Os rumos que o debate propiciado nos seminários sobre o anteprojeto de Lei do Saneamento estão tomando trazem a nítida sensação de um filme já visto, uma experiência já vivida e uma frustração já experimentada.
Eles não se centram sobre os principais problemas do setor, como o esgotamento de uma fórmula que propiciou um avanço sem precedentes nos índices de cobertura em abastecimento de água, mas que não tem condições de vencer o imenso desafio do déficit de esgotamento sanitário e do inchaço das megacidades brasileira.
Uma vez ou outra alguém levanta a questão da indiferença dos prefeitos e legisladores com a não obrigatoriedade de que uma vez implantada uma rede coletora todos os moradores sejam obrigados e conectar suas casas e pagar a tarifa para que o sistema se torne viável. Muito poucos lembram que existem inúmeros sistemas de coleta e tratamento de esgoto praticamente inoperantes por causa das dificuldades de que essa ligação à rede seja entendida como uma medida importante de saúde pública.
Poucas foram as vozes que se levantaram para sugerir fórmulas que destinem recursos orçamentários para uma área vital para a saúde, o desenvolvimento, a eliminação da pobreza e a diminuição das desigualdades.
O que impera nestes seminários é a troca de acusações, a crítica entre municipalistas e “estadualistas” como se o cerne da questão não fosse o resultado do jogo mas sim quem é o dono da bola.
Controle e fiscalização são as palavras da moda quando se esperava que fossem parceria e cooperação.
Para onde o saneamento irá depois de tudo isto?
Haverá clima para curar feridas e trabalhar em sintonia com uma guerra anunciada no Congresso?
Será que toda essa energia não seria melhor utilizada na busca de soluções conjuntas?
Oxalá as mentes se iluminem no que resta de caminho a ser trilhado antes que o projeto chegue ao Congresso.
Boa leitura!
Cecy Oliveira – editora
A Vez dos Leitores
Subprodutos do tratamento da água
Eu acho simplesmente um descaso com a saúde pública as empresas de desinfecção das águas usarem produtos que causa, câncer (cloro inorgânico) para fazer este tipo de trabalho afetando e pondo em risco a saúde das pessoas. É uma falta de vergonha!
Paula Cristina
Filmes ambientais
O ICC – Instituto Cidade de Cataguases, em parceria com a Associação Curta Minas – ABD/MG, promove junto à Feira das Indústrias, o evento cultural “Semana Verde”, realizado de 4 a 7 de setembro. Dentre as diversas atividades, será realizada exibição de filmes e vídeos cuja temática abranja o meio ambiente, em foco o circuito das águas. Serão 4 dias de exibição em 2 horários, na cidade de Cataguases. O público principal da mostra serão os moradores locais e as crianças. Para tanto, solicitamos que nos enviem indicações de filmes que abranjam essa temática, O ICC dispõem da verba de R$ 100,00 para pagamento do direito de cessão de exibição para cada título.
Cybelle Mendes – cyllmendes@brfree.com.br
Governo devia ouvir os Estados
Perfeita a abordagem do artigo. Incluo o seguinte: já ocorre o desmonte das Companhias, sem ter sido aprovado o novo modelo. Pode-se verificar que o “grande” volume disponibilizado pelo atual governo para o saneamento (em SC), foi dirigido para as Prefeituras, preferencialmente para as administradas pelo PT para obras de saneamento em geral e não para água e esgoto.
Kurt Morriesen Jr
Dúvidas sobre o poço
A Comunidade de Nova Jerusalém (Zeis-6), localizada no bairro de Piedade, no distrito de Prazeres, no município do Jaboatão dos Guararapes, no Estado de Pernambuco, possui um poço artesiano perfurado pela Cisagro (depois Emater , hoje Ebape), com uma profundidade de 120 metros e uma vazão de 18.900 litros por hora de água potável, segundo os testes físicos, químicos e bacteriológicos já realizados.
O poço acima citado localiza-se à rua João Fragoso de Medeiros, nº 1467 (CEP:54430-250) e até hoje encontra-se lacrado. A Cezeis, órgão da prefeitura do Jaboatão, e responsável pelas intervenções nas áreas Zeis, possui todas as informações sobre este processo. Vivemos constantemente ansiosos, enchendo recipientes para nos prevenir de uma falta de água mais prolongada e para utilizá-la nas nossas necessidades diárias, fazendo parte da rotina dos moradores desta comunidade o constrangimento e desconforto que tal atividade acarreta. Não deveríamos depender de uma água que vem de tão longe, quando bem perto da gente há uma fonte de água potável, com capacidade para abastecer toda a nossa comunidade de maneira contínua, fazendo com que a água chegue até as nossas torneiras com uma pressão suficiente e necessária para que, por exemplo, tenhamos condições de tomar um banho sob o chuveiro, procedimento raro por aqui.
O poço foi perfurado pelo Governo do Estado em um terreno pertencente à Prefeitura do Município. Por favor, divulguem esta reivindicação, talvez assim O Governo do Estado de Pernambuco e a Prefeitura do Município do Jaboatão dos Guararapes se sensibilizem com o nosso drama diário e aprendam a utilizar o dinheiro público de maneira responsável.
Deliberto Sérgio
dsergiomr@yahoo.com.br
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