
Dirigentes da União Européia acreditam que será possível ampliar o acesso aos serviços de água e esgoto e reduzir as perdas relacionadas com doenças e desastres de origem hídrica. Segundo o titular do Comissariado para o Desenvolvimento e Ajuda Humanitária, Poul Nielson, o importante é a que esta ajuda possa não somente ampliar o acesso à água tratada mas, e principalmente, diminuir o enorme déficit no que se relaciona aos serviços de esgoto nos países mais pobres. Ele considera que a alternativa do Fundo é a mais acessível por tornar o acesso mais flexível, sem a burocracia característica dos projetos de saneamento.
Pelo números divulgados durante o lançamento do fundo UM em cada dois leitos de hospital, no mundo, são ocupados por doenças relacionadas à falta de acesso ou má qualidade da água consumida. Estima-se que a cada dia 6.000 crianças morrem em todo o mundo por falta de saneamento e higiene.
Embora reconheça que o fundo representa uma gota no oceano das dificuldades enfrentadas pelo mundo subdesenvolvido em relação à infra-estrutura de água e esgoto o Comissariado espera que essa ajuda funcione como um catalisador para a mudança.
Regulação
A Agência de Regulação dos Serviços Concedidos do RGS (Agergs) assinou convênio com o Ministério das Cidades, na área de saneamento. O objetivo da parceria é a cooperação técnica para a troca de experiências e informações no referido setor. A AGERGS já está construindo com os municípios, através da Famurs e Corsan, convênios que permitirão o início da atividade regulatória na área de saneamento no estado.
Várias frentes
O Fundo para a Água buscará promover o abastecimento de água e a criação de infra estruturas de saneamento através de medidas destinadas a criar e consolidar quadros institucionais e regulamentares nos países que demonstrarem um verdadeiro empenho em desenvolver políticas nacionais sustentáveis em matéria de recursos hídricos.
Outra proposta é apoiar e aprofundar a implicação dos intervenientes dos países beneficiados na concepção e execução das políticas hídricas; buscar combinações criativas de subvenções com outras fontes financeiras (tais como empréstimos com taxas reduzidas, garantias de empréstimos, microfinanciamento, etc.) para financiar infra estruturas básicas.
Estas verbas poderiam constituir o capital de partida necessário para alavancar os projetos e serviriam de instrumento para a criação de parcerias públicas/privadas necessárias para incrementar o financiamento.
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