encarar as privatizações. O Executivo argentino pensa em concessões nas quais os empresários privados se encarreguem da gestão das companhias, enquanto os investimentos ficariam a cargo do Poder Público. A idéia era que a Águas Argentinas fosse a primeira grande empresa a se enquadrar na nova cartilha.
“A visão da Águas Argentinas se articula ao redor do princípio básico da preservação do marco contratual da concessão, adaptando-o ao novo contexto da Argentina” explicita a direção da empresa. Ela descarta totalmente a mudança de formato do contrato mas admite negociar valores mais baixos de investimentos anuais para se adequar à nova realidade econômica do país.
Alternativa antiga
A técnica de filtração, chamada “riverbank filtration”, foi usada na Europa por mais de 50 anos para melhorar o gosto e o cheiro da água tratada e para remover certos poluentes perigosos, como os solventes industriais.
Mas depois de estudar esses processos naturais de filtragem por seis anos em três rios no meio oeste dos estados Unidos os pesquisadores concluíram que a passagem da água bruta por camadas de sedimentos pode resultar em outros benefícios para a saúde e ainda reduzir os custos de tratamento.

Plano para o São Francisco
Juazeiro (BA) – O Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco aprovou um plano para o uso das águas da bacia nos próximos dez anos, e definiu que a captação de água será de no máximo 360 metros cúbicos por segundo.
O documento traz um diagnóstico da situação atual das águas, estabelece prioridades e critérios para medidas como cobrança e outorga para uso da água. O Comitê aprovou, também, o Programa de Revitalização do São Francisco, que terá cinco linhas de ação, abrangendo recuperação de nascentes, educação ambiental e saneamento.
De acordo com o Plano, a vazão mínima na foz do manancial será de 1,3 mil metros cúbicos por segundo. Essa vazão deverá garantir água para abastecimento humano e para a manutenção do equilíbrio ecológico no rio e em seu entorno.
O Comitê estabeleceu, ainda, o cadastramento dos usuários de água da bacia em até 18 meses. O objetivo é definir a quantidade de água que está sendo captada e permitir melhor planejamento de seu uso.
O Governo Federal pediu vistas de uma deliberação que impediria o aproveitamento das águas do São Francisco em outras bacias hidrográficas. Segundo o secretário de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Bosco Senra, o objetivo é ampliar o diálogo com o Comitê sobre o Plano de Desenvolvimento Sustentável para a Bacia do São Francisco e para o Semi-Árido.
Fonte: MMA

Leave a Reply