Direto de Buenos Aires – a convite da Clorosur
O Aquífero Guarani , que ocupa 1,2 milhão de km² do susbsolo dos países do Mercosul, guarda um tesouro que pode representar a redenção do abastecimento de água, energia e incremento no turismo.
Esse reservatório subterrâneo é ainda um território desconhecido em vários dos trechos de seus 1,2 milhão de quilômetros quadrados que percorre sob o território do Brasil, Argentina, Uruguai e Brasil. Segundo os especialistas – Jorge Rucks, da SG/OEA e e Jorge Nestor Santa Cruz, do projeto Aqüífero Guarani (PAG) – que participaram dos eventos promovidos em Buenos Aires pela Clorusur – há zonas em que a filtragem leva mais de 20 mil anos.
Na região abrangida pelo Aqüífero vivem 70 milhões de pessoas que podem contar com uma capacidade máxima de poços avaliada em 1 milhão de litros/hora (278 l/s). Atualmente a maior porte da extração de água é utilizada para abastecimento doméstico. Atualmente a extração em termos quantitivos, por país, é a seguinte:
Argentina: 1m³/s
Brasil: 30m³/s
Paraguai: 2.2m³/s
Uruguai: 0.7m³/s
Total: 40 m³/s = 1000 Hm³/año = aprox. 20% dla recarga mínima
Os especialista reconhecem que apesar da necessidade de ampliar o conhecimento sobre o manancial subterrâneo já é possível detyectar ameças representadas pelo aumento gradual do uso do Aqüífero que está gerando problemas quantitativos em áreas transfronteiriças e nacionais, de contaminação nas áreas piloto e de recarga.
Outro aspecto ressaltado é a falta de ordenamento legal e institucional para a gestão transfronteiriças do aqüífero, uma vez que os fluxos ultrapassam fronteiras nacionais ( recarga em um país, descarga/poços em outro). O Projeto do Aqüífero Guarani (PAG) é o primeiro no mundo que está sendo desenvolvido em caráter preventivo de um recursos estratégico.
Mais informações sobre o aqüífero podem ser encontradas em: www.sq-guarani.org
Energia geotérmica e a crise da Argentina
Mergulhada em uma crise energética a Argentina pode se voltar para o subsolo e buscar nas águas termais a solução a longo prazo. Segundo um informe do jornal La Nación está em estudo a construção de uma central geotérmica de 100 megawats nas termas de Copahue, Neuquén, com capacidade de iluminar uma cidade de 15.000 habitante. Esta poderia ser uma primeira central elétrica a aproveitar a geotermia como uma nova fonte de energia disponível, barata e com pouco impacto ambiental.
A fonte termal – que em alguns pontos pode alcançar até 300 graus – emerge através de um poço que a despressuriza transformando a água em vapor que aciona as turbinas e gera energia elétrica. As estimativas são de que nesta usina piloto o kw instalado custaria cerca de 600 dólares, maas poderia baixar sensivelmente se a Argentina investir nesta área e fabricar suas próprias turbinas. Segundo o artigo do La Nación na Europa o custo desta energia já equivale ao da eólica.
Ooutra informacão que consta no artigo é que o país depende em 90% da energia hidrelétrica e gás e agora, quando estes combustíveis escasseiam o país se encontra em dificuldade. Um dos especialistas ouvidos disse que há no país 42 áreas de interesse geotérmico muitas delas próximas de cidades ou indústrias.

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